Diário da Região

24/01/2008 - 02h00min

Febre amarela

Morte de macacos deixa Saúde em alerta

Febre amarela

Rubens Cardia 13/11/2007 Macaco é o principal hospedeiro do vírus da febre amarela na versão silvestre
Macaco é o principal hospedeiro do vírus da febre amarela na versão silvestre
A morte de nove macacos, ainda sem causa definida, levou os municípios de Mendonça e Nova Aliança, a vacinar em massa toda a população ribeirinha próximas aos córregos Borá e Paciência, ambos localizados na região. Uma das suspeitas de ambas Secretarias de Saúde é de que os animais possam ter sido vítimas de febre amarela, já que não possuíam qualquer vestígio de agressão ou morte por afogamento. O macaco é o principal hospedeiro do vírus da doença na versão silvestre, que já matou nove pessoas no Brasil neste ano, segundo o Ministério da Saúde. A febre amarela só é transmitida após a picada de mosquitos do gênero Haemagogus ou Aedes aegypti no primata doente. Se esse mesmo inseto picar um homem saudável, que ainda não tenha se vacinado contra a doença, pode infectá-lo. Segundo o agente sanitário João Batista Bitencurt, responsável pela Vigilância Sanitária de Mendonça, os primeiros três macacos mortos foram encontrados na última quinta-feira, dia 17, na Fazenda São Jorge, área rural do município. ?A princípio não pensamos em qualquer doença, mas depois que um cão da fazenda apareceu com um quarto morto, começamos a trabalhar a hipótese de que eles estariam doentes, pois não se deixam pegar facilmente.?

Desde a última semana, já foram encontrados nove macacos mortos, quatro do tipo prego e outros cinco bugios em áreas rurais de Mendonça e Nova Aliança. Desse total, apenas dois puderam ser submetidos a exames, pois os outros já estavam em estado avançado de decomposição. Os corpos dos dois animais foram levados para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Rio Preto, que enviou cérebros, pulmões, baços, corações, fígados e amostras de coágulos sangüíneos para o Instituto Adolfo Lutz de São Paulo para análise. O resultado dos exames devem ficar prontos entre 15 e 30 dias. ?Essas amostras serão submetidas a testes não só para febre amarela, mas também raiva, gripe, infarto e até aneurisma. Ainda é cedo para fazer especulações se os animais realmente estavam contaminados?, afirma coordenador do CCZ e veterinário, Luís Flávio Vani do Amaral.

Na última segunda-feira, técnicos do Grupo Estadual de Vigilância Epidemiológica (GVE-29) estiveram em Mendonça para busca prévia na região. ?Eles vieram ver a disponibilidade de instalar armadilhas para ver se existe a presença do Haemagogus ou Aedes contaminados?, afirmou Bitencurt. Preventivamente, a Direção Regional da Saúde de Rio Preto (DRS-15) solicitou que toda a população ribeirinha tanto de Mendonça como Nova Aliança seja vacinada contra febre amarela. ?Estamos fazendo plantão, inclusive no sábado vamos vacinar também. Ao todo 983 pessoas já foram imunizadas?, disse ontem a coordenadora municipal de Saúde de Nova Aliança, Sílvia Renata Patini Alves. Em Mendonça, outras 400 foram vacinados. Hoje, agentes de saúde de Mendonça devem realizar novas buscas nas redondezas, em áreas próximas aos córregos Borá e Paciência, para ver se encontram mais algum macaco morto. O último animal morto foi encontrado ontem.

Nove morreram com doença no País
Desde o início de janeiro, o Ministério da Saúde já recebeu notificações de macacos mortos em 151 municípios brasileiros, dessas quatro ocorreram no Estado de São Paulo. Porém, só quatro animais morreram por febre amarela em 2008, todos no Estado de Goiás. O Estado também foi campeão de mortes de primatas pela doença no ano passado, ao todo dez morreram de febre amarela. No mesmo período, foram realizadas 78 notificações de macacos mortos no Brasil, principalmente em Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Tocantins. De 1º de janeiro até ontem, já foram notificados ao Ministério da Saúde 40 casos suspeitos de febre amarela silvestre. Deste total, 18 casos foram confirmados, em nove as vítimas morreram e o restante segue bem, rumo à cura da doença.

Outros 15 casos foram descartados para febre amarela, inclusive o suspeito de Rio Preto de um paciente internado na semana passada, no hospital Austa. Sete casos ainda permanecem em investigação no Brasil. Os prováveis locais de infecção dos casos confirmado

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