Diário da Região

08/01/2005 - 02h28min

Milagre muda rotina de igreja em Schmitt

Carlos Chimba Aparecida Vicentini Pínola mostra santinho com foto do Padre Mariano
Aparecida Vicentini Pínola mostra santinho com foto do Padre Mariano
A confirmação do milagre na cura do garoto rio-pretense e atribuída ao padre agostiniano Mariano de la Mata Aparício, morto em 1983, aumentou o movimento na igreja Santa Apolônia no distrito de Engenheiro Schmitt. O padre exerceu parte de sua função sacerdotal no local. ?Não rezava muito. Mas com a notícia do milagre, peço a intercessão do padre Mariano pelo meu filho de 6 anos de idade, que é muito rebelde?, diz a dona-de-casa Rosilene Andrea Caldeira. O padre Oscar Clemente, da paróquia de Santa Apolônia, confirma o aumento de fiéis na igreja. ?Ele (padre Mariano) era muito carismático e celebrou muitas missas nessa igreja. O anúncio do milagre despertou a curiosidade e a fé nas pessoas. Aumentou o número de fiéis que rezam por ele e ainda pedem missas em ação de graças em nome de padre Mariano?, diz.

O pároco afirma ainda que a população de Engenheiro Schmitt sempre teve muita consideração com o padre. ?Muitos agostinianos passaram por aqui. Mas, em ocasião do aniversário de 70 anos da paróquia, comemorado em 2004, as pessoas pediram para que um quadro do padre Mariano fosse colocado na Igreja?, diz. A secretária da paróquia Marina Roma Pelais, 49 anos, afirma que o telefone não pára de tocar. ?As pessoas querem saber quem foi padre Mariano, como ele era, o que fazia. O milagre também despertou a curiosidade dos moradores mais jovens que não tiveram contato com ele?, diz. Marina conheceu o padre quando era criança. ?Ele era uma pessoa muito bondosa, paciente e calma, que adorava as crianças e os animais?, diz.

O processo de verificação do milagre foi julgado pela Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano, e confirmou que a cura do garoto João Paulo Poloto, hoje com 14 anos, não pôde ser explicada pela ciência. Em 1996, João Paulo sofreu ferimentos graves depois de ser atropelado por um caminhão, em Barra Bonita. Com o milagre confirmado, a beatificação é automática. Padre Mariano será o primeiro beato da história da Diocese de Rio Preto e também da Ordem Agostiniana do Brasil. Será ainda o quarto no Brasil, reconhecido pelo Vaticano. Com muitos anos de convício com o padre Mariano, a dona-de-casa Aparecida Vicentini Pínola, 81 anos, guarda até hoje o ?santinho? com a oração dele. ?Ele celebrou o casamento de minha filha. Ia nas casas das pessoas para conversar, tinha muito contato com os fiéis. Sempre o admirei mas, até então, nunca tinha pedido a intercessão dele. Agora rezo sempre?, diz Aparecida, que também é membro do apostolado da oração.

A peculiaridade de manter sempre os bolsos da batina repletos de balas para dar às crianças é lembrada pela ex-cozinheira do colégio onde padre Mariano morou, Ilídia Munis Dias, 69 anos. ?Era uma pessoa muito generosa. Ele era especial, principalmente com as crianças?, diz. Além dos moradores do distrito, a confirmação do milagre influenciou também a rotina da família Poloto. ?O telefone não pára de tocar. Estamos felizes e agradecemos a todos que rezaram pelo meu filho?, afirma Paulo Roberto Poloto, 50 anos, pai do garoto. O irmão Pedro Paulo, 19 anos, viu o acidente e atribui ao milagre a cura de João Paulo. ?Eu vi ele depois do acidente. Estava em estado muito ruim. Foi milagre sim?, diz.

Já João Paulo, hoje com 14 anos, não se lembra do acidente, apenas de agradecer. ?Muitas pessoas me ligam e perguntam do milagre. Não me importo de falar sobre isso. Só tenho a agradecer?, afirma. A cura atribuída ao padre, morto em 1983, foi investigada pelo Tribunal Eclesiástico Diocesano, instalado no dia 3 de agosto de 1999, por determinação do então bispo, Dom Orani João Tempesta. A investigação reuniu 35 documentos e laudos médicos, além de 1.840 páginas de relatórios. O anúncio da beatificaçãodeverá ser proclamada em outubro pelo Papa João Paulo 2o.

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