Diário da Região

29/06/2002 - 08h48min

Comércio II

Mercado de tratores tem alta de 30% nas vendas

Comércio II

Sérgio Menezes Financiamento facilita a venda de tratores devido ao alto custo
Financiamento facilita a venda de tratores devido ao alto custo
Se por um lado as concessionárias apostam em descontos e redução da taxa de juros para atrair o cliente, as revendas de tratores e implementos agrícolas de Rio Preto seguem a tendência do mercado nacional e algumas empresas já registram alta de 30% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2001. A expectativa é de que o volume de produção de máquinas agrícolas em 2002 supere a do ano passado, que totalizou 44 mil unidades. Segundo o gerente de vendas do Mercadão de Tratores (Valtra), Nílton César Garcia, a febre no mercado local é traduzida principalmente pelo êxito do programa Moderfrota, criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O Moderfrota é um programa de financiamento voltado a atender ao produtor que tem intenção de comprar um trator e implementos agrícolas por condições mais favoráveis em relação àquelas existentes no mercado. As máquinas e implementos utilizados hoje na região são da década de 70 e devem ser substituídos no campo pelos novos.

O representante do Mercadão de Tratores explica que até ontem tinham sido negociados 190 tratores, dos quais 95% pelo Moderfrota. Os implementos vendem na mesma proporção dos tratores. Segundo ele, quando o agricultor compra um trator, a venda do acessório é praticamente garantida. Os equipamentos no mercado chegam a custar R$ 230 mil, dependendo da potência e da tecnologia. "Geralmente, o agricultor não possui recursos próprios para efetuar uma compra devido ao valor do equipamento. Hoje, é interessante que ele invista mais visando obter melhores resultados no campo", diz o gerente de vendas da Agrolep (John Deere), Carlos Tenório Martins. No ano passado, o BNDES liberou cerca de R$ 2 bilhões para financiar aproximadamente 36 mil máquinas (entre colheitadeiras, cultivadores, retroescavadeiras e tratores).

De acordo com a gerente comercial da Agroterra, Elizabeth Bochio, apenas sua revenda comercializou neste ano em torno de 60 tratores, o que equivale ao mesmo número obtido neste período em 2001. Do total de máquinas vendidas, dois foram negociados por meio de consórcio, dois à vista e 56 por meio de financiamento do governo. O sucesso do programa do BNDES está diretamente relacionado às suas linhas de crédito atrativas, com taxa de juros fixada em 8,75%, além de prazo de pagamento da dívida em até 6 anos. Neste ano, o governo liberou mais de R$ 1 bilhão para os financiamentos. Mas, para atender aos agricultores, no período da safra, os empréstimos totalizaram R$ 1,92 bilhão.

Retração
Nem tudo, porém, é comemoração nas revendedoras. A partir da próxima semana está previsto o encerramento do prazo para inscrições de produtores rurais interessados no Moderfrota. De acordo com Martins, a tendência é de que as vendas sofram retração de 100% sem o Moderfrota. "Há três meses atuando no mercado, vendemos cerca de 20 equipamentos agrícolas. Desse volume, 100% é pelo sistema Moderfrota", diz. A expectativa do setor é de que o governo reabra essa modalidade de financiamento em agosto, quando os produtos iniciam o processo de preparação do plantio para a safra 2002/2003.

Comércio de carros enfrenta retração de 40%
A alta do mercado de tratores e implementos agrícolas não é a mesma do de veículos. Não é à toa que as montadoras devem lançar promoções para aumentar as vendas. O setor em Rio Preto está apreensivo com a retração de até 40% desde a segunda quinzena deste mês, quando o mercado deu os primeiros sinais de recessão econômica, com a queda da Bolsa de Valores e a elevação do dólar. De acordo com representantes das concessionárias da cidade, o impacto no mercado financeiro reflete quase que de forma automática no setor automobilístico. Com isso, o estoque das montadoras já está com 160 mil veículos. E a tendência é aumentar.

A gerente comercial da concessionária Liban (GM), Ana Lúcia Costa Cavalcante, diz que suas vendas despencaram nos últimos dias em relação aos três primeiros meses do ano. Ela informa que, até o mês passado, dos carros vendidos, 50% eram à vista e o restante financiado. Atualmente

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