Diário da Região

13/02/2004 - 02h42min

Até quando?

Menores de braços com a droga

Até quando?

Carlos Chimba Garoto adormece ao lado de lata de solvente na área central de RP
Garoto adormece ao lado de lata de solvente na área central de RP
O flagrante no cenário urbano de Rio Preto revela um garoto, no máximo 12 ou 13 anos, dormindo abraçado a uma lata de solvente. Para o Poder Público municipal, ele é mais um ?caso crônico?, nome técnico que se dá a menores que vivem há pelo menos três anos nas ruas. Mas para quem passava ontem pelo cruzamento das ruas Quinze de Novembro e Saldanha Marinho, no centro da cidade, a cena levava a uma conclusão mais humana do que a rotulagem imposta pelas autoridades. O garoto adormecido, abraçado à sua ?lata de estimação?, faz parte de um grupo de pelo menos 12 menores de rua listados pela Secretaria Municipal da Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos da Cidadania como ?crônicos?. Eles são vistos em vários pontos da área central e têm no viaduto Jordão Reis o principal local de refúgio. O Diário da Região tem mostrado a situação desses menores desde o dia 25 do mês passado.

Para esse grupo, segundo afirma o próprio secretário da Assitência Social, Matsuel Martins da Silva, não existe nada a fazer a curto prazo. ?Não tenho um meio de apressar o tempo que leva para tirar esses menores das ruas além dos trabalhos de abordagem e de oferecer a eles os serviços públicos de que dispomos?, afirma o secretário. Matusel reconhece que o tempo ao qual se refere pode significar a vida ou a morte desses adolescentes, na medida em que eles estão tomados pelo vício em drogas. ?Ao mesmo tempo em que não posso falar que vou simplesmente esperar o tempo do menino, pois ele pode morrer, não vejo uma outra forma.? O secretário alega que o trabalho é limitado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê a apreensão de menores somente nos casos de ato infracional, como roubo, furto ou tráfico de drogas. ?Não podemos impor um tratamento compulsório (obrigatório). Temos de ganhar esses meninos pela insistência?, afirma.

Por outro lado, não se observam ações práticas - além da ?insistência? à qual o secretário se refere - voltadas para os garotos enquadrados como ?casos crônicos?. Na ausência de projetos que os atraiam, o grupo batizou o esconderijo sob o viaduto Jordão Reis de ?terra louca?. A ?terra louca?, para eles, é o espaço imaginário que preenche a falta de alternativas. O secretário argumenta que são desenvolvidas atividades para os adolescentes, como dança e pintura, mas admite que falta uma proximidade justamente com os garotos que vivem nas ruas. ?A secretaria está atenta, mas infelizmente um ou outro menor pode ir para o mundo do crime.? Na falta de outras ações, Matsuel deposita suas esperanças na reação dos próprios menores para mudarem de vida. ?Todo usuário de drogas tem o que se chama de tempo. É o dia em que, caindo em si, vendo que não está mais conseguindo viver daquela forma e que as pessoas não estão mais dando dinheiro para sustentar seu vício, muda de atitude.?

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