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04/02/2015 - 01h50min

A selva de Valdomiro

Matagal domina Rio Preto e irrita moradores

A selva de Valdomiro

Hamilton Pavam Escorregador quase escondido no matagal na Cidade da Criança
Escorregador quase escondido no matagal na Cidade da Criança

A Rio Preto de Valdomiro Lopes está com cara de selva. Praças, parques, canteiros de avenidas e terrenos - públicos ou particulares - estão encobertos por uma grande quantidade de vegetação em diferentes bairros da cidade. A equipe do prefeito minimiza e diz apenas que a limpeza de todos os locais está "dentro da programação".


A situação preocupa moradores, que estão recebendo "visitas" de bichos e insetos. No bairro Anchieta, por exemplo, a dona de casa Zenith Germano de Souza, 65 anos, cansou de esperar uma ação da Prefeitura e matou caramujos africanos que estavam invadindo a casa dela. Ela mora em frente à praça Luiz Antônio Gil Quero - Toti.


"A praça estava com um mato muito alto e os caramujos estavam atravessando a rua e vindo para a minha casa. Eu coloquei fogo em parte do mato da pracinha, para matar eles", conta a moradora.

Sidnei Costa Dona Zenith tocou fogo no caramujo que invadiu a casa dela

Ela afirma que se mudou há três meses para o endereço atual. "Desde sempre a praça está um abandono. À noite, dava medo, porque o mato estava alto e a praça escura. Tem uma parte que os moradores estão jogando lixo. Até perto do ponto de ônibus tem mato alto." De tanto os moradores reclamarem, a Prefeitura fez o serviço de roçagem pela metade. Há 15 dias, uma máquina cortou parte da grama do local, mas não retirou o mato que está tomando conta dos equipamentos da academia ao ar livre instalados na praça.

"Antes, todo mundo fazia exercício nos equipamentos. Agora dá medo. O mato está alto e atraindo muito bicho. Vai que uma cobra me ataca. Isso é vergonhoso, pois era a única pracinha para lazer que tínhamos", afirma a também dona de casa Dulcineia Aparecida de Souza Santos, 56 anos. O mato alto de um terreno particular também está preocupando moradores do bairro Vila Ipiranga. O terreno fica na esquina da rua Rio Grande do Sul, com a avenida Antônio de Barros Serra.

Sidnei Costa No Parque Setorial, trecho de área pública é paraíso de bichos

Mato, árvores frutíferas, mandioca e caramujos africanos compõem o cenário que deixa moradores indignados. Além disso, entulho é descartado irregularmente no terreno, mesmo cercado com arame. "Eu fico preocupada porque os caramujos sempre vão para a minha casa. Além disso, deve ter um monte de criadouro de dengue dentro do terreno. Eu já comuniquei a Vigilância Sanitária e a Secretaria de Serviços Gerais, mas nada foi feito", afirma a secretária Jaqueline Bombonato, 35 anos, que mora ao lado do terreno.De acordo com Geraldo Getúlio Souza, 57 anos, amigo do dono do terreno, o espaço será limpo nos próximos dias. "Eu dou uma força para ele, sempre retirando o lixo que os próprios moradores jogam. Ele já está contratando um serviço para tirar todo o mato e colocar o terreno para vender."

Sidnei Costa Quadra da Anchieta é um lugar esquecido pela Prefeitura

No Parque Setorial, localizado na avenida Philadelpho Gouveia Neto, um terreno está com mato alto também. Parte do local é da Prefeitura e outra parte é de particular. Ambos estão com mato que ultrapassa a altura da caixa de energia no local. Eles ficam ao lado da garagem onde são guardados os ônibus do transporte público municipal.O dono de 4 mil metros do terreno, João Carvalho, 53 anos, afirma que deixa o local com mato alto para "protestar" contra a Prefeitura. "Eles estão enrolando para liberar a matrícula do terreno para mim, por isso deixo o terreno assim. Quando sou notificado, eu limpo."

Hamilton Pavam Tobogã no Cidade da Criança em meio ao matagal

Sujeira na Cidade da CriançaA Cidade da Criança, no bairro Distrito Industrial, está tomada pelo mato alto também. Para se divertir em alguns brinquedos, as crianças precisam desbravar a vegetação que está encobrindo os equipamentos. No caso do tobogã, por exemplo, as crianças precisam passar pelo mato, para conseguir subir a escada que dá acesso à descida. Enquanto escorregam, passam por matos também. Ao chegar no chão, a queda é amortecida por moitas.A situação se repete em outros brinquedos, como a gangorra. O Diário apurou que o mato está alto porque a Prefeitura aguarda licitação para comprar o equipamento que vai roçar a parte de baixo do parque. A parte superior, em que estão instalados os brinquedos para crianças menores, está sendo podada por um funcionário.ProgramadoPor meio de nota, a Prefeitura informou que os locais apontados pela reportagem já estão no cronograma das pastas para manutenção. O município afirma que o serviço é realizado periodicamente no local.No caso do terreno do bairro Vila Ipiranga, um fiscal será enviado ao local para analisar a situação e tomar as providências cabíveis. Locais com mato alto podem ser denunciados por meio do telefone (17) 3212 3040. >> Leia aqui o Diário da Região Digital

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