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Diário da Região

13/12/2017 - 15h48min

Diga trinta e três

Médicos relembram os primeiros anos da Famerp

Diga trinta e três

Johnny Torres O casal de médicos Flávio Rossi e Ana Maria, integrante da primeira turma da Famerp: residência no Rio e vida profissional em Rio Preto
O casal de médicos Flávio Rossi e Ana Maria, integrante da primeira turma da Famerp: residência no Rio e vida profissional em Rio Preto

O ano de 1968 foi marcado pelas manifestações estudantis em Paris, movimentos antiguerra nos Estados Unidos e pela luta contra a ditadura no Brasil. Foi nesse ano de revoluções e conquistas que 68 jovens ingressaram na primeira turma do curso de medicina da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto). Dessa turma, que se formou em 1973, saíram médicos que hoje ajudam a fazer da cidade referência na área da saúde.


Filha de um fazendeiro e de uma dona de casa e natural de Bebedouro, Ana Maria Cavallini Rossi, 66 anos, foi uma das cinco alunas que integraram a turma número um do curso de medicina da Famerp. "Posso dizer que eu estava um pouco à frente da minha época. Tinha 19 anos quando me mudei sozinha para Rio Preto. Foi a melhor época da minha vida. A turma era unida, ou melhor, somos até hoje porque sempre promovemos encontros."


Ela lembra que a faculdade ficava em local então ermo. "Era assustador. Não tinha nada ao redor do campus, só um esqueleto do que se tornou, hoje, o complexo da Funfarme (Hospital da Criança, Hospital de Base e Famerp). Era tudo mato. Só tinha a nossa turma dentro da faculdade e os professores que vinham de fora. Olhar para a faculdade e para a excelência dos profissionais que se formam até hoje é motivo de orgulho."


Em meio aos colegas de classe, Ana Maria encontrou seu parceiro para o resto da vida. No segundo ano de faculdade ela começou a namorar com o colega de classe Flávio Rossi, 66 anos, que veio de São Paulo para Rio Preto. Ele foi o primeiro presidente do diretório. " Nós nos formamos, nos mudamos para o Rio de Janeiro para fazer residência, nos casamos em 1975 e retornamos para Rio Preto, onde escolhemos construir a nossa carreira e nossa família", conta Ana Maria. Em 1973, os médicos se formavam em clínica geral, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia ou pediatria. Hoje, são 17 departamentos. Além das residências, pós-graduações e do curso de enfermagem.


Ela fez residência em hematologia e trabalha há 39 anos no Tajara, laboratório de análises clínicas. Flávio se especializou em radiologia e, desde 1975, é sócio do Ultra-X, instituto de radiologia. A única filha do casal, Bianca Rossi, 34 anos, seguiu os passos dos pais e se formou em medicina, com residência em radiologia. Na época em que o casal se diplomou, a Famerp era particular. "Em 1994 ela passou a ser pública e ao longo desses anos evoluiu estruturalmente. O campus aumentou e as inovações continuam, como o laboratório de habilidade, que já começou a ser construído. Nele, bonecos vão simular os sintomas de doenças por meio de computadores", diz o ex-aluno e atual diretor geral da faculdade, Dulcimar Donizete de Souza.

Hamilton Pavam O médico Carlos Figueiredo (centro) com as filhas Gabriela e Julia e os netos Pedro e Lorenzo

Tradição do branco, de pai para filhoRio Preto conta com famílias tradicionais na área da saúde. A do oftalmologista e presidente da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa, Carlos Gabriel Figueiredo, 68 anos, é uma delas. Três dos cinco filhos escolheram a medicina como carreira. Dois netos também pretendem seguir os mesmos passos. Natural de Guaíra e filho de fazendeiro, o oftalmologista afirma que a medicina entrou na vida dele de forma inesperada. "Eu não gostava de exatas e tinha interesse por biologia. Foi por causa disso que escolhi a medicina. Meus pais me apoiaram e me deixaram livres para escolher." Figueiredo se formou pela Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, em 1974. Ele veio para Rio Preto em 1980 para dar aula na Famerp, onde é docente.O oftalmologista destaca que nunca influenciou na decisão dos filhos, de abraçar a medicina ou não. Porém, difícil é não se contagiar, como comprova uma das filhas, Julia de Figueiredo, 36 anos. "Eu lembro que ia pequena para o consultório com o meu pai, adorava brincar de médica também. Não tinha outra opção a não ser a medicina", conta a oftalmologista. A outra filha de Carlos, Gabriela Figueiredo, 42 anos, chegou a cursar agronomia, mas acabou seguindo a carreira médica. Ela fez residência em anestesia e também atua na clínica da família. "Eu sempre gostei da medicina. Tentei outra carreira, mas não adiantou fugir. Mesmo sem a influência do meu pai, optei pela medicina."O terceiro filho dele está fazendo residência em oftalmologia. Os outros dois optaram por se formar em administração. Os irmãos Pedro Augusto Drudi de Figueiredo, 18 anos, e Lorenzo Drudi de Figueiredo, 16 anos, netos de Carlos, querem ser médicos também. Pedro está há um ano fazendo cursinho pré-vestibular. Ele estuda 12 horas por dia e quer ser oftalmologista. Lorenzo está no ensino médio e não vê a hora de realizar o sonho de ingressar em medicina. >> Leia aqui o Diário da Região Digital

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