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Diário da Região

13/12/2017 - 11h40min

Adesão à greve chega a 92%, diz sindicato

Médicos param e consultas são remarcadas

Adesão à greve chega a 92%, diz sindicato

Johnny Torres Pacientes dispensados durante greve realizada em julho (Foto: Johnny Torres)
Pacientes dispensados durante greve realizada em julho (Foto: Johnny Torres)

Paralisação de médicos por tempo indeterminado, deflagrada na manhã desta segunda-feira, dia 13, atinge em cheio a população. Segundo o sindicato, dos profissionais que teriam que estar trabalhando nesta manhã, 92% aderiram à greve. A Prefeitura ainda não divulgou um número oficial, porém questiona o dado do sindicato.

Neste primeiro dia de paralisação, os médicos que aderem ao movimento vão para o sindicato no horário em que teriam que começar a trabalhar e assinam o ponto. Eles cumprem a jornada no sindicato. A partir de amanhã, a intenção é conseguir um espaço na Câmara Municipal, para ficarem mais visíveis e acessíveis.

Os reflexos da greve já podem ser constatados nas unidades de Saúde. A situação é crítica no Ambulatório Regional de Especialidades, a primeira visitada pela reportagem do Diário nesta manhã. Lá, dos 30 médicos que deveriam estar atendendo, apenas seis compareceram.

Dona Alzira Malermo, 92 anos, está sentindo literalmente na pele o drama da falta de atendimento. A consulta dela com um dermartologista foi desmarcada e remarcada para o dia 10 de agosto.

A senhora, com dificuldades para andar por causa de dor nas costas, estava com o corpo todo ferido. Ela tem um problema de pele que provoca coceiras e ferimentos por todo o corpo.

Mais vítimas

A greve teve adesão de 100% dos médicos das unidades básicas de saúde do Jaguaré, Central, Santo Antônio, Solo Sagrado, Parque Industrial e Vetorazzo. Mesmo sem nenhum médico, as unidades estão abertas. Enfermeiros e outros funcionários tentam amenizar a situação.

O pedreiro Claudomiro Rodrigues, 57 anos, perdeu o dia de trabalho para ir até à UBS Central para se consultar com um cardiologista. Na falta do especialista, funcionários da UBS ofereceram o serviço de aferimento de pressão, que foi recusado pelo homem.

Os serviços de enfermagem, distribuição de remédios e aferimento de pressão estão funcionando normalmente.

A rede municipal de Saúde tem 510 médicos, de acordo com a Prefeitura, incluindo plantonistas.

Desse total, 182 são contratados pela Prefeitura por meio de concursos públicos. O restante presta serviços para o município por meio de convênio com o Ielar e o Hospital de Base. São mais de 300 profissionais nessa situação. A expectativa é de que cerca de 250 médicos entrem em greve.

Secretaria diz que adesão é inferior a 50%

A secretária de Saúde de Rio Preto, Teresinha Pachá, questiona o dado do Sindicato dos Médicos que fala em adesão de 92% à greve. Segundo ela, menos de 50% dos profissionais deixaram de comparecer às UBSs (Unidades Básicas de Saúde) na manhã desta segunda-feira.

"O dado do sindicato não é real. Só as UBSs do Gabriela e do Residencial Rio Preto 1 estão sem médicos", informou.

Contudo, a reportagem percorreu algumas unidades e não havia nenhum médico para atender a população, como o caso da Central.

Questionada sobre as UBSs visitadas pela reportagem e que não tinham médicos, Teresinha Pachá disse que, a partir das 11h, elas iriam contar com profissionais.

Tanto o sindicato quanto a Prefeitura terão seus balanços à adesão no final do dia. 

médicos no sindicato Médicos se reúnem na sede do sindicato, em Rio Preto (Foto: Johnny Torres)

Sem data para acabar

A paralisação é por tempo indeterminado. “Vamos ficar parados até o prefeito reagir”, disse o presidente do Sindicato dos Médicos de Rio Preto, Hubert Eloy Richard Pontes. Segundo o sindicato dos médicos, os serviços de emergências em unidades de saúde serão mantidos. Os plantonistas não vão entrar em greve.

Conforme vão aderindo ao movimento, os profissionais se encaminham para o Sindicato dos Médicos. Em entrevista ao Diário nesta manhã de segunda-feira, Pontes disse que somente por volta das 16h terá um número fechado do alcance da greve. Ainda segundo ele, os problemas enfrentados com pacientes que chegaram para consulta e não encontraram atendimento é reflexo da atitude do prefeito Valdomiro Lopes, que teria mandado tirar todos os cartazes informando a população sobre a paralisação dos serviços. 

"Colocamos cartazes dizendo que haveria a greve. Médico sabe de greve. Esses cartazes eram para informar e orientar a população. Com essa atitude, ele sacrificou o paciente, provocando confusão", afirmou Pontes. 

Desconto do ponto

Na sexta-feira, a secretária de Saúde, Teresinha Pachá afirmou que todas as unidades de saúde ficarão abertas nesta manhã. A Prefeitura também anunciou que vai descontar ponto dos grevistas. A afirmação partiu do secretário de Comunicação, Deodoro Moreira.

Ao mesmo tempo que dispara ameaça de corte de salário, a Prefeitura contesta a legalidade da greve na Justiça. A ação com pedido de liminar foi encaminhada para o Tribunal de Justiça, em São Paulo. O pedido deve ser analisado amanhã. A Prefeitura também afirma que irá notificar hospitais conveniados para que providenciem reposição de profissionais, em caso de adesão à greve.

 

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