Diário da Região

13/02/2010 - 03h10min

Creche Caminho do Futuro

Mães vão à polícia por causa de agressões

Creche Caminho do Futuro

Thomaz Vita Neto A dona de casa R.R.N., que suspeita que a filha foi agredida
A dona de casa R.R.N., que suspeita que a filha foi agredida

Duas mães procuraram ontem a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto para denunciar supostas agressões praticadas por duas professoras da creche Caminho do Futuro, no Jardim Itapema, zona norte da cidade, contra mais duas crianças. Agora, passa para 15 o número de vítimas das cinco professoras investigadas pela Polícia Civil por maus-tratos e constrangimento.


Na noite de anteontem, a direção da escola se reuniu com 12 mães que pediram para ver as imagens. No total, oito funcionárias foram demitidas em dezembro - três por justa causa - e uma está afastada. As agressões só foram descobertas porque câmeras de vídeo foram instaladas em todas as salas de aula em novembro, depois que funcionárias passaram a desconfiar do comportamento do grupo.


A dona de casa R.R.N. disse à delegada Dálice Aparecida Ceron que em novembro do ano passado a filha, que hoje tem 2 anos e oito meses, voltou da creche com uma marca roxa na barriga. Na época, a criança contou que havia levado um beliscão da professora Fabíola Renata Soares, que aparece nos vídeos gravados pela direção agredindo alunos do maternal.


“Na época ela disse que a marca era coisa de brincadeiras entre as crianças”, lembra a mãe. No entanto, após ficar sabendo das denúncias, resolveu procurar a polícia. “Tenho certeza de que ela também foi agredida.”


Depoimento


A filha de R.R.N. foi citada em depoimento por uma das funcionárias da creche como vítima. Ela também aparece em uma cena sentada próxima a Fabíola, enquanto a professora chacoalha um aluno. “Estou surpresa com todas essas denúncias. Foi horrível o que fizeram com as crianças.”


A outra mãe, M.D.G.M. também contou que o filho de pouco mais de dois anos reclamava de dores na cabeça e tinha medo de tomar banho no final do ano passado, quando ocorreram as agressões. Ela acredita que as dores eram reflexo dos puxões de cabelo por parte de professoras. “Isso são evidências que ocorreram os maus-tratos”, disse a delegada.


Segundo a presidente da creche, Eliane Vieira, até o momento, nenhuma mãe procurou a creche para falar em transferência do filho. Ela disse que durante a reunião todas as mães elogiaram a atitude da creche e se colocaram à disposição para mostrar que a creche é idônea e ajudar no que for necessário. Ela disse que a mãe da criança que aparece sendo carregada pela professora debaixo do braço procurou a creche e entendeu que a culpa é das professoras.

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