Diário da Região

23/08/2013 - 00h48min

De todas as cores e sabores

Loira gelada perde espaço em Rio Preto

De todas as cores e sabores

Pierre Duarte Outras tonalidades conquistaram o paladar dos apreciadores de cerveja
Outras tonalidades conquistaram o paladar dos apreciadores de cerveja

A cada a ano as loiras geladas perdem mais espaço nas mesas dos bares de Rio Preto. E não é porque o consumo de bebida alcoólica está diminuindo. O motivo é a concorrência. Mulatas, ruivas, morenas, loiras especiais e artesanais e outras tonalidades conquistaram o paladar dos apreciadores de cerveja e agora tomam espaço das tradicionais.


Há três anos, a proporção era de 30 cervejas tradicionais para um chope escuro ou uma cerveja especial. Hoje, segundo levantamento feito pelo Diário nos principais bares da cidade, a proporção saltou para um chope escuro ou uma cerveja especial para cada 10 tradicionais. A maior opção de marcas no mercado e de pontos de venda são alguns dos motivos que impulsionam as vendas.


Em alguns bares a proporção chega a ser ainda maior que a média. “Já chegamos a ficar sem o produto especial porque a maioria é importado e leva tempo para chegar. A cada dez cervejas vendidas, quatro são especiais”, disse o gerente do bar Dom Pedro, Guilherme Prado.


A concorrência também é acirrada pelo aumento de vendas dos chopes escuros. No Zero Grau, o chope escuro já corresponde a 15% das vendas. Algo impensável há alguns anos. “Antes correspondia apenas a 5%. O aumento de vendas se deve às mudanças do próprio chope, que está mais cremoso,” disse Wilson de Paula. Pensando em qualidade, o mestre cervejeiro Adalberto Afonso, do Barley Pub, apostou apenas em cervejas especiais, algumas artesanais.


“No início, tinha gente que sentava, via o cardápio, levantava e ia embora. Amigos e familiares diziam que eu estava louco,” disse. Mas a aposta foi satisfatória e conquistou clientes que buscam saborear a cerveja. O torneiro mecânico Antônio Carlos Crotti, 31 anos, é um deles. Diz que já fez a troca: sempre que pode toma cerveja especial ou artesanal. “Conheci por curiosidade e gostei. Acho que é uma bebida para quem fica mais exigente. Além disso, gosto de saber sobre o processo de produção,” afirma mostrando o copo de cerveja Weizenbock, com leve toque de açúcar queimado.


O casal Leonardo Tosetto, 27, e Verônica Nery, 29, também optam pelas especiais. “É uma qualidade diferenciada,” diz Tosetto. Outro que, quando tem opção, escolhe as cervejas mais elaboradas é o engenheiro civil Weberson Peres de Oliveira, 40. “Quando se tem uma carta maior de variedades, quero sempre experimentar algo novo ou tomar alguma que já conheço.”


O crescimento, na opinião do empresário Sérgio Reino Francisco, da Riopretana, se deve à diferença de sabor. “O gosto da cerveja comum é ruim, por isso o maior marketing dela é 'estar gelada', Isso porque a menos de zero grau, o gosto não faz diferença. Já as especiais não dependem da temperatura em que é servida,” conta Sérgio.


Afonso acredita que a busca por novas cervejas seja um movimento nacional. “Com o maior poder aquisitivo, as pessoas estão procurando por novas experiências, Não querem uma bebida para ficar bêbado, mas uma experiência de consumo, proporcionada por essas cervejas especiais e artesanais.”

Pierre Duarte Leonardo Tosetto e Verônica Nery tomam cerveja especial em bar de Rio Preto: paladar refinado

Novos sabores

O leque de opções de cervejas pode ficar ainda maior. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estuda a proposta de uma nova instrução normativa para definir padrões de cerveja no País e no Mercosul. Se aprovada, a cerveja poderá ter novos ingredientes para o preparo, como mel, chocolate e especiarias.A medida também prevê a produção com cereais diferentes do lúpulo e da cevada. Hoje, para ser considerada cerveja, a bebida precisa ter, no mínimo, 55% de cevada maltada e adição de lúpulo na fórmula. A aprovação beneficiará pequenas empresas que poderão investir em diferenciais para se destacar. Bares fabricam própria cervejaAlém das cervejas importadas, a concorrência para as loiras geladas também é forte por parte de produtos artesanais. Pelo menos cinco locais da cidade vendem a própria cerveja. As histórias são parecidas: pessoas que conhecem as cervejas especiais, se apaixonam pelo sabor e não querem mais saber de qualquer cerveja. Aí, têm de fazer a própria bebida. De tão boa, começam a vender e conquistam novos clientes. Foi assim com os empresários Sérgio Reino Francisco e Adalberto Afonso.Francisco é arquiteto. Trabalhava em São Paulo e por lá conheceu cervejas importadas. Começou a pesquisar sobre a produção, visitou microcervejarias brasileiras e decidiu investir no ramo. Largou a profissão e, há sete anos, criou a Riopretana. Hoje, produz seis tipos de cerveja. Tem até sabor banana.No Barley Pub são cinco tipos, que trazem desde sabores que lembram chocolate, açúcar queimado, pimenta e mel. Afonso se tornou mestre cervejeiro e o incentivo para abrir um bar veio dos amigos que provaram e aprovaram as cervejas produzidas por ele.

   

   

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