Diário da Região

24/11/2001 - 01h05min

Drama

Limpeza em poço adia água na torneira

Drama

Sérgio Menezes Funcionários do Semae descarregam tubos de escovação para limpeza
Funcionários do Semae descarregam tubos de escovação para limpeza
Cento e dez dias após a quebra da bomba do poço do Jardim Urano, o Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto de Rio Preto (Semae) anuncia uma nova técnica de limpeza para o local, estendendo o drama das torneiras secas na zona sul de Rio Preto por mais oito dias, no mínimo. O poço começou a ser aberto novamente na tarde de ontem, depois de três dias de bombeamento com produção de água insuficiente. Segundo o Semae, uma nova técnica de limpeza, por escovação do poço, será utilizada em substituição ao bombeamento. Esta nova técnica, entretanto, somente pode ser colocada em prática com a retirada de todo o equipamento do interior do poço. Há uma semana, o Diário recebeu uma denúncia anônima, reforçada durante a manhã de ontem, de que os problemas do poço do Jardim Urano se encontram na bomba de eixo prolongado. A informação, negada pelo superintendente do Semae, Poty Peloso Jorge, atribui as falhas no poço ao superdimensionamento da bomba, enquanto ela passava por reparos.

De acordo com as informações, a potência da bomba estaria 40% superior às suas características anteriores, provocando danos ao motor e aos demais equipamentos do poço. Na semana passada, a caixa de rolamentos, localizada abaixo do motor, teve de ser encaminhada para reparos após o funcionamento do poço por uma hora, confirmando as denúncias encaminhadas ao Diário. Segundo o Semae, as denúncias são infundadas e todo o reparo do poço está sendo feito com a presença de profissionais especializados na área. Quanto aos problemas apresentados na peça, a empresa afirma se tratar de um reparo simples, sem nenhuma relação com os reparos realizados na bomba. Na tarde de ontem, os funcionários da Itaí Estudos, Projetos e Perfurações Ltda, descarregavam os tubos de ferro para escovação nas proximidades do poço. De acordo com o engenheiro Jeferson Celso Agostinho, que acompanha a obra, os tubos são utilizados para que o aparelho de escovação alcance o fundo do poço.

Ao todo são necessários 74 tubos para a realização da limpeza em toda a extensão do poço, de 1,2 mil metros de profundidade. Após descarregar o material, os funcionários dariam início à retirada do motor e dos demais equipamentos do poço com a ajuda de guindastes. Segundo Agostinho, cerca de três dias são necessários apenas para o desmonte do poço. “A empresa vai precisar também de um dia para montar o equipamento, dois ou três para a escovação propriamente dita e outros dois ou três para a montagem do poço”, explica. De acordo com o superintendente do Semae, a escovação é apenas mais uma tentativa de limpeza do poço, que pode ainda necessitar de novos métodos para retomar a produção normal. Antes de apresentar problemas no bombeamento, o poço produzia 170 mil litros por hora. Após três dias de bombeamento, a produção/ hora não ultrapassou 40 mil litros. Segundo o Semae, a expectativa é de que o poço produza 400 mil litros/hora após a conclusão das obras.

Segundo o geólogo e diretor superintendente da Itaí, Luiz Guidorzi, além das técnicas de limpeza por bombeamento e por escovação, outros métodos ainda podem ser utilizados para retomar a capacidade de produção do poço, como o uso de produtos químicos específicos. De acordo com o geólogo, os microporos que permitem a passagem da água dos lençóis freáticos para o poço se encontram entupidos por causa das obras de rebaixamento do poço. A limpeza consiste na desobstrução destes poros, permitindo a extração da água e a retomada da produção normal do poço.

Moradores estão indignados
Enquanto o poço do Jardim Urano permanece parado, a população de 30 bairros da zona de sul de Rio Preto continua indignada com os cortes no abastecimento e preocupada com a nova tarifa de água, em vigor desde o início do mês. A dona de casa Nilce Aparecida Poletti, moradora do bairro Estoril, questiona o aumento no preço do serviço em oposição à “seca” vivida no bairro desde o mês de agosto. “Como podemos pagar mais caro por um serviço que nem recebemos?”, questiona. “Na minha casa só tem água

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