Diário da Região

10/04/2002 - 00h05min

Investigação

Golpe do dólar: pedida a quebra de sigilo de celular

Investigação

Carlos Chimba O delegado Guerino Neto quer saber se telefone já estava com o preso
O delegado Guerino Neto quer saber se telefone já estava com o preso
O delegado Guerino Solfa Neto, 30 anos, assistente da Delegacia Seccional de Rio Preto, vai requisitar à Justiça até sexta-feira a quebra do sigilo telefônico do celular apreendido com o empresário Airton Malakoski, em março. O celular, pré-pago, foi encontrado com o empresário durante a transferência dele de uma das celas da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto, onde estava preso desde novembro do ano passado, para a cadeia de Nova Granada. O delegado vai pedir também novo pedido de prazo para a Justiça, para que consiga terminar as investigações que deverão indicar como o telefone foi parar nas mãos de Malakoski. A polícia quer saber se esse telefone esteve com o preso quando ele estava na DIG ou se ele o recebeu quando chegou a Nova Granada, antes da revista da bagagem. Até agora, pelo menos 10 pessoas foram ouvidas em depoimento. O Instituto de Criminalística rastreou as últimas 10 ligações recebidas no celular. Elas partiram de Rio Preto e Palestina.

Segundo o delegado, tudo indica, até agora, que essas ligações sejam anteriores à prisão do empresário, mas só a quebra de sigilo telefônico é que vai poder dizer com certeza. O empresário declarou que recebeu o celular das mãos de um funcionário na hora em que chegou à cadeia de Nova Granada. O funcionário, identificado apenas como Raul, ainda não foi ouvido pela polícia, porque está viajando. O delegado deverá ouvir até sexta-feira os policiais da DIG, para saber se alguém tinha conhecimento do celular. A Corregedoria das Execuções Criminais também investiga o caso. Malakoski é suspeito de integrar, com Marcos Valdir Rodrigues, uma quadrilha que praticava golpes em empresários de Rio Preto. Os dois são sócios em um frigorífico e proprietários de fazendas em Tanabi.

Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público, juntamente com o delegado Antônio Tadeu de Matos e os policiais Carlos Alberto Virgínio, Pedro Fuzieda, Orivaldo Rodrigues e Pedro Divino do Nascimento. Os promotores apuraram que o golpe consistia em convencer as vítimas a vender dólares pelo dobro do preço. Durante a transação, os policiais invadiam o local, dizendo que tinham recebido denúncia de tráfico e comércio ilegal de dólares. Enquanto as vítimas eram levadas para a delegacia, outros membros do grupo já tinham desaparecido com os dólares, que supostamente seriam trocados por reais antes mesmo da chegada dos policiais. Todos negam a participação no esquema.

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