Diário da Região

20/07/2004 - 02h53min

Assistência

Gada contrata funcionários para Centro de Ressocialização

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Carlos Chimba Membros do Gada e diretor do CRF visitam prédio da instituição
Membros do Gada e diretor do CRF visitam prédio da instituição
O Grupo de Amparo aos Doentes de Aids (Gada) de Rio Preto abriu ontem um processo seletivo para a contratação de 18 funcionários, dentro do processo de co-gestão do Centro de Ressocialização Feminina (CRF), que deve ser inaugurado no próximo mês com capacidade para 210 internas. A organização não-governamental (ONG) foi escolhida pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária para gerir, em conjunto com a pasta, a unidade de ressocialização feminina do município. Serão contratados profissionais de nível superior nos cargos de médico, enfermeiro, dentista, advogados, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e gerente e, no nível médio, técnico em enfermagem, auxiliares administrativos e cozinheiros, além de estagiários de direito.

Os candidatos serão avaliados exclusivamente por meio de análise curricular. O documento deverá ser enviado por correio ou entregue pessoalmente à entidade. Não serão aceitas inscrições por telefone. Os salários oferecidos variam entre R$ 600 e R$ 1,3 mil, para cargas horárias de 20 a 40 horas semanais. Segundo Júlio Caetano, coordenador do Gada e presidente do Conselho Municipal de Saúde, a ONG será responsável pela assistência nos setores de saúde, psicologia, social, jurídico, educação, trabalho e religião. ?Também deveremos fornecer vestuário, alimentação, manutenção hidráulica e elétrica, além de fornecimento de materiais de higiene e consumo?, afirma Caetano. Ontem, representantes da entidade e da secretaria estiveram no CRF fazendo vistorias e avaliando as instalações. A escolha das detentas que serão enviadas para o CRF rio-pretense passará anteriormente pelo crivo do Gada e secretaria. ?Essa medida tem por objetivo selecionar apenas mulheres que tenham o perfil traçado pelo que oferece esse tipo de serviço?, diz o representante do Gada.

Serviços
O Gada vai garantir às detentas total assistência médica, orientação preventiva de doenças, avaliação odontológica, além de acompanhamento ambulatorial. ?Também vamos oferecer assistência judiciária no que se refere ao andamento de penas, atendimento social e trabalho, que vai funcionar como meio de redução de pena?, afirma Júlio Caetano. A entidade também será responsável por oferecer às mulheres que serão ressocializadas cursos de alfabetização, supletivo e profissionalizantes nas áreas artesanal e industrial. ?Será oferecida ainda a possibilidade de trabalho remunerado com empresas parceiras?, diz o coordenador da entidade.

Origem
O primeiro centro de ressocialização foi construído em Bragança Paulista (SP), em 1996, para presos do sexo masculino. O modelo, que até então não existia no Brasil, nasceu com o objetivo de reabilitar detentos - tanto homens como mulheres - por meio do trabalho, profissionalização e educação. Com 16 alojamentos e diferencial de não ter grades dividindo as celas, os CRFs abrigam até 210 sentenciados por unidade dos regimes fechado, semi-aberto e provisório. Em todo o Estado de São Paulo, apenas três unidades são femininas - Araraquara, Rio Claro e São José dos Campos. A unidade rio-pretense será a quarta nesta categoria.

Obra será concluída até o fim do mês
Segundo o coordenador das unidades prisionais no Noroeste paulista, Carlos Augusto Panucci, as obras do Centro de Ressocialização Feminina (CRF) de Rio Preto devem ser concluídas até o final deste mês, quando será definida a data oficial de inauguração da unidade. O CRF começou a ser construído em fevereiro de 2002, em um terreno doado à Secretaria de Estado da Fazenda pela Prefeitura local, ao lado do Centro de Detenção Provisória (CDP), na rodovia Transbrasiliana (BR-153). A obra, prevista para término em 2003, teve um atraso de aproximadamente um ano devido a problemas com a empreiteira paulistana Guedes Engenharia, responsável pelo projeto. Em janeiro do ano passado, segundo funcionários da firma, cerca de 100 empregados, entre pedreiros, serventes, ajudantes-gerais e carpinteiros, teriam sido dispensados sem explicações.

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