Diário da Região

05/11/2013 - 12h06min

Doação

Força-tarefa traz um fígado novo para Tamiris

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Guilherme Baffi Avião chega em Rio Preto e pousa na base aérea da PM
Avião chega em Rio Preto e pousa na base aérea da PM

A solução esperada por Tamiris há dez anos chegou pelo céu de Rio Preto ontem. Desde os 16, ela vive uma doença degenerativa no fígado. Nesta segunda-feira, com ela prestes a completar 26 anos, um novo órgão foi trazido de São Paulo de avião para ser transplantado no Hospital de Base de Rio Preto.


Foi a primeira vez que o capitão Alexandre Gomes viajou de São Paulo para o interior nesse tipo de missão, mais comum no fluxo inverso. Não foi a primeira vez que a família de Tamiris se encheu de esperança. “A minha fé move moinhos. A gente sempre esperou esse momento”, diz a irmã Queli Perpétua de Lima.


Ontem ela passou o dia vestida em camiseta branca, com uma enorme imagem de Nossa Senhora Aparecida bordada na frente do peito. Queli tem certeza de que a santa trouxe o fígado de tão longe para sua irmã.“Há sete anos fiz promessa em Aparecida e no final de semana passado voltei lá. O presente chegou rápido. Só tenho a agradecer essa família”. Tamiris completa 26 anos no dia 28 deste mês.


O doador da sua nova vida era um jovem de 24 anos, morador de Diadema, que teve paralisia cerebral e morreu na madrugada de ontem. Às 7h da manhã, a equipe médica do Hospital de Base telefonou avisando Tamiris, que mora em Olímpia e acabava de acordar. “Ela manteve o jejum da noite e veio correndo”, conta a irmã, moradora de Rio Preto. O órgão foi encaminhado pela Central de Transplantes, que funciona em São Paulo.


Desde as 8h30, Tamiris, o marido e a irmã se preparavam para a cirurgia no Hospital de Base. O fígado foi captado por uma equipe médica do Hospital Bandeirantes, em São Paulo, saiu da Capital por volta das 13h30, em um avião turbo hélice, e chegou em Rio Preto por volta das 14h45, na base aérea da Polícia Militar. Por lá, um motorista do HB aguardava para levar o órgão até o hospital.


Tamiris é portadora da Doença de Wilson, que acumula em órgãos e tecidos, principalmente fígado e cérebro. Desde os 16 anos, a jovem não sabe o que é comer aquilo que tem vontade e passear longe de casa. “A primeira coisa que eu quero fazer é levá para o Rio de Janeiro, para conhecer a praia. Ela também vai poder comer tudo o que quiser. Hoje, tudo o que ela pode de sal é uma tampinha de caneta. Não pode comer o que as pessoas da mesma idade comem”, relata Queli.


Nesses dez anos de espera, Tamiris foi internada e teve altas de se perder as contas. Chegou a abandonar o tratamento. “Ela ficava muito revoltada”. Parou os estudos e não trabalha, pelo corpo debilitado. Há dois anos, retornou para o acompanhamento no Hospital de Base e a fazer parte da fila de espera por transplantes. “A hora dela chegou!”, comemorou a irmã.


O médico Renato Silva, responsável pelo transplante, explicou, antes de entrar no centro cirúrgico, que Tamiris é portadora de uma doença complexa, mas se mostrou otimista quanto ao procedimento. “A equipe está empenhada”. Pouco antes das 22h, Queli falou com a reportagem do Diário e confirmou que o procedimento tinha terminado. “Deu certo, deu certo”, disse ela.


Em abril, David ganhou coração


É a segunda vez neste ano que a Polícia Militar auxilia o Hospital de Base na captação de órgãos. Em abril, o helicóptero Águia da PM de Rio Preto foi até Botucatu, mais de 300 km de distância, buscar um novo coração para David Henrique Bellei, na época com um ano e nove meses.


O capitão Alexandre Gomes contou ontem que foi a primeira vez que levou um órgão de São Paulo para uma cidade do Interior. “Normalmente, vai do Interior para São Paulo”, disse. E explicou a importância dessas ações. “No ar, a gente consegue cobrir grandes distâncias em pouco tempo, o que é necessário no caso dos transplantes”.


Gomes e o co-piloto que vieram trazer o fígado trabalham na base aérea de São Paulo. No avião, vieram apenas os dois. O órgão foi captado pela equipe médica do Hospital Bandeirantes, em São Paulo. No caso de David, um médico de Rio Preto foi até Botucatu para retirar o coração e trazê-lo para ser transplantado no menino rio-pretense.





   

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