Diário da Região

11/07/2006 - 13h08min

Técnica RV

Fisioterapia trata os distúrbios do equilíbrio

Técnica RV

Orlandeli/Editoria de Arte NULL
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O aparelho vestibular, também chamado de labirinto, localizado no ouvido interno, é o responsável pelo equilíbrio do corpo. Qualquer problema pode acarretar em distúrbios relacionados ao equilíbrio e à audição. É o caso da popular labirintite. Afinal, é o aparelho vestibular que detecta a posição da cabeça no espaço, ou seja, determina se ela está ereta com relação à força gravitacional da Terra, se está jogada para trás, se está voltada para baixo ou em outra posição, além de detectar as mudanças bruscas de movimento. Por isso, um dos meios de tratamento para os problemas com o aparelho vestibular mais usados hoje em dia é a chamada reabilitação vestibular (RV). De acordo com o fisioterapeuta Daniel dos Santos Clemente, a RV é um dos métodos de tratamento otoneurológico baseado em exercícios físicos específicos e repetitivos que ativam os mecanismos de ?plasticidade neural?, que significa a capacidade de adaptação do sistema nervoso central frente a uma lesão ou estímulo.

Clemente explica que os mecanismos centrais são a compensação, a adaptação e a habituação que visam devolver o equilíbrio postural ou torná-lo o mais próximo do normal para facilitar a realização das atividades diárias. Ele afirma que a RV é um procedimento terapêutico moderno, fisiológico, inócuo e eficaz. ?O principal objetivo da RV é restaurar o equilíbrio do paciente e acelerar os mecanismos de compensação central, o que tem melhorado a qualidade de vida dos doentes de forma surpreendente, pois estimula a vida saudável e orienta o paciente a conhecer e, de certa forma, controlar seus sintomas?, afirma. A fisioterapeuta Regina Célia Gonçalves Melo diz que a RV é realizada através de uma série de exercícios físicos realizados com acompanhamento. Esses exercícios, segundo ela, são específicos, e envolvem os olhos, a cabeça e o corpo. Devem ser feitos diariamente, pois com a repetição deles o organismo é capaz de recuperar o equilíbrio.

Ela afirma que todas as pessoas com diagnóstico de vestibulopatias ou as que têm como sintomas as vertigens, tonturas, zumbidos, e também as que apresentam alterações de equilíbrio, podem ser tratadas com RV. Clemente ressalta que pessoas no pós-operatório de cirurgias otoneurológicas, grávidas, idosos com desequilíbrio e quedas, além de pacientes com insegurança física e psíquica também podem receber o tratamento. Ele explica que a melhora do paciente é gradual e ocorre por meio da estimulação de exercícios físicos. ?A idade, a vontade de melhorar do paciente, medicamentos e seu estado psíquico colaboram bastante com a evolução do tratamento?, afirma. Tanto que há casos em que a reabilitação vestibular pode falhar. O fisioterapeuta diz que a eficácia do tratamento está relacionada à fisiologia de cada indivíduo e a doença que ele tenha. ?Ao indicar a RV, os médicos, geralmente, já sabem a causa desencadeante da vestibulopatia, pois para haver resposta adequada ao tratamento é preciso que o processo seja estável, ou seja, não aconteça em surtos ou crises?, afirma.

Clemente esclarece que nas instabilidades vasomotoras, como nos casos de enxaquecas descompensadas, arritmias cardíacas ou hipertensão não controlada, que geram surtos de hipofluxo (diminuição da circulação sangüínea) cerebral e do labirinto, por vezes severos, podem inclusive levar à perda da consciência. ?Podemos considerar ainda, os casos de uso de medicamentos anti-hipertensivos em doses elevadas, que dependendo de seu grupo farmacológico podem causar hipotensão (queda de pressão) postural elevada.? Outro fator que pode atrapalhar os bons resultados da RV, segundo o fisioterapeuta, é a limitação física, em que os doentes apresentam dificuldade ou impossibilidade na realização dos exercícios em função de problemas anatômicos e/ou funcionais severos. Pacientes que apresentam estenose (estreitamento) de artéria vertebral, também não podem ser tratados pelo método, pois as lesões da coluna cervical levam à dor ou a um prejuízo considerável de fluxo sangüíneo do tronco cerebral por ocasião dos movimentos cervicais.

?Nestes casos,

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