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Diário da Região

15/01/2015 - 01h47min

Cólica de fresca?

Família acusa negligência no Ielar

Cólica de fresca?

Arquivo Hospital Ielar informou ontem que ainda não recebeu queixa
Hospital Ielar informou ontem que ainda não recebeu queixa

Familiares de uma costureira de 51 anos acusam um médico do Hospital Ielar de Rio Preto de negligência no atendimento da paciente. Ele teria dito que a mulher estava com "cólica de fresca", quando ela procurou o hospital no último dia 7. No dia seguinte, ela foi internada no Hospital de Base, com uma infecção generalizada. A família pediu que o nome do médico e da paciente não fossem divulgados.


De acordo com a filha da mulher, a costureira estava sentindo dores no corpo e com dificuldades para urinar, quando procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central na tarde do mesmo dia em que esteve no Ielar. "Ela estava com cólica de rim e foi encaminhada para o Ielar. Lá, o médico viu que ela estava com a pedra no canal da urina e passou medicação. Na troca de turno, ele disse para uma outra médica que minha mãe estava com 'cólica de fresca' e que poderia ter alta médica, assim que a medicação terminasse", acusa a filha, de 24 anos.


A costureira deu entrada no Ielar às 18 horas e teve alta hospitalar no dia seguinte ainda na parte da manhã. "Quando foi à noite, ela voltou a passar mal. A levamos para a UPA do Jaguaré. Ela chegou ao local com pressão arterial 5 por 3. Por pouco minha mãe não morreu." Logo depois de ter o quadro clínico estabilizado, ela foi transferida para o Hospital de Base. "Minha mãe foi diagnosticada com sepse grave, que é a infecção generalizada. Logo que foi encaminhada para à UTI, ela estava com problemas no pulmão. Tudo isso por causa da falta de cuidados do médico, que simplesmente passou um remédio e pronto. Não pediu exame e ainda disse que minha mãe estava com 'cólica de fresca'."


Seis dias na UTI


A costureira ficou seis dias internada na UTI do HB. Anteontem, ela apresentou melhora no quadro clínico e foi transferida para o quarto. Ainda não existe previsão de quando vai receber alta. A família vai solicitar o prontuário médico da paciente no Ielar e tomar as medidas cabíveis. "Isso foi negligência por parte do médico. Se a gente não tivesse socorrido logo que ela passou mal novamente, minha mãe poderia estar morta. Esperamos que ninguém passe por essa situação e que os pacientes da rede pública sejam tratados com mais respeito", desabafa a filha da costureira.


Apuração


Por meio de nota, o Hospital Ielar informou ontem que ainda não recebeu queixa sobre comentários de funcionários em relação ao atendimento prestado à mulher, mas que a situação será apurada. A instituição afirma que "o quadro clínico era estável e que os seus sintomas haviam sido aliviados", quando a paciente teve alta.


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