Diário da Região

13/11/2003 - 01h56min

A guerra continua

Explosão mata 18 italianos e 8 iraquianos

A guerra continua

AP Soldados italianos inspecionam área onde ocorreu o atentado de em Nasiriya
Soldados italianos inspecionam área onde ocorreu o atentado de em Nasiriya
A explosão de um caminhão-bomba em frente a uma base de policiais italianos causou ontem a morte de pelo menos 26 pessoas em Nassiriya, no sul do Iraque, informaram oficiais carabinieris e a emissora de televisão Al-Jazira. Trata-se do pior ataque contra forças não-americanas desde o início da ocupação. Em Roma, a polícia italiana confirmou a morte de 18 de seus soldados e alertou para a possibilidade de mais vítimas estarem sob os escombros da base. A Al-Jazira informou que oito iraquianos também morreram na explosão e mais de 80 pessoas ficaram feridas. Este foi o primeiro ataque do tipo em Nassiriya, uma cidade muçulmana sunita relativamente calma desde a invasão do Iraque por tropas lideradas pelos Estados Unidos, e teria como objetivo aparente enviar uma mensagem às organizações internacionais de que elas não estão seguras em nenhum lugar do Iraque.

O presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, qualificou a explosão como um ?ato terrorista?. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi garantiu que o episódio não prejudicará o comprometimento da Itália no Iraque. Andrea Angeli, um porta-voz da coalizão, disse por telefone a partir de Nassiriyah que um caminhão-bomba causou a explosão e alguns iraquianos também morreram no atentado. De acordo com Angeli, o caminhão atravessou o portão da base e foi detonado em frente ao edifício que abrigava os policiais. O local atacado é a antiga sede da câmara de comércio de Nassiriya. Angeli comentou que a explosão foi tão potente que estilhaçou janelas de edificações erigidas na outra margem do Rio Eufrates. Todos os veículos estacionados por perto foram incendiados. Ele disse ainda que explosões secundárias ocorreram em um arsenal próximo pouco depois do atentado.

Horas depois do ataque em Nassiriya, que deixou pelo menos 26 mortos, as forças americanas iniciaram uma resposta com uma grande operação de busca de rebeldes nos arredores de Bagdá. Segundo porta-vozes da coalizão, dois rebeldes foram mortos na ofensiva e um armazém - supostamente utilizado pelos insurgentes como local de encontro - foi destruído. Durante a operação, os habitantes de Bagdá ouviram mais de dez fortes explosões. Pelo menos dois aviões participaram dos bombardeios aos locais suspeitos. ?A instalação era um conhecido ponto de encontro, planejamento e armazenamento para elementos hostis, que conduziam ataques às forças de coalizão e à infra-estrutura da cidade?, informou uma declaração do Pentágono divulgada em Washington. Em Mosul, a 400 quilômetros ao norte de Bagdá, um soldado iraquiano morreu ontem quando homens não identificados dispararam granadas propelidas por foguete a abriram fogo com armas de baixo calibre contra um complexo militar americano. Nenhum soldado dos EUA morreu no ataque.

Países aliados vão manter tropas no Iraque
Governantes que enviaram seus soldados para garantir a segurança no Iraque manifestaram ontem sua determinação em seguir adiante depois de a explosão de um caminhão-bomba em uma base ter causado a morte de 18 italianos e oito iraquianos em um Nassiriya. ?Nós temos de lidar com isso e seguir em frente?, disse o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair. Portugal informou que manterá os planos de envio de 128 policiais a Nassiriya, a cidade do sul do Iraque onde ocorreu a explosão de ontem. Enquanto isso, o Japão prometeu enviar mais soldados para auxiliar nos esforços de reconstrução, apesar da crescente violência no Iraque. No Vaticano, o papa João Paulo II condenou a explosão que ?aumentou o rol de atos cruéis dentro de um país atormentado e em nada ajuda para pacificar ou renovar.?

O presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, homenageou os policiais mortos no ataque por terem ?criado as melhores condições para a manutenção da paz e para a proteção de uma população civil indefesa em circunstâncias excepcionalmente difíceis?. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, ficou ?estarrecido? com o ataque contra a base italiana, disse seu porta-voz, Fred Eckhard, em Nova York. ?Ele manifesta suas profundas cond

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