Diário da Região

04/10/2005 - 17h15min

Estudo

Exercício físico regular ajuda na hora do parto

Estudo

Arquivo Começar a praticar exercícios durante a gravidez é benéfico
Começar a praticar exercícios durante a gravidez é benéfico
Mulheres que se exercitam com regularidade estão mais preparadas para enfrentar as dores do parto. Os benefícios se estendem também às sedentárias que passam a praticar atividades físicas de intensidade moderada durante a gravidez, mais especificamente a hidroginástica. A tese é da fisioterapeuta Erica Passos Baciuk, em doutorado apresentado no Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). ?Na literatura médica sempre existiu a dúvida quanto às vantagens de se iniciar uma atividade física no meio da gestação?, disse a pesquisadora. Para verificar a hipótese, Erica propôs que 78 mulheres que não praticavam exercícios há pelo menos oito meses se dividissem em dois grupos. Um deles passaria a freqüentar aulas de hidroginástica três vezes por semana enquanto as mulheres do segundo grupo permaneceriam sem se exercitar. Atendidas pelo serviço pré-natal do Hospital Universitário da Unicamp, as voluntárias deveriam estar grávidas de apenas um bebê e ter gestação de baixo risco. Todas elas passaram por avaliações físicas ? na 20ª semana de gestação, na 25ª e e na 35ª ? para testar suas capacidades cardiovasculares e de seus bebês.

De acordo com a pesquisadora, a prática de exercícios não interferiu no tipo de parto ou na duração dele e, sim, na capacidade de a mulher se sentir mais disposta no final da gestação, suportando melhor a dor das contrações até o nascimento do bebê. ?As mulheres que fizeram hidroginástica e tiveram parto normal solicitaram menos analgésicos do que aquelas que não se exercitaram?, conta a fisioterapeuta. Ela conseguiu acompanhar o nascimento dos bebês de 70 mulheres. Entre aquelas que deram à luz por meio de parto normal, 27% das praticantes de ginástica pediram analgésico contra 65% das sedentárias. De acordo com a pesquisadora, mesmo evoluindo para cesárea ? em casos onde houve riscos para mãe ou para o bebê ? o parto das mulheres que se exercitaram foi mais tranqüilo. O trabalho de Erica Passos Baciuk fez parte de um estudo coletivo sobre gravidez e exercícios, desenvolvido no Centro de Atenção Integral à Saúde de Mulher (Caism), da Unicamp, que engloba outras quatro pesquisas de mestrado e doutorado. Os resultados serão apresentados durante o 26º Congresso Brasileiro de Fisioterapia, de 5 a 10 de outubro, em São Paulo.

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