Diário da Região

02/11/2011 - 01h45min

Diagnóstico com proteção

Exames com radiação devem ser feitos quando realmente são necessários

Diagnóstico com proteção

Divulgação Exame de ultrassom não emite radiação; técnica usa ondas sonoras de alta frequência
Exame de ultrassom não emite radiação; técnica usa ondas sonoras de alta frequência

Exames de diagnóstico por imagem que emitem radiação ionizante, como o raio X e a tomografia, são os principais responsáveis pela exposição da população a fontes artificiais de radiação, segundo pesquisa realizada pela revista “Radiologia Brasileira”. Esses são alguns dos procedimentos que usam radiatividade para criar imagens do interior do nosso corpo.


A radiação ionizante interage com o organismo e pode produzir efeitos biológicos como um eritema (vermelhidão na pele), uma catarata ou até mesmo um câncer. Estudos publicados pela revista e que reúnem dados de hospitais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco divulgados no ano passado, mostram que o brasileiro está sendo exposto sem necessidade a muitos exames.


Essa exposição excessiva atinge também outros países. Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado em agosto do ano passado na Suíça mostra que países com elevados níveis de tratamento de saúde são os mais propícios ao problema. As razões para essa exposição excessiva à radiação? Exames feitos sem necessidade, equipamentos radiológicos descalibrados (em que as doses são excessivas) e antigos, e funcionários mal treinados que aplicam incorretamente as doses de radiação em cada caso.


Entre os exames que mais emitem radiação ionizante está a tomografia computadorizada, vista no meio clínico como um dos maiores avanços da medicina por possibilitar imagens muito mais nítidas. “A radiação ionizante pode causar de um dano muito simples à morte celular e provocar o efeito mais indesejável que é o câncer”, diz Rosangela Requi Jakubiak, professora do curso de tecnologia em radiologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).


Fontes:


Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, www.cbr.org.br


Helen Jamil Khoury, da Universidade Federal de Pernambuco, hjkhoury@gmail.com.br


Rosangela Requi Jakubiak, professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), requi@utfpr.edu.br


www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19946306


Amanhã, a série apresenta os vilões e mocinhos da alimentação.

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