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27/02/2015 - 00h50min

É o fim?

Escuridão em Rio Preto tem data para acabar

É o fim?

Sergio Isso Lâmpadas queimadas em postes na avenida Fausto Sucena Rasga, no bairro Macedo Telles
Lâmpadas queimadas em postes na avenida Fausto Sucena Rasga, no bairro Macedo Telles

A Prefeitura de Rio Preto e a CPFL selaram ontem um acordo para a manutenção da iluminação pública na cidade. Em reunião na Secretaria de Obras, representantes da concessionária se comprometeram a manter o serviço até o dia 15 de março. Após essa data, a manutenção passa definitivamente para o município. O acordo promete pôr fim ao caos da iluminação na cidade. Rio Preto está às escuras. É cada vez mais comum ruas ficarem parcialmente no breu, com as lâmpadas de um ou mais postes queimadas.


O Diário constatou pelo menos 11 vias nessa situação nos últimos dias. Enquanto isso, Prefeitura e CPFL vinham disputando na Justiça de quem era a responsabilidade pelo serviço. A confusão começou no início do ano, quando entrou em vigor resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinando que o serviço fosse transferido das concessionárias de energia para as prefeituras de todo o País. Em Rio Preto, a Procuradoria Geral do Município ingressou com ação na Justiça e obteve liminar do Tribunal Regional Federal (TRF) obrigando a CPFL a cuidar da iluminação pública.


Para o procurador-geral do município, Adilson Vedroni, ao repassar o serviço à Prefeitura a CPFL descumpre a liminar do TRF. "A empresa sabe disso (decisão judicial) e insiste em boicotar. Vamos solicitar à Justiça que multe a concessionária", disse, antes da reunião que selou a "paz" entre a Prefeitura e a concessionária. Até ontem pela manhã, no entanto, a assessoria da CPFL informava que só atendia reclamações feitas até 31 de dezembro, e que dessa data em diante o serviço seria da Prefeitura.


Tanto no 0800 quanto no site da empresa o cidadão era informado de que reclamações sobre iluminação pública em Rio Preto deveriam ser feitas à Prefeitura - de acordo com a assessoria, as queixas eram registradas pelo sistema e encaminhadas ao município. A Prefeitura, por sua vez, divulgou um número de telefone para registro de queixas, o disque-luz: (17) 3202-7744. A reportagem testou o serviço ontem. Pela manhã, ninguém atendia as chamadas. À tarde, a ligação não completava. "Fiquei dias para registrar reclamação de postes apagados em uma rua na Vila Elvira", disse o aposentado Aparecido Antonio dos Santos, 61 anos.


Apesar de o serviço de manutenção continuar com a CPFL até o próximo dia 15, as reclamações a partir de hoje devem ser feitas apenas pelo disque-luz da Prefeitura, a quem caberá encaminhar os casos à concessionária. "A efetivação dos reparos bem como a assunção pela Prefeitura da respectiva manutenção ocorrerá em partes, até que todos reparos tenham sido realizados (pela CPFL)", informou a assessoria em nota.


No escuro


Alheio à briga, o rio-pretense fica sem saber a quem recorrer. Há três meses moradores de um condomínio no Jardim Colorado, zona norte, evitam passar pela rua Antenor Rodrigues. A via oferece todo tipo de vantagens a assaltantes, traficantes de usuários de droga. Além dos postes queimados, o mato alto tomou conta da calçada. "Três pessoas já foram assaltadas aqui. Para pegar o ônibus no início da manhã, precisamos desviar por outras ruas", reclama o repositor Adriano Fernandes dos Reis, 34 anos.


Na rua São Vicente de Paula, Solo Sagrado, o breu amedronta a babá Luzia da Cruz, 51 anos. "Saio de casa muito cedo na escuridão total. Rezo para que não aconteça nada de ruim", afirma. Segundo ela, os postes da rua estão apagados desde o fim do ano passado. Mesma situação da rua Abrão Elias, na Vila Bourghese, também na zona norte. "A gente paga a taxa de iluminação pública todo mês e não tem o serviço de qualidade", diz a vendedora Cleide Fátima Costa, 53 anos.

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