Diário da Região

02/11/2013 - 01h48min

Catanduva

Escândalo da pedofilia pune só ‘Zé da Pipa’

Catanduva

Sérgio Menezes Senador Magno Malta ouve mães durante sessão da CPI da Pedofilia, que se deslocou a Catanduva
Senador Magno Malta ouve mães durante sessão da CPI da Pedofilia, que se deslocou a Catanduva

Quase cinco anos depois de instaurado, o inquérito que investigava o envolvimento do médico Wagner Rodrigo Brida Gonçalves e do empresário José Emanuel Volpon Diogo em uma suposta rede de pedofilia em Catanduva foi arquivado na última semana a pedido do Ministério Público por falta de provas. Ambos eram apontados como integrantes da “banda rica” do caso, que veio à tona no início de 2009.


A investigação da suposta rede foi marcada por falhas da polícia, que, no entender dos promotores, prejudicou o desenrolar do inquérito. Todo o caso veio à tona quando o borracheiro José Barra Nova de Mello, o Zé da Pipa, foi preso em dezembro de 2008, acusado de abusar sexualmente de crianças no Jardim Alpino, periferia da cidade. Ele é o único condenado no caso do escândalo.


Embora uma das crianças tenha dito em depoimento que havia mais envolvidos, a primeira delegada responsável pelo caso, Maria Cecília de Castro Corrêa Sanches, indiciou apenas Zé da Pipa e seu sobrinho, Willian Mello de Souza. Ela também teria deixado de apurar a identidade de dois suspeitos que aparecem em uma fotografia apreendida pela polícia na época, de um almoxarife e de um comerciante.


Devido às falhas, a então juíza da Vara da Infância, Sueli Juarez Corrêa, determinou a abertura de um segundo inquérito, que foi presidido por Rosana da Silva Vanni. Ela teve a chance de consertar os erros, mas falhou ao avisar com antecedência o advogado do médico Brida Gonçalves de que cumpriria um mandado de busca e apreensão na casa dos pais do médico.


Devido ao comunicado com antecedência, a CPU do computador do suspeito sumiu e só foi apreendida dias depois. O reconhecimento dos envolvidos pelas crianças em Catanduva também foi recheado de falhas, e precisou ser refeito meses depois em Rio Preto.

Hamilton Pavam Borracheiro José Barra Nova de Mello, o Zé da Pipa, foi preso em dezembro de 2008, acusado de abusar sexualmente de crianças no Jardim Alpino, periferia de Catanduva
Em março de 2009, o Gaeco, braço do Ministério Público que investiga o crime organizado, assumiu o caso, e cumpriu 20 mandados de busca na região. Naquele mês, a CPI da Pedofilia no Senado esteve em Catanduva para ouvir os envolvidos. A prisão temporária do médico e do empresário chegou a ser decretada, mas eles conseguiram habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ) antes de serem detidos. Paralelamente, outro inquérito foi instaurado para apurar o envolvimento do padre Jeová Bezerra da Silva no aliciamento e abuso de menores na cidade.No ano seguinte, relatório da CPI indiciou apenas Zé da Pipa e seu sobrinho. Willian, no entanto, seria inocentado pelo TJ ainda em 2010. Dois anos depois, o inquérito contra o padre foi arquivado por falta de provas. Agora, foi a vez do médico e do empresário se verem livres da investigação. “Ele é inocente, por isso não esperava outro desfecho”, disse o advogado de Brida Gonçalves, José Luís de Oliveira Lima.De acordo com o Ministério Público, o inquérito prossegue em relação a outros investigados, mas os nomes não foram divulgados, com a justificativa de que o caso tramita sob segredo de Justiça. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou processo administrativo contra as delegadas Maria Cecília e Rosana, que segue em andamento, de acordo com a assessoria da Secretaria Estadual da Segurança Pública.Zé da Pipa, único condenado no escândalo da pedofilia, foi enquadrado pela Justiça nos crimes de atentado violento ao pudor e sedução de menores. A pena, somada, chega a 32 anos de prisão. Atualmente, ele cumpre a pena na Penitenciária de Iaras (SP).
Curiosidades
Diálogo do senador Magno Malta com Zé da Pipa na CPI da Pedofilia:- Senador: O senhor tem ideia das acusações que pesam contra o senhor- Zé da Pipa: Sim.- Senador: O senhor se considera um homem imoral?- Zé da Pipa: Sim.- Senador: Ah, e por que o senhor se considera imoral?v Zé da Pipa: (se calou)- Quando estourou o escândalo, em 2009, a Prefeitura de Catanduva ofereceu atendimento psicossocial às crianças vítimas da rede, além dos familiares. Seriam em torno de 50 crianças. O auxílio durou até agosto de 2009, quando foi encerrado a pedido das próprias famílias- Atualmente, a maior parte das vítimas não reside mais nos bairros Jardim Alpino e Cidade Jardim, periferia de Catanduva.- De acordo com o Ministério Público, o inquérito prossegue em relação a outros investigados, mas os nomes não foram divulgados, com a justificativa de que o caso tramita sob segredo de Justiça. Quer ler o jornal na íntegra? >> Acesse aqui o Diário da Região Digital

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso