Diário da Região

25/11/2011 - 01h48min

Alerta

Diário encontra viadutos e pontes em estado de abandono

Alerta

Guilherme Baffi Viaduto que liga a Andaló com a Philadelpho: árvore pode danificar pilar
Viaduto que liga a Andaló com a Philadelpho: árvore pode danificar pilar

Quem passa pelos viadutos da cidade pode enxergar de longe os problemas e a visível falta de manutenção. Entre vários problemas, há paredes pichadas, luminárias quebradas, muita sujeira e vestígios de uso de drogas, deixados por moradores de rua. Os casos mais alarmantes estão no viaduto que liga as avenidas Alberto Andaló e Philadelpho Gouvea Netto e no viaduto Jordão Reis, região da Pedra, um ponto informal de venda de carros. Nos dois pontilhões, é possível encontrar árvores e plantas menores crescendo nos pilares de sustentação, revelando sério problema estrutural.


O vendedor de carros J.C.B., que trabalha embaixo do viaduto Jordão Reis, disse que operários da Prefeitura estiveram no local no ano passado e cortaram a árvore, mas deixaram a raiz. Ele entrou em contato várias vezes com a Secretaria de Serviços Gerais, responsável pela manutenção, mas até a semana passada o problema ainda não tinha sido resolvido. “Não adiantou podar, a planta continua crescendo, já virou uma árvore e ninguém faz nada. O caso aqui é de abandono completo”, diz o vendedor.


A estudante Marina Andrade, 22 anos, que passa todo dia embaixo do viaduto que liga a Andaló e a Philadelpho, acompanhou ao longo dos anos o crescimento das árvores no meio da estrutura do pontilhão. Ela tem muito medo de passar pelo local por conta do abandono. “Não entendo nada do assunto, mas tenho certeza de que a raiz dessa árvore pode causar um problema sério. Não precisa ser um profissional para saber que aí não é lugar de árvore. As que estavam na praça foram arrancadas e estas que estão no lugar errado permanecem intactas, ou seja, tem algo errado. Morro de medo de passar por aqui. É muito abandonado, é sujo e o cheiro é muito ruim”, diz.


Outro ponto que pede manutenção é a ponte que passa no cruzamento das avenidas Dr. Loft João Bassitt e Percy Gandini, no bairro Cristo Rei. A proteção lateral foi arrancada por conta de um acidente no local e até hoje não foi consertada. O vendedor Carlos Alberto Gouveia, que trabalha próximo ao local, diz que o risco de alguém cair no rio é grande. “Muita gente que trabalha na Vila Toninho e mora aqui no Cristo Rei ou que mora na Vila Toninho e vem fazer compra por aqui passa aí a pé ou de bicicleta e não tem nada para proteger. Um minuto de bobeira e pode cair”, diz. Ao contrário, o pontilhão que corta a rodovia Washington Luís, no bairro Cristo Rei, está bem conservado. Apesar das pichações, o estado de conservação de outro viaduto, que corta a avenida Alberto Andaló e a José Munia, também é bom.

Guilherme Baffi Pontilhão da av. Percy Gandini: barra de proteção arrancada

Buracos

A calçada do viaduto da avenida Fortunato Ernesto Vetorasso é um dos principais sinais da falta de manutenção. Uma parte da calçada foi arrancada e o que sobrou no local foram terra e muitos buracos. O local é ponto de passagem dos moradores da zona norte da cidade. “Provavelmente só vão arrumar quando alguém cair e se machucar. Todo dia o movimento aqui é grande”, diz Maria Aparecida Cruz, 65 anos. Manutenção periódica O engenheiro de estruturas Rui Giorgi diz que os pontilhões não correm risco de cair, mas precisam de manutenção periódica para os problemas não aumentarem. Segundo ele, as árvores no local têm que ser arrancadas urgentemente com a raiz, para que não cresçam novamente. As raízes, que são muito fortes, podem crescer entre o concreto e causar sérios problemas entre as ferragens e danificar a estrutura. A raiz da árvore do viaduto Jordão Reis cresceu entre a estrutura e expulsou a borracha que fica entre os vãos do viaduto, que evita o atrito entre uma laje e outra. Giorgi explica que essa borracha é importante para evitar que o pontilhão rache por conta dos solavancos dos carros. Giorgi diz que outro problema grave é o hábito dos moradores de rua fazer fogueiras na base da estrutura dos pontilhões. O fogo também pode prejudicar a estrutura dos viadutos.

Guilherme Baffi Viaduto Jordão Reis (João 23): vandalizado e com infiltração

Não há risco, diz Prefeitura

O secretário de Obras Luis Carlos Calças enviou um engenheiro ao local que verificou que não há riscos de segurança. A Prefeitura disse que são feitas avaliações periódicas nos viadutos e pontes, mas não soube informar quando foi feita a última manutenção nestes locais e nem de quanto em quanto tempo elas são feitas. Até a tarde de ontem, a sujeira continuava e as árvores ainda cresciam entre as estruturas dos pontilhões.A Secretaria Municipal de Assistência Social explicou que faz um trabalho de maneira sistêmica e ininterrupta com os moradores de rua e oferece alimentação, acolhimento e oportunidade de reinserção a comunidade. Porém, ainda assim os moradores de rua utilizam os viadutos como abrigo. LicitaçãoA Prefeitura publicou no mês passado a abertura de licitação para a construção de um viaduto sobre a BR-153, no final do Lago 2 da Represa Municipal. A obra, orçada em R$ 18 milhões, faz parte de um programa de mudanças. O planejamento é que sejam feitos mais três viadutos e uma ponte estaiada na cidade. A construção deverá começar no viaduto da avenida Alberto Andaló, segue pelas margens da Represa e sob o viaduto da avenida Murchid Homsi, que será parcialmente demolido, terminando no Lago 3 da Represa Municipal.

   

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