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23/06/2009 - 22h45min

Violência

Criminosos deixam Renascer e levam medo à vizinhança

Violência

Edvaldo Santos Nelson Ferreira da Silva, do Planalto: ?Me sinto dentro de uma gaiola?
Nelson Ferreira da Silva, do Planalto: ?Me sinto dentro de uma gaiola?
Portas e janelas trancadas, medo, insegurança e revolta. É assim que moradores do Jardim Planalto e Parque das Perdizes, zona norte de Rio Preto, vivem há pouco mais de dois meses. Eles reclamam que depois da ocupação da Polícia Militar no Jardim Renascer, traficantes e outros criminosos migraram para os bairros vizinhos. A PM confirma que já havia identificado o problema e tem direcionado maior policiamento para aquela região. Segundo o capitão Marcelo Perin Monteiro, da 1ª Companhia da PM, policiais têm conversado com representantes dos bairros para ajudar a evitar que a criminalidade se espalhe. No entanto, afirma não ter números que mostrem o aumento da violência na vizinhança daquela área porque os moradores, muitas vezes, não registram ocorrência.

Mesmo sem uma estatística, o major Azor Lopes da Silva Júnior informou que os bairros próximos ao Renascer passarão, a partir desta reportagem do Diário, a ser prioridade da polícia. ?Não temos viaturas para correr todas as ruas, mas vamos incluir os bairros no Cartão de Prioridade de Policiamento (CPP). Com isso, vamos intensificar mais a fiscalização e o policiamento ostensivo.? A apreensão dos moradores do Jardim Planalto e Parque das Perdizes começou no dia 16 de abril, quando a PM e o Grupo de Atuação Especial para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) implantaram estado de sítio no Renascer. A partir de então, a criminalidade acentuou-se nas redondezas. Casas arrombadas à noite, estabelecimentos comerciais invadidos em plena luz do dia. O medo e a insegurança fizeram com que Nelson Ferreira da Silva, 41 anos, do Jardim Planalto, tomasse uma atitude drástica. Ele instalou uma porta de vidro na frente da sua loja de roupas. Agora, cliente tem que tocar uma campainha para ser atendido.

Silva conta que depois da ocupação no Renascer a situação piorou. ?O sentimento que fica é de revolta.? Ele também é dono de uma lanchonete e colocou grades para proteger os clientes. Há 15 dias ele foi assaltado. Ladrões levaram televisão, rádio, R$ 150 em mercadorias e muita comida. ?Me sinto dentro de uma gaiola, mas minha intenção é apenas diminuir os prejuízos.? No Parque das Perdizes, o medo parece ser maior. Isso porque no bairro há muitos lotes vagos e casas em construção abandonadas servindo como esconderijo para assaltantes e traficantes. Claudinéia Aparecida de Oliveira, 37, também reclama da iluminação no local. Para ela, as ruas escuras fazem com que moradores se tranquem dentro das casas. ?É uma insegurança diária.?

No último dia 3, a cabeleireira Poliany Cristina Marchioreto, 21, foi assaltada quando chegava para trabalhar. Às 9h um rapaz armado invadiu o salão e levou uma chapinha de cabelo e um celular. Mesmo assustada com o aumento da violência, preferiu não chamar a Polícia Militar para registrar a ocorrência. ?Falta policiamento, e toda vez que você precisa da polícia ela demora a aparecer.? Para Poliany, a alternativa para se livrar dos marginais foi trabalhar com a porta do salão semiaberta. O capitão da 1ª Companhia explica que quando o policiamento é acionado para uma ocorrência até os bairros próximos ao Renascer a viatura tem o prazo de 10 minutos para chegar. Sobre a iluminação do bairro, o departamento de engenharia elétrica da Secretaria de Obras da Prefeitura de Rio Preto informou que as lâmpadas estão dentro dos padrões e foram trocadas há um ano e meio.

Registros
O delegado Valdir Carvalho da Silva, titular do 4º Distrito Policial, diz que os registros de ocorrências naquela região não tiveram aumento. Para ele, o que pode ocorrer é o aumento de furtos de residência. ?O tráfico imperava no Renascer. Agora, as pessoas estão furtando casas da vizinhança para alimentar o vício. Mas por ser objetos pequenos, as vítimas nem sempre procuram a delegacia.?

PM faz pesquisa com moradores
A 1ª Companhia da Polícia Militar de Rio Preto, área a qual pertencem os bairros vizinhos do Jardim Renascer, está fazendo uma pesquisa para saber se houve a migração de bandidos e aumento da criminalidade naqu

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