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Diário da Região

14/12/2017 - 19h54min

VIAJANTES SOLIDÁRIOS

Cresce o interesse em intercâmbio para trabalho voluntário

VIAJANTES SOLIDÁRIOS

Mara Sousa A panamenha Yelenis Torres chegou segunda-feira a Rio Preto para fazer trabalho voluntário no Instituto Sócio Cultural e Esportivo Ielar (Iscei)
A panamenha Yelenis Torres chegou segunda-feira a Rio Preto para fazer trabalho voluntário no Instituto Sócio Cultural e Esportivo Ielar (Iscei)

O espanhol para ir ao Peru era básico, as festas de fim de ano seriam passadas longe da família e com alguns desconhecidos peruanos. O medo de estar pela primeira vez dentro de um avião também era algo a se levar em conta, mas a paixão por crianças e o desejo de conhecer uma nova cultura falaram mais alto na escolha de Gabrielle Renata, 20 anos, que passou seis semanas na capital do país, Lima, trabalhando e realizando atividades com crianças com deficiências físicas e mentais.

Cada vez mais os interessados em fazer um intercâmbio para outro país buscam opções ligadas ao trabalho social, em que o visitante pode contribuir para alguma instituição e conhecer diferentes realidades sociais. “Nunca saí daqui de Rio Preto e foi um grande desafio pessoal, tive que sair do comodismo e viver uma realidade diferente da minha”, afirmou a estudante de enfermagem.

Gabrielle viajou no fim do ano passado, ficou na casa de uma família peruana e trabalhou na instituição “CAR Matilde Perez Palacio”. “Fui para realizar atividades de recreação com as crianças e de vez em quando levava elas ao parque para passear, mas como estou no 4º ano de enfermagem, eu ajudava as enfermeiras a passar sonda nasogástrica nas crianças e dava alimentação parenteral junto com a enfermeira responsável”, explicou Gabrielle.

 

Gabrielle Renata - 25012017 Gabrielle Renata (primeira à esquerda), 20 anos, esteve em Lima

Em Rio Preto, no ano passado, segundo dados foram, em média 30 pessoas que saíram do país para realizar trabalhos voluntários em diferentes áreas. Os intercambistas podem cuidar de animais em países do continente africano, ajudar na conservação de reservas naturais, ensinar línguas às crianças de outros países e desenvolver ações humanitárias. Há opções na Argentina, Colômbia, Peru, México, no continente asiático e no Leste Europeu.

O intercambista pode fazer um trabalho voluntário em outro país por conta própria, entrando em contato com instituições que aceitem voluntários estrangeiros ou procurar alguma agência que ofereça um pacote. De acordo com a consultora de vendas da CI Intercâmbio em Rio Preto, Monize Sian, a maioria das pessoas que escolhem realizar trabalho voluntário são estudantes da área da saúde.

Como é o caso das irmãs Isadora Abrão e Sabrina Abrão, que estão na Cidade do Cabo para trabalharem com recreação infantil no hospital “Red Cross War Memorial Children’s” e estão aproveitando o intercâmbio para aprender inglês. “Pela manhã, fazemos um curso de inglês e pela tarde brincamos com as crianças do hospital”, disse Isadora. As irmãs estão na casa de uma família e aproveitam para conhecer a cultura local.

(Colaborou Victor Stok)

Uns vão, outros vêm

Alguns intercambistas deixam Rio Preto e vão a outros países, mas a cidade também costuma receber estrangeiros para ajudar algumas instituições, principalmente o Instituto Sócio Cultural e Esportivo Ielar (Iscei) e o Projeto Mundo Novo. Na última segunda-feira, o Iscei abriu as portas para a panamenha Yelenis Torres, 19 anos, e que vai mostrar às crianças da instituição a cultura de seu país, como as danças, pratos gastronômicos, festas e músicas tradicionais. Yelenis está animada e veio ao Brasil para aprender português e conhecer nossa rica cultura.

“No Panamá só ouvimos falar de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, mas conhecer outros lugares vai ser uma aventura”, comentou a panamenha. Para Amanda Priscila, empreendedora social do Iscei, o contato das crianças carentes com estrangeiros lhes mostra uma nova possibilidade de que outras culturas e lugares existem. “Com os estrangeiros que vêm aqui, alteramos a realidade das crianças e elas conhecem novos lugares e culturas, podendo ampliar seus horizontes. É como se abríssemos um livro de contos de fadas e elas vislumbrassem vivê-lo e conhecê-lo”, disse Amanda.

 

Isadora e Sabrina Abrão - 25012017 As irmãs Isadora e Sabrina Abrão estão na Cidade do Cabo

Associação oferece apoio

Além das agências particulares, outra opção para quem quer fazer esse tipo de turismo é a “Association Internationale des Etudiants en Sciences Economiques et Commerciales” (em francês) Aiesec. A associação sem fins lucrativos é gerida por jovens universitário e recém-formados e tem como objetivo desenvolver a liderança juvenil. 

Dentre as vantagens de um intercâmbio social uma que pesa bastante é a questão da qualificação para o mercado de trabalho, em que os profissionais têm a necessidade de buscar um diferencial. “O trabalho voluntário já enriquece espiritualmente falando, mas a chance de desenvolver a liderança é excelente, ainda mais em âmbito internacional, onde são enfrentados desafios do idioma, da cultura e da realidade social”, afirmou Michelle Nogueira, vice-presidente da Aiesec Rio Preto. 

Para o currículo de Gabrielle, a estudante de Enfermagem que foi ao Peru, o intercâmbio também vai acrescentar em seu currículo. “Como eu curso enfermagem, o tempo que eu passei lá no CAR Matilde Perez Palacio me ajudará nas horas extras de estágio e de extensão universitária”, afirmou a estudante. Mas, certamente, além do currículo, a vida de Gabrielle foi transformada pelo projeto que fez parte, o “Doctor Sonrisa”. “No começo foi difícil por causa do idioma, mas no decorrer do tempo foi maravilhoso, me apaixonei pelas crianças.”

O que você precisa saber antes de um intercâmbio voluntário no exterior

  • Caso se proponha a ajudar em alguma causa, esteja disposto a abrir mão de boa parte do seu tempo de viagem para fazê-lo, mas ser recompensado por isso com amor e carinho dos envolvidos no projeto  
  • Encontre o projeto que mais combina com você e suas habilidades 
  • Não espere viajar de graça, os custos com passagens e seguros são seus, mas há lugares que oferecem moradia e alimentação  
  • Pesquise muito sobre a ONG e o projeto antes de viajar para conhecer o trabalho realizado  
  • Pesquise se a instituição é séria, principalmente quando se trata de crianças 
  • Saiba o que você vai fazer na instituição antes de chegar no pais do trabalho voluntário  
  • Contribua com seus talentos e aproveite os dias de folga para viajar pelo país e conhecer outros lugares

Fonte - https://www.360meridianos.com/

 

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