Diário da Região

16/04/2009 - 02h20min

?Apuração preliminar?

Corregedoria apura uso indevido de carro policial

?Apuração preliminar?

Guilherme Baffi Momento em que investigador Luiz Antônio Fernandes deixa filha perto do local de trabalho
Momento em que investigador Luiz Antônio Fernandes deixa filha perto do local de trabalho
O delegado-titular Luiz Fernando Camargo Cunha Lima, da Corregedoria da Polícia Civil de Rio Preto, determinou a abertura de apuração preliminar para investigar infração administrativa cometida pelo investigador Luiz Antônio Fernandes, do 2º DP. Ele foi flagrado pelo Diário usando o carro policial para fins particulares durante o expediente de trabalho. Embora Lima entenda que o policial tenha infringido apenas normas administrativas, o promotor criminal Antônio Ganacim Filho disse que o uso de material público para fins particulares é crime de peculato com reclusão de 2 a 12 anos, mais pagamento de multa, e vê necessidade de abertura de inquérito policial. Está é a segunda denúncia feita na Corregedoria contra o investigador. A primeira foi feita há cerca de um mês por um vizinho do policial. Lima afirmou que o pedido de investigação foi encaminhado pelo delegado-seccional de Rio Preto, Jozeli Donizete Curti, após a reportagem do Diário. O delegado José Luiz Barbosa, da Corregedoria, responsável pela investigação tem 30 dias para finalizar a apuração. ?Depois vou receber o relatório e decidir pela abertura de sindicância ou de um processo administrativo?, disse o delegado. Ele garante que em razão da gravidade do caso e das provas colhidas o caso não será arquivado.

O promotor Ganacin entende que o correto é a abertura de inquérito policial para investigar os atos do policial. ?Até porque compete ao delegado apurar o crime e deixar que o promotor e juiz decidam se é ou não peculato?, disse o promotor. Em alguns casos, Ganacim Filho explica que a Justiça pode absolver o acusado quando não vê graves indícios de prejuízo para os cofres públicos.
No caso do investigador, além do combustível da Polícia Civil, ele usou a viatura que é de uso exclusivo da delegacia para transportar familiares e amigos do condomínio onde mora, na Vila Maceno. Um vizinho do policial que não quis ser identificado disse ontem que era comum Fernandes deixar o carro da delegacia estacionado na garagem coletiva do prédio. Outros três vizinhos confirmaram que a viatura oficial ficava constantemente estacionada em frente ao prédio onde a família mora ou em ruas próximas e que era frequente seu uso para levar familiares ao trabalho.

O investigador foi procurado ontem à tarde para comentar sobre o caso, mas, segundo funcionários do 2º Distrito Policial, ele estava na rua em diligências. Ele também não retornou a ligação. Fernandes foi flagrado pela reportagem do Diário na última quinta-feira de manhã transportando a mulher, a filha e uma vizinha no carro Kadett, do 2º Distrito Policial. Ele foi fotografado saindo do prédio onde a família mora, na Vila Maceno. Ele levou a filha até uma academia no Centro e, sem seguida, deixou a vizinha e a mulher próximas à prefeitura.

Vizinho denunciou ameaças
A Corregedoria da Polícia Civil de Rio Preto já havia recebido há cerca de um mês uma denúncia de ameaça, invasão, abuso de poder e difamação contra o investigador Luiz Antônio Fernandes. A queixa foi feita por um vizinho do policial à delegada Cristina Helena Spir. De acordo com o vizinho, o investigador tentou invadir seu apartamento escalando a sacada. ?Eu estava na sala e quando vi a pessoa desceu. Fui até o estacionamento e não encontrei ninguém. Quando procurei o síndico ele apareceu sem camisa, bêbado, de bermuda e com um revólver na cintura me ameaçando?, contou. Apresentando-se como policial civil, Fernandes teria ameaçado o vizinho com o revólver, alegando que ele estava mexendo com sua filha. ?Tentei explicar para ele que não era nada daquilo e que nem sabia quem era a menina, mas não adiantou.?

Diante das ameaças de morte e da forma com que era tratado pelo policial, o vizinho procurou pela segunda vez o síndico, que pediu para ?colocar uma pedra sobre o assunto?. Para ele, as pessoas do prédio têm medo do investigador. Assustado com as provocações por parte dos familiares de Fernandes, o vizinho entrou em contato com seu advogado e registrou queixa na Corregedoria. Segundo ele, no dia que conversou com a dele

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