Diário da Região

15/12/2002 - 00h41min

Evento

Colecionadores mostram de selos a moedas

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Carlos Chimba Reunião atraiu público de todas as idades para ver as relíquias
Reunião atraiu público de todas as idades para ver as relíquias
O 1º Encontro Nacional de Colecionadores, realizado ontem no Praça Shopping, em Rio Preto, reuniu cerca de 20 colecionadores de todo o País, que vieram tanto para trocar materiais quanto para vender seus produtos. Com um público variado, o encontro surpreendeu a organização do evento. Segundo Jeferson Rodrigues de Almeida, presidente da Sociedade Filatélica de Rio Preto, essa experiência irá servir para difundir a cidade, que não tem nenhuma loja especializada de coleções, e despertar a atenção de colecionadores para essa brecha no comércio local. “Como esse evento está superando as expectativas, a organização já está animada para pensar no segundo”, afirma. Raimundo de Souza, aposentado e colecionador de cartões telefônicos, veio de São Paulo para participar do encontro. “Desde que os cartões saíram no Brasil, faço a minha coleção. O dinheiro que arrecado com a venda ajuda no orçamento familiar. Para mim, esse trabalho é um prazer”, relata.

Para informar o visitante interessado em colecionar selos, a equipe do evento preparou uma coleção didática, explicando como manusear as pinças para não danificar os selos, além indicar como usar as lentes ou lupas para focalizar os detalhes ou falhas dos selos, que podem valorizá-los ou desclassificá-los. Além disso, o painel com cédulas emitidas no Brasil possibilitou ao visitante ter uma noção das inúmeras notas que circularam no País desde o império. O tradutor e filatelista Benedito Silva acredita que, além do valor sentimental, as coleções também são um resgate da cultura de cada país. “Considero cada selo uma página ou verbete de enciclopédia. Por meio deles, é possível saber um pouco mais sobre botânica, geologia e história entre outras curiosidades”, diz.

No Brasil, até a metade do século 19, não existia selo nas cartas, sendo que as correspondências eram pagas pelo destinatário ao carteiro na hora da entrega. Segundo o filatelista Carlos Roberto Favarão, os usuários faziam códigos nas cartas para que quem recebesse soubesse antes do que se tratava. Caso a correspondência não interessasse, o destinatário poderia recusá-la. Para os Correios não terem prejuízo por causa dessa prática, freqüente entre os usuários do serviço naquela época, o Brasil importou da Inglaterra o mesmo sistema usado para postar as cartas - os selos pagos nas agências. Em 1843, as cartas passaram a circular com o selo “Olho de Boi”, o primeiro do Brasil, e a correspondência era paga por percurso. Curiosidades do mundo do colecionadores ainda poderão ser vistas hoje no evento, que irá acontecer das 12h às 18h.

Rio-pretense tem centenas de cartões
“Conhecendo o mundo pelos Correios” é o nome da exposição da colecionadora Dina Lúcia Bessa. Apaixonada por fotografia, a rio-pretense passou a colecionar cartões postais há quatro anos, quando recebia postais de sua filha, que estava na Alemanha. “Somente da Alemanha, tenho álbuns com 600 postais de lugares turísticos. Praticamente conheci o país inteiro por fotos”, afirma. Para dar continuidade à coleção, Dina procurou pela internet associações filatélicas com a finalidade de encontrar adeptos de outros países para trocar postais. Desde então, a coleção vem crescendo. Ao todo, já são 140 cartões de países do mundo inteiro. No Praça Shopping estão expostos apenas 95, mas por falta de espaço. Segundo Dina, os cartões postais possibilitam colecionar duas coisas ao mesmo tempo: fotos artísticas e selos de diferentes países. “São pequenas raridades, como um postal da Palestina, que eu dificilmente conseguiria se não fossem as correspondências. No Exterior, é comum o hábito de trocar cartões postais”, explica.

Lata de Coca vem do mundo todo
Apaixonado por Coca-Cola, o funcionário público Francisco Rodrigues Madeira coleciona latas da marca com rótulos de países do mundo inteiro. A coleção teve início em 1985, quando o rio-pretense fez uma viagem à Europa e trouxe latinhas de Portugal, da Espanha e da França. Para dar continuidade à co

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