Diário da Região

31/07/2004 - 09h25min

Olha quem está falando!

Clonar celulares virou mania em Rio Preto

Olha quem está falando!

Carlos Chimba Alexandre de Souza teve o aparelho celular clonado por duas vezes
Alexandre de Souza teve o aparelho celular clonado por duas vezes
Clonar celulares virou moda em Rio Preto. Só no 1º Distrito Policial de Rio Preto, na área central da cidade, são registrados, a cada semana, pelo menos um boletim de ocorrência por vítimas do crime. ?São registrados muitos boletins de ocorrência sobre clonagem de celular, mas são raros os inquéritos porque a autoria da infração é desconhecida e difícil de detectar?, afirma o delegado titular do 1º DP, Genival Ribeiro dos Santos. Na Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Rio Preto, as reclamações contra os serviços prestados pelas operadoras de celulares, entre elas a clonagem, ocupam o segundo lugar no ranking de reclamações no primeiro semestre deste ano. As operadoras só perdem para as empresas de telefonia fixa.

O alto número de reclamações de usuários contra os serviços prestados fez com que as operadoras se antecipassem ao Procon e entrassem em contato direto com os clientes. A iniciativa provocou uma queda de reclamações de usuários da telefonia móvel pelo órgão, segundo o diretor do Procon de Rio Preto, Paulo Dodi. Ao todo, foram contabilizadas 128 reclamações no primeiro semestre deste ano. Desse número, cerca de 18% foram reclamações relativas à clonagem de celulares. ?As reclamações sobre clonagem de celulares têm sofrido uma ligeira queda porque os consumidores entram em contato direto com as operadoras, deixando de procurar o Procon?, disse Dodi.

O diretor informou ainda que a queda do número de reclamações relativas à clonagem de aparelhos celulares não significa que o número da fraude diminuiu, mas que houve apenas uma queda na freqüência dos consumidores ao Procon por causa da fraude. A fraude acontece quando o canal analógico é usado e o fraudador copia a combinação código do aparelho/código do assinante por meio de monitoração ilegal de telefone celular habilitado. O fraudador usa o aparelho clonado para fazer as ligações telefônicas e as mesmas são debitadas na conta do titular da linha. Redes de telefonia celular que possuem canal analógico estão sujeitas a processos de clonagem. Sempre que o aparelho sai do modo digital, ele fica exposto a esse tipo de fraude. A área de mobilidade de origem, o ?roaming?, entre as tecnologias CDMA e TDMA é analógico. ?Meu celular foi clonado e a conta telefônica chegou a R$ 3,6 mil. Normalmente gasto R$ 180.

Entrei em contato com a operadora Vivo e o problema foi solucionado?, contou o prefeito de Planalto, Olímpio Severino da Silva, 53 anos, que teve seu celular clonado. O consumidor entrou em contato com a operadora, que confirmou a fraude. O número do aparelho foi mudado e os valores da conta telefônica referentes a fraude foram retiradas. De acordo com as projeções da Polícia Civil, são cerca de 800 clonagens realizadas por dia no Estado, porém não existe uma estatística oficial. No ano passado, um homem foi preso em Rio Preto por clonar, sozinho, cerca de 100 celulares. A assessoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que a prestadora deve dispor de meios para identificar a existência de fraudes e que se ficar constatada a clonagem, a prestadora de serviços é obrigada por lei a cancelar a cobrança de chamadas não efetuadas pelo assinante.

A operadora Tim disse que o sistema utilizado pela empresa, o GSM (Global Sistem for Mobile), possui segurança máxima contra a clonagem porque toda rede é digital. Já a operadora Vivo informou que os casos de fraude, como a clonagem, ocorrem em vários outros segmentos da economia e que não só o segmento de telefonia celular é atingido no Brasil, como no mundo, independentemente da tecnologia que adotam. A operadora investiu cerca de R$ 6 milhões para combater a fraude e disponibiliza o número 1404 para reclamações.

Clonagem é mais fácil em aeroporto
Segundo o engenheiro elétrico Josué Vieira Filho, que coordena o departamento de engenharia elétrica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Ilha Solteira, os aeroportos são locais procurados pelos fraudadores para clonagem de celulares. ?São locais de movimento intenso, onde recebem muita

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