Diário da Região

28/01/2003 - 01h38min

Loteamento clandestino

Chuvas deixam 150 famílias sem energia

Loteamento clandestino

Carlos Chimba A falta de energia provocou prejuízos aos moradores do bairro
A falta de energia provocou prejuízos aos moradores do bairro
Pelo menos 150 famílias moradoras da Estância São Pedro, em Rio Preto, passaram 40 horas sem energia elétrica entre a tarde de sábado e a manhã de ontem. Por causa das chuvas do fim-de-semana, o transformador que garante o abastecimento das mais de 200 chácaras do bairro entrou em curto-circuito e queimou. O período sem energia provocou prejuízos aos moradores, que foram obrigados a conviver com situações como alimentos estragando nas geladeiras e falta de água quente para tomar banho em um fim-de-semana de temperaturas amenas. Segundo eles, essa foi a segunda vez este ano que o bairro ficou sem luz por mais de 12 horas seguidas. No começo do mês, uma chuva provocou interrupção no fornecimento de energia durante 16 horas. “O começo do ano é o período mais crítico, porque as chuvas provocam sucessivas interrupções no fornecimento. Como a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) não é responsável pelo bairro, esperamos horas pelo conserto”, diz a auxiliar de escritório Lucimara Cristina Gonçalves, 25 anos. “Essa situação estende-se há anos. Moro aqui desde 1997 e todos os anos isso se repete”, reforça o funcionário público José Carvalho Filho, 40.

A Estância São Pedro é um loteamento irregular. A rede de distribuição de energia elétrica foi instalada pelos proprietários de terrenos. A energia é captada de um ponto na vicinal Rio Preto-Vila Azul. A administração da rede é feita pelos próprios moradores, por meio da associação do bairro, que cuida dos reparos necessários, contratando empresas particulares. A distribuição de água é feita pelo mesmo sistema. Os moradores pagam condomínio de R$ 25 mensais para a manutenção dos benefícios. O presidente da Sociedade Organizadora e Administradora da Estância São Pedro, Milton Alves de Jesus, 45, conta que o projeto de iluminação do loteamento foi feito por uma empresa privada. O convênio com a empresa, que garantia a manutenção e os reparos necessários à rede, foi interrompido há um ano, devido à necessidade de cortar custos. A parceria garantia conserto imediato quando algum problema atingia a rede.

“Recolhemos um valor baixo de condomínio e ainda convivemos com uma média de 30% de inadimplência. Tivemos de cortar despesas e, por isso, interrompemos a parceria, que custava cerca de dois salários mínimos mensais (R$ 400). Por isso, quando o transformador queimou, no sábado, já não havia nenhuma empresa que pudesse consertar o estrago antes da segunda-feira”, esclarece Alves de Jesus. “Essa situação se arrasta há anos e nem a Prefeitura, nem a CPFL parecem ter interesse em resolver o problema. Como a área é um loteamento irregular, não conseguimos ser atendidos em uma situação de emergência”, reclama a tesoureira da associação de moradores do bairro, Eliana de Souza, 35.

Prefeitura e CPFL transferem responsabilidade
Enquanto os moradores da Estância São Pedro passam dois dias sem energia elétrica, a Prefeitura de Rio Preto e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) hesitam em assumir a responsabilidade pela situação do bairro. “Tentamos passar a rede de distribuição de energia para ser administrada pela CPFL, mas a companhia alega que precisamos de uma autorização da Prefeitura para que a empresa assuma o serviço. E a administração não fornece a autorização porque o loteamento é irregular”, diz a tesoureira da Sociedade Organizadora e Administradora da Estância São Pedro, Eliana de Souza. De acordo com Carlos Alexandre Gomes, 34 anos, assessor da Secretaria de Governo, os moradores devem fazer a proposta de doação da rede à CPFL, que pode aceitar ou não.

“Mas para administrar a rede, a CPFL costuma pedir uma garantia da Prefeitura de que a administração municipal assumirá o pagamento da taxa de iluminação pública, caso os moradores não paguem. E essa garantia não pode ser dada, porque o loteamento é irregular e a Prefeitura é proibida por lei de assumir o pagamento.” O gerente de contas da CPFL em Rio Preto, Luis Antônio Gomes, 36, confirma a necessidade de a administraç

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso