Diário da Região

29/06/2002 - 00h05min

Drama

Burocracia impede enterro de pedreiro

Drama

Flávio Grieger O delegado José Mauro Venturelli conduz as investigações
O delegado José Mauro Venturelli conduz as investigações
O delegado-titular do 2º Distrito Policial de Rio Preto, José Mauro Venturelli, e a Polícia Civil paranaense querem saber se o corpo que está no Instituto Médico-Legal (IML) é realmente o do pedreiro Euclides Braga de Souza. O corpo, que veio para Rio Preto anteontem à tarde, é de um homem que foi assassinado em Ponta Grossa (PR) e está carbonizado. Ele foi trazido por uma funerária paranaense e entregue para a suposta família, que acredita tratar-se de Souza, apesar de o corpo estar praticamente irreconhecível. A certidão de óbito do IML do Paraná, assinada pelo médico legista João Carlos Simoneti, diz que se trata de um corpo sem identificação, por não aceitar o reconhecimento da família como definitivo antes da realização de um exame de DNA. Foi feita coleta de material para que possa ser comparado ao da família. A funerária de Ponta Grossa trouxe o corpo anteontem para Rio Preto e o deixou na casa da suposta mãe da vítima, Neucina Lima de Souza, no bairro Santo Antônio, sem ter oficialmente a certeza que se trata do filho dela.

O corpo deveria ser levado para o cemitério São João Batista pela Funerária Fortaleza, de Rio Preto. Segundo o proprietário Éder José Pereira, 33, eles notaram que o corpo não estava identificado e o levaram para o IML de Rio Preto, mas a direção do cemitério São João Batista se recusou a fazer o enterro, porque a funerária não apresentou guia de sepultamento emitida pelo Cartório de Registro de Pessoas Naturais. Segundo a irmã do pedreiro Maria Raimunda de Souza, 47, a última notícia dada pelo irmão foi no dia 22, dizendo que ele estava em Ponta Grossa. Como ele deveria ter ido para a casa de Maria em Curitiba (PR) no sábado e não apareceu, a família telefonou para diversos locais e teve informação de um corpo carbonizado, sem identificação, no Paraná. "Meu irmão foi para lá e o reconheceu, mas só soubemos que o corpo viria sem identificação para Rio Preto quando já tinha chego aqui", diz Maria.

Ela reclama que pagou pelos serviços à funerária paranaense e não consegue enterrar o corpo em Rio Preto. Inicialmente, o IML de não queria recebê-lo, por estar em decomposição, e o corpo voltou para a casa da suposta família, em Rio Preto. Após alguns ajustes, o corpo voltou para o IML. Venturelli diz que está a investigação do homicídio compete à polícia do Paraná e que está apurando aqui um impasse de ordem administrativa. Mesmo assim, vai requisitar um exame necroscópico. "Já mantive contato com a delegacia de Ponta Grossa e com o IML para saber o que realmente aconteceu, em que circunstâncias o corpo foi liberado e por quem", diz Venturelli. No Paraná, o delegado Marcos Vinícius Sebastião, do 13º DP, informou Venturelli que está requisitando informações sobre a liberação sem que tenha sido feita a identificação pela Polícia Judiciária. A polícia fez apenas um termo de reconhecimento com a ajuda de um suposto familiar. Segundo Sebastião, F.P. foi preso domingo, suspeito de ter cometido o crime. Ele teria confessado à polícia que matou a vítima porque ela teria se recusado a dividir um maço de cigarros com ele e outros três. O delegado já identificou outros três suspeitos do homicídio e solicitou a prisão preventiva deles.

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