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11/02/2015 - 01h50min

50 tons de cinza

Asfalto de Valdomiro não dura nem 24 horas

50 tons de cinza

Hamilton Pavam Veículo passa pela rua 15 de Novembro, no centro de Rio Preto, onde recuperação asfáltica do Semae estragou após 24 horas
Veículo passa pela rua 15 de Novembro, no centro de Rio Preto, onde recuperação asfáltica do Semae estragou após 24 horas

Rotina nas ruas de Rio Preto, buracos fechados pelo Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) ressurgem menos de 24 horas depois, exigem retrabalho, irritam motoristas e escancaram a má qualidade do serviço de recuperação asfáltica no município. Deficiência verificada também nos trabalho de tapa-buraco. Chamam atenção três pontos de reparos - dois deles na rua 15 de Novembro esquina com a rua Silva Jardim, outro também na rua 15 de Novembro esquina com a rua Marechal Deodoro da Fonseca. O terceiro está na rua Pedro Amaral, próximo à avenida Alberto Andaló - a pavimentação asfáltica esfarelou e evidencia a má qualidade no serviço feito pelo Semae.


A reportagem verificou que durante o final de semana, os três locais estavam sinalizados para obras do Semae. Anteontem a autarquia fechou os locais com pavimentação asfáltica, que ontem já estava trincada. Nas beiradas, o asfalto esfarelava e havia ainda pedaços soltos, que oferecem perigo ainda maior especialmente a motociclistas, ciclistas e pedestres.


A população se sente indignada com a qualidade do asfalto e da massa utilizada para fechar os buracos. "A gente paga imposto e não tem vias transitáveis. É uma vergonha, um absurdo. Deveriam ter vergonha de colocar essa massa porque em menos de uma semana os buracos voltam a abrir ainda maiores", disse o representante comercial João Paulo Vitor, 37 anos.


A assessoria de imprensa do Semae reconheceu o serviço mal feito nos três pontos e, depois de alertada pela reportagem, informou ter enviado equipes para refazer a pavimentação. Inicialmente, às 12h05, o órgão emitiu uma nota informando que "a chuva atrapalhou o encerramento do serviço. Como a terra do buraco continua muito úmida, de imediato será colocada uma chapa de aço e à noite vão por base de cimento antes de repor a pavimentação."

Hamilton Pavam Ainda na XV de Novembro, esquina com a Silva Jardim, camada fina esfarelou

Às 15h17, a assessoria informava como seria o remendo: "Descartaram a colocação de placa metálica e estão trabalhando no local agora". Os funcionários retirariam a terra úmida e colocariam base de cimento para asfaltamento na sequência. Quanto aos locais esfarelados seriam refeitos à noite, segundo o Semae.Sobre falhas no serviço de tapa-buracos, a Prefeitura informou no começo da noite que não era possível verificar as causas da abertura de buracos que passaram pelo serviço de tapa-buracos. "Agora não temos mais funcionários trabalhando. Você precisa me mandar uma listagem dos locais para que equipes possam ir até o local e verificar o que aconteceu, se são buracos novos ou se reabriram", disse o secretário de Comunicação Deodoro Moreira.R$ 50 milhõesO governo municipal realizou a recuperação de 500 km de malha asfáltica, desde o início do programa de recuperação, na primeira gestão do prefeito Valdomiro Lopes, até janeiro. Foram investidos mais de R$ 50 milhões entre usina de asfalto, equipamentos e obras para recuperar as vias da cidade.Em 2013, o investimento foi de cerca de R$ 4,1 milhões para a recuperação de 724.582,18 mil metros quadrados. De janeiro a setembro do ano passado, o investimento foi de aproximadamente R$ 3,7 milhões, na recuperação de 538.747, 24 mil metros quadrados.

Hamilton Pavam Na rua Pedro Amaral, maisumlocal que resistiu poucas horas: transtrorno e retrabalho

É como jogar dinheiro foraPara o engenheiro da USP José Leomar Fernandes Júnior, especialista em pavimentos, se há remendos em mais de 10% do asfalto em um quarteirão é sinal de que todo o pavimento deve ser refeito. "Nesses casos o asfalto está desgastado pelo tempo. Fazer tapa-buraco é jogar dinheiro fora", afirma. Segundo ele, o asfalto a frio, à base de água, usado em Rio Preto, tem durabilidade máxima de 10 anos. Para a técnica a quente, esse tempo é um pouco maior, 15 anos. Quem encontrar problemas no asfalto pode solicitar o serviço da Secretaria de Serviços Gerais, telefonando para o Disque Tapa Buracos : 3212-6312.Serviço de tapa-buraco deixa rastro de bizarrices pela cidade

Fotos: Hamilton Pavam e Bruno Gilliard  

Na avenida dos Estudantes, funcionários da Prefeitura desviaram de carro estacionado e precisaram voltar depois que o dono tirou o veículo. Na rua Benito Gomes (foto à direita), no Jardim São Marcos, foi ainda mais inusitado: a massa asfáltica foi colocada simplesmente por cima do mato, que ficou aparecendo entre uma e outra rachadura.>> Leia aqui o Diário da Região Digital

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