Diário da Região

02/11/2011 - 01h47min

'Prefeito querido'

Andalós: uma é pacata, outra um turbilhão

'Prefeito querido'

Carlos Chimba A avenida Andaló com seus prédios e movimento intenso
A avenida Andaló com seus prédios e movimento intenso

Sempre que tem um compromisso em Rio Preto, o motorista aposentado Álvaro Martins, 81 anos, tira seu Del Rey da garagem e percorre toda a Alberto Andaló. Em menos de dois minutos, sem enfrentar nenhum semáforo nem se estressar pelo trânsito, ele cruza a via. Parece sonho, mas com certeza não é. Seu Álvaro é um dos moradores da rua Doutor Alberto Andaló, no distrito de Engenheiro Schmitt, homônima de uma das principais, e mais movimentadas, avenidas de Rio Preto.


“Na avenida de Rio Preto, eu até evito passar devido ao tempo perdido”, diz. Há seis anos morando em Schmitt, ele está satisfeito com o local que escolheu para viver, principalmente pelas facilidades. “É perto de tudo. Tem a barbearia, o açougue, o supermercado, o sacolão e a farmácia. Não tenho do que reclamar.” No outro extremo, a aposentada Maria Therezinha Gonzaga Moreno, 60, mora há mais de 30 anos na (barulhenta) avenida Alberto Andaló e nem pensa em se mudar. Ela acompanhou o crescimento em construções e em importância da via e afirma: “Ficou muito melhor”.


Mesmo o trânsito complicado não a faz mudar de ideia. “É um barulho danado, principalmente a partir das 17 horas, mas até me distrai, já estou acostumada.” A avenida Doutor Alberto Andaló foi inaugurada em 1959, logo após a morte do ex-prefeito, que faleceu no dia de Finados daquele ano. Ao longo dela, é possível encontrar pelo menos 90 pontos comerciais e 11 edifícios. Não existe casa na avenida, apenas prédios com apartamentos. Enquanto isso, a rua de Schmitt tem apenas sete pontos de comércio, alguns deles improvisados nos fundos ou frente de residências. Em duas, é possível comprar juju, mas para isso é necessário bater palmas e chamar a dona da casa.

Hamilton Pavam O pacato trânsito de charrete da Alberto Andaló; no detalhe, placa com o nome da rua

As diferenças lá e cá

A tranquilidade, típica de cidade pequena, é a principal característica da rua de Schmitt. As crianças brincam livremente. É comum encontrar pessoas nas varandas e calçadas. Ou andando no meio da rua, dividindo espaço com os carros que circulam em baixa velocidade. Durante a tarde em que esteve no distrito, a equipe do Diário contou 13 carros estacionados na rua. A média diária de veículos que passam pela avenida de Rio Preto é de 12 mil. Entre os que transitavam, uma carroça. Seus ocupantes, Fernando Aparecido Oliveira e Fermino dos Santos, reclamam da falta de respeito no trânsito local. “Tá precisando colocar um semáforo em alguns cruzamentos dessa rua, porque o pessoal não respeita”, disse Fermino. Eles já visitaram, de carroça, a avenida famosa rio-pretense, há dois anos. “Foi complicado por causa do grande movimento”. Enquanto faltam semáforos em Schmitt, na avenida são 22.O comércio é fervilhante e atrativo. Há quase 28 anos instalada na Andaló, a Zero Grau Chopperia é um dos comércios mais antigos da avenida. A supervisora Patrícia de Paula considera o local um point da cidade quando o assunto são bares, principalmente para as classes A e B. A iluminação da avenida, no entanto, precisa melhorar, segundo ela. “A da avenida Bady Bassitt, por exemplo, é melhor.” Criada em 1966, a rua de Engenheiro Schmitt também homenageia o ex-prefeito Alberto Andaló, que morreu em São Paulo, faltando dois meses para completar seu mandato de prefeito. Tanto a rua quanto a avenida tinham outro nome e foram rebatizadas.Os nomes iguais podem causar confusões. A dona de casa Solange Peguim, 52, já sofreu com erros na entrega de correspondência. Diversas cartas foram entregues em lugar errado. “A gente tem de explicar que é necessário especificar exatamente o endereço. Senão a correspondência vai lá para a avenida.” Outra semelhança: a rua é uma das portas de entrada para o distrito, assim como a avenida é para Rio Preto. Tanto lá como cá, as duas também estão na área central e recebem um dos maiores volumes de tráfego de veículos. “Aqui também é bem movimentado, principalmente nos horários de pico”, diz a dona de casa Maria Aparecida da Silva, 58 anos, que mora na esquina da praça. Mas as semelhanças param por aí.

   

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