Diário da Região

30/03/2012 - 01h10min

Fábrica de Chocolate

Alunos da Renascer a fazem ovos de Páscoa

Fábrica de Chocolate

Thomaz Vita Neto O gastrônomo Renato Pereira, seus alunos e coordenadora Rita Silva (de azul
O gastrônomo Renato Pereira, seus alunos e coordenadora Rita Silva (de azul


Durante sua pós-graduação, na Argentina, concluída ano passado, o gastrônomo Renato da Silva Pereira, 29 anos, colocou uma ideia na cabeça: desenvolver um projeto para ensinar culinária a pessoas com deficiências. Em Rio Preto, ele levou a proposta até a Associação Renascer, e há dois meses, o que até então não passava de um desejo, virou realidade.


De segunda a sexta feira, ele ensina, como voluntário, receitas que levam um toque de sofisticação a 60 alunos da entidade. O grupo é dividido em três turmas, de acordo com o nível de compreensão. Há alunos com autismo, síndrome de down, deficiência intelectual e paralisia cerebral. A faixa etária é diversificada, vai dos 18 até os 50 anos.


O objetivo do trabalho é desenvolver as habilidades para que eles possam preparar alguns alimentos por conta própria. Por isso, um item importante é o caderno de receitas. Cada aluno tem o seu, e todos levam para casa, onde com a ajuda de familiares podem colocar em prática o que aprenderam com o gastrônomo. “Quando trouxe a ideia e vi que ela estava prestes a acontecer, cheguei a pensar num primeiro momento que seria um pouco difícil, mas os alunos são fantásticos”, relata.


Ele ensina receitas fáceis, como bolos, tortas, pizzas e biscoitos. A diferença das receitas está mesmo nos detalhes. Uma das que ele ensinou recentemente é de um biscoito que leva ervas finas. Aproveitando a Páscoa, nessa semana o grupo aprendeu a confeccionar ovos recheados com mousse de chocolate. “Gostei muito de fazer. Vou comer tudo depois”, fala Fernando Lagotes, 31. No início da aula, a empolgação já toma conta desde o momento de vestir avental e touca. “Adoro cozinhar, e quando chego em casa ajudo minha mãe”, fala Alcimir José Almeida, 29, frequentador assíduo das aulas de Pereira. Rafaela da Silva, 21, conta que a receita que mais gostou até o momento é a de estrogonofe de banana, que aprendeu na semana passada. A coordenadora pedagógica da Renascer, Márcia Regina Barbosa, explica que pelo grau de deficiência, esses alunos não conseguem inserção no mercado de trabalho nem no ensino regular, e que as atividades voltadas a eles têm fins terapêuticos e de socialização.


Enquanto ensina as receitas, Pereira conta com a ajuda da monitora Rita Maria Silva. Ela acompanha o grupo há dois anos e fala que a turma tem conseguido acompanhar o que o gastrônomo pede. Alunos com dificuldades motoras que precisam de apoio nas tarefas também são incluídos nas turmas, recebendo uma atenção especial.O professor lista os ingredientes e explica o modo de preparo, e na etapa que inclui forno ou fogão, é ele e Rita quem tomam a frente.


“São pessoas que merecem o nosso carinho, e o retorno é sempre maior do que a gente está habituado. Sempre quando chego recebo abraços e eles dizem que sentiram saudades”, diz o gastrônomo.Ele também dá aulas nos cursos da área gastronômica do Senac e para a terceira idade, no Sesc. Para pagar a faculdade de gastronomia, Pereira trabalhou como segurança. Ele, que já trabalhou como chefe de cozinha, fala que tem paixão em ensinar.


Agora, ele e mais dois colegas de profissão se preparam para ministrar um curso de auxiliar de cozinha voltado às mães dos alunos da Renascer. São 40 vagas, e o foco é o mercado de trabalho. O curso começa em abril e terá duração de sete meses. “Muitas mães ficam na instituição enquanto aguardam seus filhos nas atividades, e esse curso vai ser muito produtivo”, fala a coordenadora pedagógica da instituição. Serviço - Associação Renascer - Centro de Reabilitação e Integração Avenida Amélia Cury Gabriel, 4701 - Jardim Soraia - Telefone: (17) 3213-9595



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