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Diário da Região

13/12/2017 - 10h33min

papelotes de cocaína

Advogado rio-pretense é condenado por levar droga a preso durante visita

papelotes de cocaína

PIERRE DUARTE O advogado Anderson Ribeiro, condenado a 6 anos e meio de prisão
O advogado Anderson Ribeiro, condenado a 6 anos e meio de prisão

O advogado rio-pretense Anderson Rossignoli Ribeiro foi condenado pela 2ª Vara Criminal de Rio Preto a seis anos e meio de prisão por tráfico de drogas. Durante visita a um cliente na carceragem da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em Rio Preto, em 2012, ele teria entregue ao preso quatro papelotes de cocaína.

Os carcereiros teriam desconfiado do advogado e, antes dele retornar à cela, logo após conversar com o advogado, revistaram-no e encontraram a droga escondida na cueca do detento Valdirlei dos Santos, um total de 2,7 gramas de cloridrato de cocaína.

“A ação penal procede. (...) Os investigadores de polícia foram unânimes em confirmar os fatos descritos na denúncia, nada existindo que macule os respectivos depoimentos em termos de suspeição”, escreveu na sentença o juiz substituto Álvaro Amorim Dourado Lavinsky.

Segundo o magistrado, não ficou demonstrado no processo que o preso teria sido agredido pelos policiais para confessar o crime, como alegava a defesa de Ribeiro. “Não há nos autos exame de corpo de delito”, argumentou Lavinstky. Valdirlei dos Santos foi condenado a dois meses de prestação de serviços comunitários por porte de entorpecente. Procurado, o advogado de Ribeiro no caso, Ollizes Sidney Rodrigues da Silva, disse que já recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) na tentativa de reverter a sentença. Ribeiro recorre em liberdade.

Histórico

Há dois anos, Ribeiro foi flagrado por agentes da Penitenciária de Irapuru, na região de Presidente Prudente, transportando componentes de aparelhos celulares escondidos nas solas dos seus sapatos. Os objetos foram detectados pelo aparelho de raio X do presídio. Naquele dia, Ribeiro tinha visita agendada com três presos. Por ser um crime de menor potencial ofensivo, foi elaborado um termo circunstanciado e o advogado acabou liberado.

Em 2008, Ribeiro foi preso pela Polícia Federal em Rio Preto, na Operação Aracne, que investigou um megaesquema de tráfico de drogas comandado pela facção criminosa PCC nos Estados de São Paulo e Mato Grosso.

Na época, Ribeiro se dizia representante de uma cooperativa de vans da Capital que tinha intenção de se instalar em Rio Preto. Em decorrência da Aracne, o advogado foi denunciado por associação ao tráfico, mas a ação penal na 5ª Vara da Justiça Federal de Cuiabá ainda não foi julgada. Ribeiro obteve habeas corpus no início de 2009, e desde então responde ao processo em liberdade.

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