Diário da Região

23/08/2013 - 01h15min

Pressão popular

Acessos ao Eldorado voltam a ter mão dupla

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Guilherme Baffi Caos de ontem na Capitão Faustino
Caos de ontem na Capitão Faustino

Sete meses depois de implantar mão única nas duas principais ruas de acesso à zona norte de Rio Preto, provocar um caos generalizado e despertar a ira de moradores, o prefeito Valdomiro Lopes se convenceu que errou. A assessoria da Secretaria de Trânsito confirmou ontem que as ruas Capitão Faustino de Almeida e João Mesquita voltam a ter mão dupla a partir da próxima segunda-feira. Nesse setor da cidade moram 170 mil pessoas.


Durante o período de calvário, moradores fizeram uma série de protestos. Um abaixo-assinado foi levado ao promotor Cláudio Santos de Moraes pedindo a volta da mão dupla. Menos pelo Ministério Público e mais pela pressão da população, a Prefeitura reconheceu a trapalhada e voltou atrás: colocou as faixas de aviso ontem, mas o secretário de Trânsito, Afonso Carmona, não deu explicações sobre o que motivou a volta das mãos duplas. A assessoria dele alegou que não conseguiu localizá-lo e Carmona não atendeu telefonemas da reportagem ao celular.


A exemplo dos dias anteriores, o transtorno voltou a tirar motoristas do sério no local. Desta vez, porém, com o consolo de ver as faixas avisando sobre a decisão. “Quando eu vi a faixa fiquei muito contente. Até que enfim vou poder ir para o trabalho e voltar para casa com mais tranquilidade e mais rápido”, afirmou o empresário Jeferson de Oliveira, 36 anos.


Pierre Duarte Valdomiro Lopes recebeu críticas de todos os lados por ter implantado mão única em duas ruas de acesso ao setor da cidade onde moram 170 mil pessoa
De acordo com ele, quando as ruas eram de mão dupla o percurso da casa para o trabalho era feito em meia hora e depois que passou a ser mão única ele demorava uma hora para fazer o mesmo trajeto. “Era um absurdo. Tinha dias que eu ficava 15 minutos só para atravessar a rotatória e subir a João Mesquita. Essa área tem muito caminhão e ônibus. O caos reinava por aqui”.O motorista que transporta bois para um frigorífico localizado na rua Capitão Faustino de Almeida disse que não via a hora que a mudança seria anunciada. “Eu tinha certeza que uma hora a secretaria (de trânsito) ia volta atrás. Do jeito que estava não podia continuar. Olha só, para descarregar os animais o dono da empresa tinha que ligar para a fiscalização do trânsito e parar os carros enquanto os caminhões andavam pela contramão. Por causa da altura da carroceria, os veículos não passam pelo túnel sob a linha férrea”, afirma José Carlos Macedo, 52 anos.


Guilherme Baffi Faixa da Secretaria de Trânsito dá a notícia mais esperada dos últimos sete meses na zona norte
O mototaxista Emanuel Boaventura, 32 anos, comemourou a alteração. “Agora vai dar pra ganhar mais dinheiro e fazer mais corridas. Com o trânsito mais livre a gente consegue trabalhar mais”, conta o trabalhador. Até os pedestres e ciclistas ficaram satisfeitos. “Passou da hora do prefeito perceber que isso aqui estava uma vergonha. Não dava para atravessar a rotatória. Nem de bicicleta dava certo. Era muito perigoso passar por aqui”, diz Maria Adelaide da Silva, 49 anos.O professor de biologia Adeilson Carlos Rodrigues, 32 anos, disse que desde quando a mão mudou de direção evita ao máximo passar pelo local. “Eu ando mais, dou uma volta maior, mas evito o quanto posso passar por aqui. O tempo que se perde é muito grande, não dá pra ficar aqui. Prefiro andar mais do que ficar parado assistindo essa palhaçada. Graças a Deus perceberam a burrada que fizeram aqui”, desabafou.

Guilherme Baffi Mirian Lopes, com a lista de assinaturas enviada ao Ministério Público

Moradora abordou caos na série Eu Repórter

“Eu estou com vontade de chorar de tanta felicidade”, disse a escriturária Mirian Lopes Ramos Marim, 53 anos, ao saber da mudança no sentido das ruas, que retornarão a ser mão dupla de direção. Em junho, ela escreveu texto publicado no Diário da Região, na série “Eu Repórter”, sobre o transtorno. Em fevereiro, a moradora do bairro Ana Célia recolheu 180 assinaturas de moradores da zona norte da cidade e encaminhou um ofício ao Ministério Público, pedindo que a Prefeitura voltasse as vias à situação anterior, de duas mãos.“Eles demoraram para perceber que tinham feito coisa errada. Cheguei encaminhar diversos ofícios ao MP rebatendo os argumentos da Prefeitura. Agora, estou muito aliviada e feliz. Só quem passa por aqui, sabe que sufoco que foi todo esse tempo.” A escriturária disse que a notícia chegou em hora certa. “Recebi hoje (ontem) uma carta do promotor Cláudio Santos de Moraes em que informava que o meu pedido seria arquivado. Ele argumentava dizendo que em diversos pontos da cidade tem congestionamento. Confesso que desanimei ao ver isso. Já ia tentar agendar um horário para conversar com ele. O importante é que tudo vai voltar ao normal”, disse Marim.


   

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