Diário da Região

01/04/2005 - 03h24min

Abandono

?A Santa Casa de Mirassol não tem salvação?

Abandono

Rubens Cardia Corredores vazios mostram o abandono da Santa Casa de Mirassol
Corredores vazios mostram o abandono da Santa Casa de Mirassol
O ex-interventor da Santa Casa de Mirassol, Edilberto Imbernom, afirmou ontem não ver uma solução capaz de salvar a instituição da crise financeira. "É um estado falimentar irreversível. Infelizmente, a Santa Casa não tem mais salvação", afirma. Por se tratar de instituição privada, o Ministério Público informa que também não pode intervir. A reportagem mostrou ontem o estado precário em que se encontra o hospital, fechado desde 2003. Equipamentos cirúrgicos e de emergência estão amontoados em salas, assim como três ambulâncias encostadas no pátio e mais de 90 leitos - incluindo SUS, particulares e de UTIs -, desativados.

A maioria dos bens está penhorada judicialmente como garantia para pagamentos de dívidas. Somente em ações trabalhistas são mais de R$ 6 milhões, além de débitos com a União e com serviços como de telefonia e energia elétrica. "Por que não aproveitar o material livre de penhora e distribuí-lo na rede pública do município? Há, por exemplo, dois mil frascos de soro, que vencem em maio, guardados lá dentro. E a prefeitura não faz nada, ao contrário, até já retirou equipamentos de lá", diz o ex-interventor. O prefeito de Mirassol, Edilson Garcia Coelho, e o secretário de Saúde, Rubens Sabbag, foram procurados. Mas a única resposta veio por meio da assessoria de comunicação, segundo a qual a administração pública não tem interesse em que a instituição seja reaberta.

A intervenção imposta pela prefeitura à Santa Casa terminou em 28 de janeiro e, desde então, a instituição está desassistida. "Segundo o estatuto da Santa Casa, o controle da instituição deveria voltar para as mãos da mesa diretora. No entanto, a última mesa foi dissolvida há quatro anos e, a menos que surjam voluntários dispostos a assumir a administração, a situação permanecerá indefinida", afirma Imbernom. O promotor José Heitor dos Santos afirma que não pode intervir no caso por se tratar de instituição privada, e sugere uma alternativa.

Ninguém melhor do que os credores para resolver a situação. Poderia se chegar, por exemplo, a um consenso legal para a venda de equipamentos e medicamentos que lá se encontram. Ao menos em parte a dívida poderia ser amenizada". Santos afirma que, em ocasiões anteriores, alertou para a situação da Santa Casa. O ex-interventor diz que planeja mobilizar moradores de Mirassol para formar um grupo de apoio à instituição, inaugurada em 1935. "Não dá para fazermos muita coisa, mas ao menos poderemos dar um fim mais digno à Santa Casa".

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