Diário da Região

05/12/2009 - 02h24min

Segurança

Área Azul antecipa saída de agentes e beneficia flanelinha

Segurança

Ferdinando Ramos Agentes da Área Azul se preparam para ir embora antes do horário, na Redentora, e abrem...
Agentes da Área Azul se preparam para ir embora antes do horário, na Redentora, e abrem...

Placas em postes das ruas do bairro Redentora, região central de Rio Preto, indicam que o horário de funcionamento da Área Azul é das 8h às 18h. Mas, às 16h40, os agentes param o trabalho e abrem “brecha” para os flanelinhas voltar a atuar na região. A reportagem do Diário flagrou anteontem um micro-ônibus da Empresa Municipal de Urbanismo de Rio Preto (Emurb) e uma van da prefeitura recolhendo as agentes pelas ruas do bairro. A Área Azul na Redentora começou a funcionar na última terça-feira.


O motorista Elizeu Soares Matheu, 23 anos, diz que a antecipação da saída dos agentes é um absurdo. Ele, que chegou pouco depois das 17h para uma consulta numa clínica do bairro, não conseguiu comprar o cartão. “Não tem ninguém para vender. Se algum flanelinha chegar, vou ter que pagar uma gorjeta e não reclamar.” O presidente da Emurb, Luiz Fernando Lucas, afirma que é “normal” as funcionárias da Área Azul irem embora às 16h45 (leia texto nesta página).


O corretor de seguros Carlos Salles Guimarães, 33 anos, foi abordado por um flanelinha quando saía do hospital Beneficência Portuguesa. Mesmo com o cartão da Área Azul no painel do carro, ele entregou R$ 1. “Quem me vendeu o cartão foi embora, então prefiro dar um gorjeta para ele, que, pelo menos, olhou meu carro.”


Com liberdade


Abordado, o aposentado Luiz Silva Filho, 45 anos, assume ser flanelinha. “Nem tem fiscalização.” Ele diz que chega à rua Luiz Vaz de Camões, próximo ao hospital Beneficência Portuguesa, às 17h, e fica até as 23h. Nesse intervalo, ganha uma média de R$ 20. “A Área Azul atrapalhou porque antes eu chegava às 7h30 e saía às 18h e ganhava até R$ 600 por mês. Agora só venho depois que eles (agentes) vão embora”, contou Silva Filho.


Já o serviços gerais Braz Francisco, 55 anos, aborda os motoristas com tranquilidade. “Eu venho aqui porque preciso de dinheiro.” Ele conta que chega à rua 15 de Novembro às 16h45 e vai embora às 18h. “Eu ganho de R$ 8 a R$ 12. É pouco porque agora está pior. Muitos carros já estão com o cartão da Área Azul.”


‘Fim de expediente’


A Polícia Militar afirma que somente multa motoristas sem o cartão da Área Azul quando os agentes indicam que o estacionamento está irregular (leia texto nesta página).


Anteontem, a reportagem do Diário acompanhou o encerramento do expediente dos agentes da Área Azul. Num ponto de ônibus localizado no cruzamento das ruas Ondina e Luiz Vaz de Camões, 11 agentes entraram num micro-ônibus às 16h40. Logo em seguida, uma van estacionou na rua 15 de Novembro, próximo ao cruzamento com a rua Rio Preto, e mais quatro agentes entraram.


Os dois veículos seguiram pela rua 15 de Novembro, e o motorista do micro-ônibus, quando percebeu a presença da reportagem do Diário, acelerou, tentou despistar a reportagem, e os dois veículos seguiram por caminhos diferentes. Às 16h52, o micro-ônibus chegou ao Terminal Rodoviário e estacionou próximo ao ponto de táxi. Lá, todos os agentes desceram e foram para a antiga Estação Ferroviária, onde bateram o ponto de trabalho e foram embora para a casa.

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Presidente da Emurb acha ‘normal’

O presidente da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb), Luiz Fernando Lucas, afirma que é normal as funcionárias da Área Azul irem embora às 16h45, ou seja, 1h15 antes do término do horário de estacionamento. Ele justifica que o departamento tem apenas um ônibus para recolher as funcionárias no final do turno. Lucas declara que anteontem, de forma excepcional, as funcionárias foram embora um pouco mais cedo que o habitual porque a equipe passava por treinamento. “Nunca recebemos reclamação com relação ao horário. Não tem problema. Como era novidade na Redentora, fomos tolerantes durante a semana. Ninguém foi multado.” No entanto, no mesmo horário ontem, nenhum agente foi encontrado pela reportagem nas ruas do bairro.Motoristas afirmam que, no, durante o horário de almoço, é difícil encontrar as agentes da Área Azul. O motorista, portanto, não sabe se pode parar sem correr o risco de ser autuado. “Sempre foi assim. A dica para quem usa bastante o serviço é comprar um talão ou procurar um dos 60 pontos que comercializam o cartão”, afirma Lucas.O capitão Paulo Sérgio Zanini, comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na Redentora e área central, afirma que, pela lei, o policial pode autuar o motorista que parar na Área Azul sem o cartão, durante o horário obrigatório. Na prática, no entanto, não é isso que acontece.O policial está orientado a multar o motorista cujo veículo foi sinalizado com advertência, feita pelas agentes da Área Azul. “Elas controlam quem usa o cartão. Trabalhamos em parceria para não cometer injustiça. Vai que o motorista foi procurar o cartão quando o policial chegou”, diz Zanini. A multa para o motorista que para o veículo na Área Azul sem cartão é de R$ 53,20. A infração é considerada leve e rende três pontos na carteira de motorista. O veículo é removido para o pátio.

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