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Diário da Região

30/08/2016 - 00h00min

Painel de Ideias

Ufa! Um impeachment!

Painel de Ideias

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Falar sobre Dilma? Impeachment? Não... Agora eu sou uma estrela.

Aquela vermelhinha e cismadora. Fantasista, espectral, ufanista, um diacho de um verde e amarelo.

Feito o poema de Fernando Faro: “Agora, o braço não é mais o braço erguido num grito de gol. Agora o braço é uma linha, um traço, um rastro espelhado e brilhante. E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamentos de pontos, de particular, um quadro de impulsos, um processamento de sinais. E assim - dizem - recontam a vida. Agora, retiram de mim a cobertura da carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos, e aí estou, pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecido comigo. Um rascunho. Uma forma nebulosa, feita de luz e sombra. Como uma estrela. Agora, eu sou uma estrela”.

Diria, um PT sem trabalhadores (com ociosos viscerais), uma crença sem ídolo, um fugaz, do latim “fugax” - o que foge, o que não foi à luta ou à rua.

Aquela mesma estrela que verá seus direitos trabalhistas desrespeitados, porque “fugax”; seus sonhos apagados, porque “fugax”; sua aposentadoria transformada em personagens velhinhos de cabelos e barbas brancas, porque “fugax”; sua voz feito a de um carro de boi rouco, porque “fugax”, embora parecesse eterno, substancioso, rico em cultura, esclarecimentos e rumos, para chegar primitivamente a objetivos alcançáveis. Foi! Fui! Fomos! Acabou!

Toda a cultura escapou pela mão da omissão. Toda a vontade se calou pelo silêncio da submissão. Todo porre deu ressaca.

O que nem chegou a ser pra valer na história e, portanto, nem foi doce, pelo óbvio da “ordem” de canalhas e espertos, acabou-se.

Há explícitos crimes e castigos que provocam flores do mal, Dostoiévskis flanando como Baudelaires é o mesmo que pensar em Wesley Safadão como João Pacífico. Isso não é idôneo, é Neymar.

Sinto muito, foram os eleitos do Congresso, depois (pasmem) de um Senado, que referenciaram esse “isso”. Que alvejaram este Estado, sem a fineza de “desinventar”. Apesar daquela antiga esperança de pagarem dobrado cada lágrima rolada desse nosso penar. Pode ser que pagarão.

Nesse momento, melhor mesmo é pensar na corja como um incidente. Uma quadrilha atenta que acertou o caixa forte de uma cidadezinha ingênua. Explodiu tudo na penumbra, meteu a mão nas cédulas do caixa eletrônico, ante uma população atônita, e zarpou pra Suíça, porque lá, sim, há honestidade, coerência, qualidade de vida... Dignidade.

Quem reclama, votou no Temer ao eleger a Dilma, portanto, cortem o braço, porque a unha do dedão está inflamada. Ignorem a genética, pra não criarem aberrações. Chutem o pau da barraca, porque se as paredes forem de alvenaria, pobres acabam folgando embaixo e se achando gente.

Não devemos desejar o mal a ninguém. Basta colocarmos no ar, todos os dias, um Jornal Nacional. Agora, falando sério, eu queria não falar.

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