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Diário da Região

08/06/2016 - 00h00min

Painel de Ideias

Nas ondas do rádio

Painel de Ideias

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Dia desses, morreu Cauby Peixoto. Escreveram tudo sobre o mito. Começou a fazer sucesso na década de 1950. Conviveu com os vozeirões da MPB: Francisco Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Vicente Celestino e Nélson Gonçalves. Viu nascer e sumir tantos ritmos e conviveu com cantores cujos pais nem tinham nascido quando ele começou a fazer sucesso. Atravessou a Bossa Nova, a Jovem Guarda, a Tropicália, os falsos estrangeiros, o samba canção, os psicodélicos, a onda brega, a explosão do rock nacional, a lambada, os sertanejos, o pagode, o axé, a música eletrônica, o funk e o sertanejo universitário.

Conheci-o depois que eu era adulto. Assim como tantos que eu citei acima. Eu era pequeno demais para curtir o que tinha vindo antes. Em Andradina, minha cidade natal, mal pegava a TV. Então cresci ouvindo rádio AM. Muito do que sei devo ao rádio. Bem criança, eu esperava a hora de ir para a escola ouvindo com meu pai O Trabuco, programa em que Vicente Leporace lia as notícias dos jornalões e baixava o porrete. Durante o dia eu ouvia Moacyr Franco, Agnaldo Timóteo, Dom e Ravel, Os Incríveis, Marcio Greik, Lindomar Castilho, Sidney Magal, Carmen Silva, Luiz Ayrão, Ronnie Von, Antônio Carlos e Jocafi, Cláudia Telles, Katia, Jane e Herondy, Clara Nunes, Altemar Dutra, Paulo Sérgio, Sérgio Sampaio, Zé Rodrix, Belchior, Casa das Máquinas, A Cor do Som. Segue a lista com Wando, Vanusa, Antônio Marcos, Nelson Ned, Fafá de Belém, Waldick Soriano, Odair José, Fábio Jr., Peninha, Maria Alcina, Reginaldo Rossi e é claro, o rei Roberto Carlos. Por falta de espaço, não falarei sobre música internacional.

O pouco que eu escutava de diferente era na casa do meu amigo irmão Joãozinho (hoje dr. João Miguel Filho, cirurgião renomado em São Paulo). Lá, ouvi pela primeira vez Emilio Santiago, Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina e tantos outros.

Meu pai ouvia música clássica. Fui entender anos depois o motivo. Ele gostava de harmonizar os trabalhos dos quais participava, principalmente os da segunda-feira. Minha mãe consumia o que tinha pela frente. As fitas chegavam a estourar de tanto que eram ouvidas. A partir dos meus tempos de faculdade, diante da diversidade de pessoas e opiniões, é que conheci muitas músicas e ritmos musicais.

Não perco meu tempo analisando se me formei musicalmente com o luxo do lixo ou o lixo do luxo. Isso ajudou-me a não ter preconceito com música. Como vou desprezar alguém que faz o que há de melhor no seu segmento? Cada um vive suas músicas e elas fazem o seu tempo.

Nada de torcer o nariz! Escuta primeiro. Está certo que quanto mais a idade avança, a tolerância musical vai diminuindo e as exigências vão aumentando. Só que isso está mais para rabugice do que para melhoria da percepção musical.

Cauby era um dinossauro. Acho que eu também sou.

 

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