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Diário da Região

22/07/2016 - 00h00min

Painel de Ideias

Intolerância

Painel de Ideias

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Dois acontecimentos trágicos sacudiram o mundo nos últimos dias.

No dia 14 de julho, feriado nacional na França, um atentado terrorista abalou o país. Na bela cidade de Nice trinta mil pessoas comemoravam a data, assistindo aos fogos na avenida à beira do Mar Mediterrâneo. De repente, um terrorista acelera um caminhão sobre a multidão. Chega a ziguezaguear para atingir o maior número de pessoas possível. Avança por quase dois quilômetros até ser morto a tiros pela polícia. Deixa um rastro de 84 mortos, várias crianças, algumas mulheres grávidas. Outras 200 pessoas ficam feridas, muitas em estado grave.

No dia seguinte, uma tentativa de golpe de estado na Turquia. Tanques avançam pelas ruas da capital Ancara e da principal cidade do país, Istambul. Uma tentativa de derrubar o governo do Presidente Recep Tayyip Erdogan. O avião presidencial é cercado por caças rebeldes. Aviões e helicópteros militares sobrevoam as duas cidades, enquanto combates acontecem nas ruas. O governo conseguiu resistir, mas o resultado foi trágico: quase 300 mortos, entre civis e militares.

Os dois acontecimentos têm algo em comum. São movidos pela intolerância, a incapacidade de respeitar diferenças em crenças e opiniões.

Na Turquia a intolerância política, que leva pessoas a matar ou morrer em busca do poder, mostra um país dividido. Na França, a intolerância e o radicalismo religioso, atacando de forma covarde pessoas inocentes. Pessoas que são alvos apenas por pertencerem a uma cultura/religião diferente.

Os dois acontecimentos também têm muito a ensinar ao Brasil.

A Turquia nos mostra, da forma mais crua e cruel, o que vem a ser um verdadeiro golpe de estado, com tanques nas ruas e caças nos céus. Sem ampla defesa. Mostra também onde pode chegar um país em que se estimula a divisão entre as pessoas.

Além disso, ensina que não é de todo ruim ser “vítima” de um golpe de estado. Imediatamente o Presidente muçulmano Erdogan partiu para a retaliação. Mais de nove mil pessoas foram presas, dentre elas trinta governadores e oito mil policiais. Três mil juízes e promotores foram presos ou afastados. Quinze mil professores suspensos. Tudo isso em poucos dias, dando sinais de que as listas já estavam prontas. A comunidade internacional protesta contra a arbitrariedade do governo, que estaria se aproveitando do golpe para promover vingança contra opositores e seguimentos da sociedade.

Nice mostrou como é difícil a luta contra o terrorismo. Não houve armas ou explosões. Apenas um terrorista dirigindo um caminhão. O suficiente para matar quase uma centena de pessoas.

Não temos histórico de ataques terroristas. Mas vem aí um dos eventos com maior visibilidade mundial, os Jogos Olímpicos. Estarão no Rio de Janeiro delegações do mundo todo. Não temos demonstrado muita eficiência no combate à criminalidade comum. Espera-se melhor sorte, se necessário, no combate ao terror.

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