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Diário da Região

03/08/2016 - 00h00min

Painel de Ideias

Espírito olímpico

Painel de Ideias

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A Olimpíada chegou. Eu poderia criticar o evento como a imprensa tem feito e com muita razão. Poderia citar o desperdício, o legado zero, os desvios de verba, os atrasos, as obras prometidas que nem saíram do papel, o doping de estado, a ameaça terrorista e a poluição da baía da Guanabara.

Também não me atrevo a fazer o contrário. Não tecerei loas ao evento único na nossa história. Tão cedo ninguém se atreverá a fazer algum campeonato mundial importante por estas bandas.

Prefiro dizer das lembranças boas ou inusitadas que a Olimpíada trouxe para mim.

Em 1984, eu torci muito pelo meu conterrâneo Ricardo Prado. Não só por ele, mas por sua família, que sempre se dedicou ao esporte, e por Andradina, que tinha uma natação forte. Mais novo do que eu, lembro-me que, desde moleque, coisa de uns 5 ou 6 anos, eu já o via treinar. Bastante. Ele e seus irmãos. A medalha dele coroou toda uma história de muito trabalho.

Lembro-me também de quando o João do Pulo bateu o recorde mundial do salto triplo nos jogos Panamericanos e depois ganhou 2 medalhas de bronze nas Olimpíadas seguintes. Peguei uma trena dos meus tios e fui para a rua medir o tal dos 17,89 metros. Eu não conseguia acreditar que alguém conseguia pular tudo aquilo.

Outra curiosidade eram os nomes impronunciáveis dos medalhistas da vela. Eu sempre me perguntei se eram realmente brasileiros.

E o que dizer das “zebras”, atletas dos quais nunca ouvimos falar e que, exceto para a turma do seu meio, eram totalmente anônimos para a população em geral. Ficavam fora do radar até dos jornalistas esportivos, principalmente dos secadores. Acho que por isso que ganhavam alguma coisa, ninguém prestava atenção neles e aí eles iam lá e faziam o serviço. Dou como exemplo o Arthur Zanetti da ginástica olímpica. Dizem que ele é de São Caetano do Sul, mas deve ser parente do Grande Maestro e deve ter parentes lá em “Viladorfo”.

E os esportes esquisitos? O badminton é o tênis onde substituíram a bolinha por uma peteca. A marcha atlética é a corrida onde o atleta rebola, e o hóquei sobre grama... Bom, isso nunca vai pegar no Brasil, haja vista o estado dos gramados onde se joga futebol. Perdoem-me os praticantes. Nada contra. É ignorância de quem não entende nada do assunto.

Teve aquela vez que acenderam a pira olímpica com uma flecha. Foi em Barcelona. Revelaram depois que caso o arqueiro errasse tinha um mecanismo para acender de qualquer jeito. Mas que foi legal, isso foi.

Dá para falar ainda da ginasta romena Nadia Comaneci. Em 1976, assombrou o mundo ao obter 7 vezes a nota 10. Prova de que finalmente acharam alguém perfeito!

Mas o que mais me intriga é algo que o Dr. Horácio comentava outro dia no Clube dos Médicos. Por que o Brasil é potência olímpica nas Paraolimpíadas e vai tão mal nos jogos tradicionais? Alguém me explique!

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