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Diário da Região

25/01/2016 - 12h02min

Somos os maiores consumidores mundiais de Rivotril

A droga da paz química

Somos os maiores consumidores mundiais de Rivotril

google imagens O verdadeiro adeus é aprender a lidar com a ansiedade...
O verdadeiro adeus é aprender a lidar com a ansiedade...

Publicado pela Carta Capital recentemente um artigo sobre o excesso de uso do medicamento por nossa população ressaltando que: 

O Rivotril tem entre seus usos o controle de distúrbios epilépticos e casos graves de transtornos de ansiedade, como a Síndrome do Pânico. Sempre em situações pontuais e pelo menor tempo possível."De modo geral, é uma medicação segura e eficaz para o que se propõe, e pode ser de grande benefício quando bem receitado”, explica o médico psiquiatra Plinio Luiz Kouznetz. Segundo a Anvisa, o consumo brasileiro do princípio ativo do Rivotril, o clonazepam, em 2007 era de 29 mil caixas por ano. Em 2015, este número atingiu os 23 milhões, de acordo com a IMS Health.

O crescimento significativo em pouco tempo desperta as suspeitas de uso excessivo e desnecessário por parte de especialistas. Com a promessa de aliviar as pressões e as ansiedades cotidianas, psiquiatras e médicos em geral receitam o remédio tarja preta, ou seja, que pode causar dependência física e psíquica, mesmo que o paciente não apresente um caso clínico de ansiedade. O clonazepam pertence à classe farmacológica das benzodiazepinas, que agem diretamente sobre o sistema nervoso central, afetando a mente e o humor. Agravando a situação, o medicamento tem um valor relativamente baixo.
"Cerca de 80% das pessoas que usam benzodiazepínicos ficam dependentes em 2 ou 3 meses de uso", diz Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas, de São Paulo. "E a maioria tem sídrome de abstinência se o remédio for tirado de uma hora para outra." 
Os benzodiazepinicos surgiram na década de 1950, e logo viraram os substitutos para os barbitúricos, como o Gardenal. Os barbitúricos têm indicação semelhante à dos benzo, mas são mais perigosos: a linha entre a dosagem indicada para o tratamento e aquela considerada tóxica é muito tênue.
É verdade que o Rivotril tem berço, vem de uma família benquista pelos médicos e o mundo consome muitos benzo, mas nós somos os maiores consumidores mundiais do remédio. Carlo Hubner, da PUC declarou: "Livrar-se do Rivotril é duro porque é preciso enfrentar todos os fantasmas de que o paciente queria se livrar quando buscou o remédio. Afinal, o remédio só esconde os problemas. Eles continuarão lá, à espera de solução. O verdadeiro adeus é o momento em que se aprende a lidar com a ansiedade. Sozinho. Ou talvez com uma passadinha rápida na praia. Pensando no namorado. Ou com a ajuda daquela lasanha (bem gorda)." Eu que sou terapeuta e prezo pela vida saudável, faço uma emenda: procure pela ajuda terapêutica, o fortalecimento do autocontrole e pela paz natural, aquela que nos proporcina um respirar em tranquilidade. Nada de lasanhas gordas por aqui...

 

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