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Diário da Região

12/07/2016 - 16h27min

FIT 2016

Guerrilheiras: falta amor no país da ordem e do progresso

FIT 2016

Jorge Etecheber/Divulgação Peça fala das mulheres que morreram na Guerrilha do Araguaia
Peça fala das mulheres que morreram na Guerrilha do Araguaia

‘Para que procurar por gente debaixo da terra se podemos construir pontes e prédios em cima dela?’

Na mitologia do xamanismo, a terra é a mãe, aquela que nos concede o corpo, que nos alimenta e que recebe esse corpo de volta após nossa trajetória sobre ela. Para essa mãe, um filho nunca será esquecido... nunca será desaparecido.

Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos é um documentário teatral (e poético) sobre a terra e seus filhos, em especial suas filhas, guerrilheiras permanentes em um mundo misógino, opressor e egoísta.

Guerrilheiras também é um espetáculo feito por mulheres - artistas referenciais do teatro brasileiro na atualidade que não querem que as pessoas esqueçam (ou desconheçam) das inúmeras lutas e embates por um país com mais igualdade.

Guerrilheiras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É tão estranho imaginar que em um país com a dimensão geográfica do Brasil ainda há tanta gente passando fome e tanta terra sem uma semente pra ser transformada em alimento.

E foi justamente buscando romper com esse paradoxo que 12 mulheres lutaram e morreram na Guerrilha do Araguaia, na parte amazônica do Pará e Tocantins, um dos mais violentos conflitos armados da ditadura militar. O governo mobilizou mais de 3 mil soldados para deter um grupo de 70 guerrilheiros, cujos corpos ‘desapareceram’ debaixo da terra, como tantos outros corpos que ficaram sem paradeiro após o regime militar.

Guerrilheiras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em cena, cinco atrizes reverenciam as histórias dessas mulheres, e de outros tantos oprimido do norte do País que perderam seu pedaço de chão para plantar o pão de cada dia.  São histórias como a de Maria, cuja mãe sempre coloca uma rosa no altar em sua memória e, quando a flor seca, enterra suas pétalas no chão como se enterrasse o corpo da filha.

No país que tem a ordem e o progresso como lema, o amor foi assassinado e o seu sangue escorre pela terra triste e seca por não poder matar a fome de seus filhos.

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