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Diário da Região

20/03/2016 - 00h00min

Flash Bola

Pitanga começa no Timão e fatura título com o Rio Preto

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Arquivo pessoal de Joaquim Orlando Pitanga CAMPEÕES Rio Preto que conquistou o Torneio de Seleções de 1973. De pé, a partir da esquerda: Tino, Gilson Bernardes, Carlos, Cornélio, Jarbas, Adilson Bussada, Carlão, Edvaldo, Tula, Vilson Tadei, Bita e Gil; agachados, na mesma ordem: Wilson, Tião, Pitanga, Nei, Dante, Nerinho, Marquinhos, Caravetti e Pádua
CAMPEÕES Rio Preto que conquistou o Torneio de Seleções de 1973. De pé, a partir da esquerda: Tino, Gilson Bernardes, Carlos, Cornélio, Jarbas, Adilson Bussada, Carlão, Edvaldo, Tula, Vilson Tadei, Bita e Gil; agachados, na mesma ordem: Wilson, Tião, Pitanga, Nei, Dante, Nerinho, Marquinhos, Caravetti e Pádua

Um meia ofensivo, que chegava com perigo à área adversária, Pitanga deu seus primeiros chutes no Corinthians da Vila Cascatinha, de São Vicente, aos 13 anos. Também atuou na base da Portuguesa Santista até ser visto por olheiros do Corinthians, da Capital, em 1968. “Eu ganhava um salário mínimo como servente de pedreiro e o Corinthians me ofereceu dois salários, além de uma bolsa de estudos”, recorda.

Pitanga jogou no juvenil, nos aspirantes, mas não teve chances no profissional do Timão. Então, em 1970, juntou suas tralhas e sumiu. O Santos queria contratá-lo, mas ele preferiu ir para o XV de Piracicaba, que lhe ofereceu dez salários mínimos por mês. Ficou no Nhô Quim até 1973, quando acabou emprestado por um ano ao Rio Preto, por Cr$ 25 mil, mais dois amistosos, com o passe fixado em Cr$ 100 mil.

Começou a treinar na quinta-feira, 1º de fevereiro, e estreou na vitória de 1 a 0 sobre o XV no domingo, dia 18. No amistoso em Piracicaba, o XV deu o troco ao ganhar pelo mesmo placar. Pitanga ajudou o Rio Preto a conquistar o título do Torneio de Seleções, classificatório para o Paulistinha (atual A-2), com cinco vitórias, dois empates e só uma derrota, com 12 gols marcados e seis sofridos, contra Francana, Catanduvense, Rio Claro e Corinthians de Prudente. Pitanga fez um dos gols.

O meia também disputou o Paulistinha, mas o Jacaré terminou em 9º lugar na competição que reuniu Ponte Preta, Ferroviária, América, Botafogo, São Bento, Marília, Noroeste, XV de Piracicaba, Saad de São Caetano do Sul, Paulista, Portuguesa Santista, Nacional e Comercial. Ele fez o gol no 1 a 1 contra o América, no Mário Alves Mendonça, no dia 27 de outubro de 1973. Sua última partida pelo Glorioso foi no 1 a 1 com o Nacional, no sábado, dia 9 de fevereiro de 1974, no Riopretão. “Com o dinheiro que ganhei no Rio Preto, comprei um carro e uma casa em Piracicaba”, diz. Depois, Pitanga retornou ao XV.

Rio Preto 1 X 0 XV de Piracicaba - 18 de fevereiro de 1973

Ficha técnica:

Rio Preto

Gilson Bernardes; Gil, Pádua, Jarbas e Tula (Edvaldo); Vilson Tadei (Tião) e Nei; Wilson (Caixa), Pitanga, Dante e Marquinhos. Técnico: Rubens Minelli.

XV de Piracicaba

Mococa; Volmil, Foguinho, Tutu e Arlindo; Menu e Nelsinho; Celso (Delém), Nestor (Ademir), Pira (Betão) e Ditinho. Técnico: Branco.

Gol: Marquinhos aos 20 minutos do primeiro tempo. Árbitro: Milton Ballerini Júnior. Renda: Cr$ 4.203,00. Público: 938 pagantes. Local: estádio Riopretão, no domingo, dia 18 de fevereiro de 1973, em amistoso que marcou a estreia de Pitanga no Jacaré e que serviu como parte do pagamento do empréstimo dele.

 

Rio Preto 1 X 1 Nacional - 9 de fevereiro de 1974

Ficha técnica:

Rio Preto

Banga; Mário Chuta Chão, Gil, Tino e Tula; Vilson Tadei e Nei; Wilson (Marquinhos) (Helinho), Pitanga, Nerinho e Valdez. Técnico: Jacintho Angelone.

Nacional

Valdir; Valter (Carlos Alberto), Alves, Eduardo e Luis Carlos; Paulinho e Otávio; Vicente (Agostinho), Osvaldo, Servílio e Adão. Técnico: não obtido.

Gols: Vicente aos 2 minutos do 1º tempo e Nei aos 4 minutos do 2º tempo. Árbitro: Remo Beto Neto. Renda: Cr$ 1.000,64. Público: 237 torcedores. Local: estádio Riopretão, no sábado, dia 9 de fevereiro de 1974, pelo Paulistinha (atual A-2), no último jogo de Pitanga pelo Rio Preto.

 

Ídolo e vice-campeão paulista pelo XV

Depois de fazer sucesso no Rio Preto, Pitanga recebeu propostas de América, Noroeste e Comercial, mas como começou a cursar educação física na faculdade de Piracicaba, preferiu voltar ao XV. Com atuações de encher os olhos, tornou-se ídolo no Nhô Quim e ajudou a equipe a ser vice-campeã paulista de 1976. O Palmeiras foi o vencedor ao ganhar de 1 a 0 justamente do XV na penúltima rodada do returno, gol de Jorge Mendonça de cabeça.

Pitanga ainda disputou o Brasileirão de 1976 e de 1977 pela equipe quinzista, até ser emprestado ao São Bento em outubro de 1978. “Fui trocado pelo centroavante Pipica”, recorda. Com o time de Sorocaba, o meia excursionou durante dois meses à Europa e à África. Em 1980, retornou ao XV, que acabou rebaixado do Paulistão para a Segundona (atual A-2). Em 11 de março de 1981, ele rompeu o tendão de Aquiles da perna direita durante um treino. “Não consegui mais me recuperar para jogar em alto nível”, diz Pitanga, que encerrou a carreira aos 33 anos.

Nascido em Araraquara, no dia 4 de junho de 1947, Joaquim Orlando Pitanga mudou-se com os pais para São Vicente, quando ainda era bebê. Após pendurar as chuteiras, ele trabalhou como preparador físico do XV e da Inter de Limeira. Na equipe limeirense, foi campeão paulista de 1986. Também foi fisicultor do Santos entre 1989 e 1994. Hoje, presta serviços ao Limeira Futebol Clube, do empresário Osmar Setim, parceiro da Inter no Paulista Sub-17 e Sub-15. Seu único filho morreu afogado há 11 anos. Casado com Luz Marina, Pitanga mora em Limeira.

Palmeiras 1 X 0 XV de Piracicaba - 18 de agosto de 1976

Ficha técnica:

Palmeiras

Emerson Leão; Valdir, Samuel, Arouca e Ricardo; Pires e Ademir da Guia; Edu, Jorge Mendonça, Toninho e Nei. Técnico: Dudu.

XV de Piracicaba

Doná; Volmil, Fernando Paolilo, Elói e Almeida, Muri e Vágner; Pitanga, Nardela (Capitão), Benê (Paulinho) e João Paulo. Técnico: Dema Lucazecki.

Gol: Jorge Mendonça aos 39 minutos do primeiro tempo. Árbitro: Romualdo Arppi Filho. Renda: Cr$ 777.915,00. Público: 40.283 pagantes. Local: estádio do Parque Antártica, em São Paulo, no domingo, dia 18 de agosto de 1976, pela penúltima rodada do Paulistão, quando o XV, com Pitanga, foi vice-campeão.

 

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