Diário da Região

20/07/2015 - 16h32min

Flash Bola

Marinho Bola de Ouro reúne craques no Rio

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Pirani Fotos - Arquivo de Edwellington Villa AMÉRICA De pé: Serginho Índio, Ademir Gomes, Jorge Lima, Berto, Mauro e Luis Fernando Calori; agachados: Marinho, Cleo, Luis Fernando Gaúcho, Marcelo e Cândido
AMÉRICA De pé: Serginho Índio, Ademir Gomes, Jorge Lima, Berto, Mauro e Luis Fernando Calori; agachados: Marinho, Cleo, Luis Fernando Gaúcho, Marcelo e Cândido

Rápido, habilidoso, inteligente, eficiente nas finalizações e com ótima impulsão, o ponta-direita Marinho tornou-se um dos maiores ídolos da história do América de Rio Preto. Fez fama, ganhou muito dinheiro no futebol, mas o vício em álcool e cocaína o fizeram perder quase todos os bens materiais (no auge chegou a ter oito carros na garagem, inclusive uma Mercedes).
Marinho não só empobreceu, mas também perdeu a saúde. O consumo desvairado de álcool causou acúmulo de gordura no fígado e no rim, além afetar o sistema neurológico dele. O amigo Paulo César Caju, jogador tricampeão com a Seleção Brasileira na Copa de 1970, conseguiu tratamento para Marinho, de graça, em uma clínica de recuperação no Rio de Janeiro. O custo mensal seria de R$ 6 mil.
Diante de tantas dificuldades, amigos se uniram para ajudá-lo e vão promover um jogo beneficente na próxima quinta-feira, a partir das 19 horas, no estádio Odair Gama, na cidade de Três Rios, no Rio de Janeiro. O evento denominado “Marinho Bola de Ouro” contará com a presença de Júnior, Jorginho, Claudio Adão, Adílio, Reinaldo (do Atlético-MG), Arturzinho, Tita, Valdir Bigode e outros craques. O ingresso custa R$ 10. 
Os organizadores também estão aceitando doações nas contas bancárias: 4821-6 da agência 6554 do Bradesco e 13.153-4 da agência 1411 da Caixa Federal. Mais informações também podem ser obtidas pelo Facebook na página “Marinho Bola de Ouro”.
A carreira de Mário José dos Reis Emiliano é repleta de glórias. Ainda menino, começou a jogar nas categorias de base do Atlético-MG, veio para o América, defendeu Bangu, Botafogo-RJ e foi convocado 15 vezes pela Seleção Brasileira. Esteve cotado, inclusive, para disputar a Copa do Mundo de 1986, no México, mas acabou preterido pelo técnico Telê Santana.
Nascido em Belo Horizonte, no dia 23 de maio de 1957, Marinho chegou ao Atlético-MG em 1969. Sete anos depois, disputou a Olimpíada de Montreal, no Canadá, pela Seleção Brasileira Sub-23, junto com Falcão e outras feras. Ao retornar, foi promovido por Telê Santana ao time principal do Galo. Com sua ginga, o “bailarino dos alterosas” ajudou o Atlético-MG a ser campeão estadual invicto. Com ele, a equipe voltou a levantar o caneco em 1978.
Deslumbrado com a súbita fama, passou a ter problemas disciplinares. Ia pra noitada, dormia pouco, não se aplicava nos treinos e passou a ter rendimento medíocre. Acabou afastado do time pelo técnico José Lacerda Filho, o Barbatana. No final de 1978, o Atlético-MG interessou-se por Pedrinho, ponta-direita que veio do Inter-RS e se destacava no América.
Barbatana veio para a equipe rio-pretense e, em 10 de novembro de 1978, convenceu cartolas do Galo a fazerem a troca. O zagueiro Mauro, que já estava emprestado ao Rubro, também foi envolvido na transação.

Demorou sete meses para estrear no América

Marinho se apresentou no América na quarta-feira, 10 de dezembro de 1978, com o Paulistão em andamento, e com o prazo de inscrição de atletas já encerrado. Assim, ele teve que esperar a temporada seguinte para jogar. Nesse meio-tempo, o Santos tentou tirá-lo do América e ofereceu Cr$ 1,5 milhão, mas o presidente Benedito Teixeira, o Birigui, recusou. O Cruzeiro também chegou a assediá-lo. 
Com o apoio da mulher Tânia e a vigilância 24 horas por dia do técnico Barbatana, Marinho superou os problemas extracampo. Mas ele nem chegou a jogar com Barbatana, demitido após a derrota de 4 a 0 para o Santos, no dia 14 de março, e sucedido por Wilson Francisco Alves, o Capão.
Como tinha feito uma cirurgia de correção de um desvio do septo nasal, Marinho só estreou no América na derrota de 1 a 0 para o Taubaté, em amistoso realizado no Vale do Paraíba, em 22 de abril de 1979. A primeira partida oficial foi na derrota de 1 a 0 para o Comercial, em Ribeirão Preto, no dia 1º de julho, na abertura do Paulistão. Foi eleito o melhor ponta-direita do campeonato, numa época que tinha Nilton Batata, Vaguinho, Paulo Cesar Camassutti e outros.
No início de 1982, o América emprestou Marinho ao Atlético-MG, com o passe fixado em Cr$ 40 milhões. Ele teve um retorno arrasador no Galo, mas depois alternou bons e maus momentos. A diretoria atleticana quis comprá-lo, mas se negou a desembolsar os Cr$ 40 milhões e não houve acordo.
As atuações destacadas de Marinho pelo América chamaram a atenção do bicheiro Castor de Andrade, mandatário do Bangu. O cartola veio a Rio Preto na quinta-feira, dia 6 de janeiro de 1983. Depois de cinco horas, o negócio foi fechado. O América cedeu Marinho e em troca recebeu o ponta Dreifus e o centroavante Vagner.
Brilhou no clube de Moça Bonita e foi vice-campeão brasileiro de 1985. Foi eleito melhor jogador do campeonato pela “Revista Placar” e recebeu o prêmio “Bola de Ouro”. Com 83 gols, é o 8º maior artilheiro da história do Bangu.
Em 1988, ficou abalado com a morte por afogamento do filho Marlon Brando, de um ano e oito meses, e seu rendimento nunca mais foi o mesmo. Ainda defendeu o Botafogo-RJ, voltou ao América em 1991 e pendurou a chuteira no ano seguinte, após atuar no Entrerriense, de Três Rios-RJ.

FICHA TÉCNICA

América 4
Valô; Berto, Camilo, Jorge Lima e Ademir Gomes; Gerson Andreotti, Serginho Índio e Marcelo
(Zé Cláudio); Marinho, Mazzola e Cândido. Técnico: Urubatão Calvo Nunes.

Santos 0
Marola; Nelsinho Baptista, Márcio Rossini, Neto e Washington; Miro (Toninho Vieira), Rubens Feijão e
Pita; Nilton Batata (Claudinho), Campos e João Paulo. Técnico: Pepe.

Gols: Marinho a 1 (pênalti) e aos 10 minutos do 1º tempo. Mazzola aos 49 e aos 54 minutos do 2º tempo.
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilla.
Expulsões: Gerson Andreotti, João Paulo e Neto.
Renda: Cr$ 1,684 milhão.
Público: 19.223 pagantes.
Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, no dia 1/10/1980, pelo Paulistão.

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