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Diário da Região

10/07/2016 - 00h00min

FLASH BOLA

Ex-goleiro Leão recorda os duelos contra o América

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Piani Fotos Leão no estádio Mário Alves Mendonça antes da vitória de 1 a 0 do Palmeiras sobre o América pelo Paulistão de 1974. (Colaboração/Piani Fotos)
Leão no estádio Mário Alves Mendonça antes da vitória de 1 a 0 do Palmeiras sobre o América pelo Paulistão de 1974. (Colaboração/Piani Fotos)

Um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, Emerson Leão completa 67 anos de idade nesta segunda-feira, dia 11. Jogou em oito times entre 1967 e 1987, período em que enfrentou o América de Rio Preto 17 vezes, sendo 16 pelo Palmeiras e uma pelo Corinthians. Ele também treinou 20 equipes de 1987 a 2012, além da Seleção Brasileira entre 2000 e 2001.

O primeiro confronto dele contra o Vermelhinho foi pelo Palmeiras no amistoso do dia 31 de janeiro de 1971, no estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, com empate sem gols. Até janeiro de 1975 ocorreram mais seis partidas, com seis vitórias palmeirenses, e Leão não sofreu nenhum gol. “Uma das primeiras vezes que viajei de avião foi de São Paulo a Rio Preto”, diz o ex-goleiro. “Me recordo que o aeroporto não tinha iluminação e os embarques e desembarques eram feitos só durante o dia”, acrescenta. “Acabava o jogo, tomávamos um banho rápido e íamos bem depressa de kombi até o aeroporto para não perdermos o voo de volta.”

Só no oitavo duelo diante do Rubro, no dia 9 de abril de 1975, Leão sofreu o primeiro gol, marcado pelo ponta-esquerda Darci, aos 17 minutos do primeiro tempo. Porém, o Alviverde virou e venceu por 3 a 1. “Quando o América atuava no seu campo antigo, sob a guarda do Birigui (Benedito Teixeira), era um prazer jogar em Rio Preto”, afirma.

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Leão perdeu pela primeira vez para o América no 10º encontro entre eles (2 a 1), no Pacaembu, no dia 10 de agosto de 1975, pelo hexagonal final do Paulistão. O último confronto entre ambos ocorreu no dia 5 de outubro de 1985, no Mário Alves Mendonça, e terminou com triunfo americano por 1 a 0, gol do volante Paulo Cezar Catanoce. “Sempre foi muito difícil jogar em Rio Preto. O campo era menor e a pressão da torcida era maior, além do forte calor da região”, destaca.

Com a camisa do Corinthians, o único confronto aconteceu no dia 8 de outubro de 1983, também no MAM, com vitória do Timão por 1 a 0, gol do atacante reserva Luis Fernando. “Antes havia mais igualdade entre os grandes e os clubes do Interior”, compara. “O América mudou de estádio, teve um crescimento físico, mas não conseguiu trilhar do mesmo jeito em campo, e praticamente acabou, assim como a maioria das equipes do Interior”, opina Leão.

O ex-goleiro mora em São Paulo e ao menos uma vez por mês passa por Rio Preto. “Adoro dirigir e vou de carro até a minha fazenda em Barra do Garças-MT”, conta.

Fez 105 jogos pela Seleção

Nascido em Ribeirão Preto, Emerson Leão começou a carreira no São José em 1967 e no ano seguinte foi para o Comercial. Suas defesas e a forte personalidade chamaram a atenção da diretoria do Palmeiras. Superou a concorrência com Maidana, Peres e Chicão, assumiu a titularidade, firmou-se na equipe em 1969 e foi com a Seleção para a Copa do Mundo de 1970, no México. 

Estreou no time canarinho no amistoso preparatório para o Mundial, na vitória de 2 a 1 sobre a Argentina, no dia 8 de março de 1970, no Maracanã. Aos 20 anos foi campeão da Copa como terceiro goleiro. Félix, do Fluminense, jogava, e Ado, do Corinthians, era o reserva. Leão foi titular do Brasil nos Mundiais de 1974 (Alemanha), 1978 (Argentina) e reserva de Carlos na edição de 1986, no México.

A última partida dele pela Seleção Brasileira foi na goleada de 4 a 2 sobre a Iugoslávia, em amistoso realizado no dia 30 de abril de 1986. No total, foram 105 partidas pelo Brasil, com 64 vitórias, 30 empates e 11 derrotas. Em Copas do Mundo, entrou em campo 14 vezes, com sete vitórias, cinco empates, duas derrotas e sete gols sofridos.

Foram 12 anos no Verdão

No Palmeiras, Leão jogou de 1969 a 1978, e de 1984 a 1986. Integrou o fim da primeira geração da Academia de Futebol do Verdão e conquistou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969, hoje reconhecido pela CBF como legítimo Campeonato Brasileiro. Foi bicampeão nacional (1972/73) e três vezes do Paulista (1972, 1974 e 1976).

É o segundo jogador que mais atuou com a camisa do Palmeiras, atrás apenas de Ademir da Guia, que entrou em campo 901 vezes. Leão disputou 617 partidas pelo clube. Mesmo sendo ídolo da torcida, a perda do título brasileiro de 1978 para o Guarani provocou a saída dele do Verdão.

Acertou com o Vasco e depois transferiu-se para o Grêmio. No clube gaúcho conquistou o Brasileirão de 1981. Retornou ao futebol paulista em 1983, para fazer parte da Democracia Corintiana, que na época contava com Sócrates, Casagrande, Zenon, Biro Biro, Ataliba e outros. Pra não perder o costume, faturou mais um título estadual. Depois, Leão voltou ao Palmeiras e em 1987 foi para o Sport Recife, onde pendurou as luvas.

Recusou proposta para treinar o Las Vegas

Emerson Leão iniciou a carreira de técnico no Sport Recife e deixou o time montado para Jair Picerni ser campeão do Brasileiro de 1987. Depois, dirigiu São José, Coritiba, Portuguesa, XV de Piracicaba, Palmeiras, Juventude, Atlético-MG, Atlético-PR, Santos, Internacional, Grêmio, Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, Goiás, Al-Sadd (Catar), além dos japoneses Shimizu, Verdy Kawasaki e Vissel Kobe.

Ele comandou a Seleção Brasileira entre 2000 e 2001. Seu último trabalho como técnico foi no São Caetano, mas acabou demitido em 25 de outubro de 2012. Como treinador, conquistou o bicampeonato da Copa Conmebol de 1997 pelo Atlético-MG e de 1998 pelo Santos, além de ter ganho o Brasileirão de 2002 pelo Santos, e o Paulista de 2005 pelo São Paulo. Casado com uma psicóloga e pai de duas filhas, Leão hoje administra os seus negócios.

No início deste mês, ele recusou uma proposta para treinar o Las Vegas United FC, dos Estados Unidos. “Não digo nunca mais, mas no momento é difícil eu voltar ao futebol”, diz. “Os 50 anos dedicados ao futebol provocam desgaste. E toda vez que penso que está ruim, vejo que está pior.”

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