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Diário da Região

11/09/2016 - 00h00min

Flash Bola

Centroavante da Seleção em 1966 foi algoz do América

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Arquivo, Divulgação, CBF, Revista Placar e Reprodução CONCENTRAÇÃO - O goleiro Manga, não identificado, o centroavante Alcindo e o goleiro Valdir Joaquim de Moraes na instalação em que a Seleção Brasileira se concentrou, em 1966
CONCENTRAÇÃO - O goleiro Manga, não identificado, o centroavante Alcindo e o goleiro Valdir Joaquim de Moraes na instalação em que a Seleção Brasileira se concentrou, em 1966

Centroavante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, Alcindo Martha de Freitas morreu no último dia 27 de agosto, aos 71 anos, em Porto Alegre, onde morava, em decorrência de complicações provocadas pela diabetes. Ficou internado os últimos três meses de vida no Hospital São Lucas, na capital gaúcha. Alcindo Bugre, como era chamado, começou a carreira no Grêmio, jogou no Santos, Jalisco, América do México e pendurou a chuteira na Francana.

Ao longo de sua trajetória, deixou sua marca de artilheiro ao fazer três gols em três confrontos dominicais contra o América de Rio Preto. Logo na primeira batalha, no dia 30 de julho de 1972, Alcindo fez o tento da vitória do Santos por 1 a 0, no estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto. Ele tinha perdido uma boa chance na primeira etapa e sofrido um pênalti do zagueiro Dobreu, não marcado pelo árbitro Vilmar Serra. Aos 44 minutos do segundo tempo, o lateral Orlando Lelé cruzou da direita e Alcindo, de sem-pulo, mandou para as redes.

Pela Francana, no dia 15 de outubro de 1978, em Franca, no 1º turno do Paulistão, bem vigiado pelos zagueiros Luiz Vieira e Zico, ele viu Heleno abrir o marcador para o América, e Assis, que depois fez sucesso no Atlético-PR e Fluminense, decretar o empate de 1 a 1. No dia 11 de março de 1979, pelo 2º turno do estadual, Alcindo calou 7.125 americanos no empate de 3 a 3 no MAM. O América ganhava da Francana por 3 a 0 até aos 25 minutos do 2º tempo, com dois gols do meia Tadeu, um de falta e outro de pênalti, e outro do lateral-esquerdo Ademir Gomes.

Alcindo havia entrado no intervalo no lugar do armador Marinho, com o placar apontando 1 a 0 para o Rubro. O centroavante sofreu pênalti do goleiro Edson. Ele mesmo cobrou e deu início à reação. Aos 38, Assis marcou o 2º. O empate veio aos 41, novamente com o algoz Alcindo.

América 0 X 1 Santos - 30 de julho de 1972

Ficha técnica:

América

Marcão Ortolan; Paulinho, Dobreu, Jairzão e Walter; Nelson Prandi e Didi; Wilson (Cornélio), Paraná (Jean), Milton e Mazinho. Técnico: Vail Mota.

Santos

Cejas; Orlando Lelé, Vicente, Oberdan e Turcão; Clodoaldo e Léo Oliveira; Jader, Alcindo, Pelé e Edu. Técnico: Jair Rosa Pinto.

Gol: Alcindo aos 44 minutos do segundo tempo. Árbitro: Wilmar Serra. Renda: Cr$ Cr$ 126.628,00. Público: 13.211 pagantes. Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, no domingo, dia 30 de julho de 1972, pelo Paulistão.

 

Começa no Grêmio e para na Francana

Nascido na cidade gaúcha de Sapucaia do Sul, no dia 31 de março de 1945, Alcindo chegou ao Grêmio ainda menino, com 15 anos, em 1960, após ser dispensado pelo Inter por pedir ajuda de custo para treinar. Em 1963, para adquirir experiência, passou um ano emprestado ao Rio Grande. Retornou ao tricolor gaúcho e estreou no Gre-Nal realizado em 1964, iniciando uma rivalidade com o goleiro Carlos Gainete. A cada confronto, os dois protagonizavam lances incríveis, discussões e brigas.

Alcindo fazia um gol atrás do outro, passou a se destacar e foi convocado pelo técnico Vicente Feola para defender a Seleção Brasileira. Disputou a Copa do Mundo de 1966, quando o Brasil deu vexame ao ser eliminado precocemente na primeira fase. Venceu a Bulgária por 2 a 0 na estreia. Pelé se machucou e a equipe perdeu de Hungria e Portugal, ambos por 3 a 1, e voltou para casa. Em sete partidas com a camisa canarinho até 1967, Alcindo marcou um gol.

Tornou-se amigo de Pelé, que o levou para o Santos em 1972. Jogou apenas duas temporadas com o Rei. Se aventurou pelo futebol mexicano ao ser negociado com o Jalisco e, posteriormente, com o América. Retornou ao Grêmio em 1977 para ser campeão gaúcho. Pendurou a chuteira no ano seguinte, após atuar pela Francana no Paulistão. Além de uma legião de gremistas saudosos, Alcindo deixou a mulher Rosângela e os filhos Yur, Ray e Dayó.

Brasil 2 X 0 Bulgária - 12 de julho de 1966

Ficha técnica:

Brasil

Gylmar dos Santos Neves; Djalma Santos, Bellini, Altair e Paulo Henrique; Lima e Denilson; Garrincha, Pelé, Alcindo e Jairzinho. Técnico: Vicente Feola.

Bulgária

Naidenov; Shalamanov, Kutzov, Gaganelonov e Penev; Zhekov e Dermendjev ; Stojan Kotov, Asparukhov, Kolev e Yakimov. Técnico: Rudolf Vytlacil.

Gols: Pelé aos 15 minutos do primeiro tempo e Garrincha aos 18 minutos do segundo tempo. Árbitro: Kurt Tschenscher (Alemanha). Renda: não fornecida. Público: 48 mil pessoas. Local: Goodison Park Stadium, em Liverpool (Inglaterra), na terçafeira, dia 12 de julho de 1966, na primeira rodada da Copa do Mundo.

 

Ídolo e maior artilheiro da história gremista

Reconhecido como um dos maiores centroavantes do Grêmio, Alcindo fez do Olímpico a sua casa e seu palco preferido. Conhecia cada palmo daquele gramado, onde atuou por 11 anos, mas na área ele se sentia mais à vontade. Tornou-se insuperável no estádio gremista ao marcar 129 gols em 186 partidas disputadas, com média de dois gols a cada três jogos. 

Maior artilheiro da história do tricolor dos pampas, balançou as redes adversárias 264 vezes. Foi seis vezes campeão gaúcho (obteve o penta de 1964 a 1968, e também colocou a faixa no peito em 1977). No total, fez 630 gols numa carreira marcada por muita garra, determinação e amor à camisa. Também ganhou fama por ser o maior artilheiro do clássico com o Internacional, o Gre-Nal, com 12 gols em 26 duelos e a média de 0,46.

 

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