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Diário da Região

27/03/2016 - 00h00min

Flash Bola

Atacante Gaúcho fez cinco confrontos contra o América

Flash Bola

Arquivo PALMEIRAS - Formação de 1988. De pé, a partir da esquerda: Zetti, Heraldo, Zanata, Márcio, Denys e Lino; agachados, na mesma ordem: Edu Manga, Gerson Caçapa, Gaúcho, Tato e Ditinho Souza
PALMEIRAS - Formação de 1988. De pé, a partir da esquerda: Zetti, Heraldo, Zanata, Márcio, Denys e Lino; agachados, na mesma ordem: Edu Manga, Gerson Caçapa, Gaúcho, Tato e Ditinho Souza

Luís Carlos Toffoli, o centroavante Gaúcho, ídolo no Palmeiras e no Flamengo no final da década de 1980 e início dos anos 1990, disputou cinco duelos contra o América de Rio Preto durante a sua trajetória futebolística e não marcou gols. O Flash Bola rende uma homenagem a este artilheiro, que morreu no último dia 17 de março, aos 52 anos, vítima de um câncer de próstata.

Nascido em Canoas, na Grande Porto Alegre-RS, no dia 7 de março de 1964, ele começou a carreira nas categorias de base do Flamengo-RJ. Depois, rodou por XV de Piracicaba, Grêmio-RS, Verdy Kawasaki (Japão), Santo André, Palmeiras, voltou ao Flamengo, Lecce da Itália, Atlético-MG, Boca Juniors da Argentina, Ponte Preta, Fluminense e Anápolis-GO, onde pendurou as chuteiras em 1996.

O primeiro confronto dele diante do América aconteceu no domingo, dia 25 de agosto de 1985, atuando pelo XV de Piracicaba, pelo Paulistão. O novato de 21 anos foi escalado para substituir Dadá Maravilha, que era aguardado pela torcida americana e pelo zagueiro Orlando Fumaça, mas “deu os canos” e não apareceu em Rio Preto para a partida.

O jogo foi interrompido aos 24 minutos do primeiro tempo, após o árbitro Walter Gabriel Mitre marcar um pênalti para o XV, de Catanoce sobre Vaguinho. Dirigentes e alguns torcedores do Vermelhinho invadiram o campo e impediram a cobrança. Mitre alegou falta de segurança e deu a partida por encerrada. Dias depois, o time piracicabano ganhou os pontos no “tapetão”.

O segundo duelo ocorreu em 1988. Gaúcho vestia a camisa do Santo André. Houve empate de 1 a 1 no estádio Bruno José Daniel. Osmarzinho abriu o placar para a equipe andreense e Serrano igualou para o Rubro a oito minutos do fim. O Santo André contava com os experientes Luis Pereira, Dicá, Toninho Oliveira, entre outros. No Paulistão de 1989, Gaúcho esteve no estádio Mário Alves Mendonça com o Palmeiras, que derrotou o América por 2 a 0, com gols de Neto e Edu Manga.

As duas últimas vezes foram pela Ponte Preta no Paulistão de 1995. No domingo, dia 9 de abril, pelo primeiro turno, houve empate sem gols no Mário Alves Mendonça. Pelo returno, no domingo, dia 14 de maio, nova igualdade, desta feita em 1 a 1, no Moisés Lucarelli, em Campinas. Com o resultado, a Macaca ficou em penúltimo lugar entre os 16 participantes, com 21 pontos. O Rubro era 11º, com 26.

 

América 0 X 2 Palmeiras - 26 de fevereiro de 1989

Ficha técnica:

América

Zé Carlos; Edinan, Ricardo Cavalo, Roberto Fonseca e Flávio Miranda; Sergião (Márcio Florêncio), Alberto e Zé Roberto; João Santos (Gil Catanoce), Roberto Carlos e Gerson. Técnico: Luis Carlos Ferreira.

Palmeiras

Velloso; Luis Fernando, Toninho Cecílio, Dario Pereyra e Abelardo; Dorival Junior, Careca Bianchesi e Edu Manga; Buião, Gaúcho (Gerson Caçapa) e Neto (Bandeira). Técnico: Emerson Leão.

Gols: Neto aos 8 minutos do primeiro tempo e Edu Manga aos 44 minutos do 2º tempo. Árbitro: Osvaldo dos Santos Ramos. Renda: Cr$ 28.144,00. Público: 14.072 pagantes. Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, no dia 26 de fevereiro de 1989, pelo Paulistão.

 

América 0 X 0 XV de Piracicaba - 25 de agosto de 1985

Ficha técnica:

América

Barbirotto; Gilmar, Orlando Fumaça, Roberto Fonseca e Daniel; Paulo Cezar Catanoce, Amado e Toninho; Serrano, Luis Fernando Gaúcho e Mané. Técnico: Urubatão Calvo Nunes.

XV de Piracicaba

Sidmar; Ijuí, Ailton Luís, Nelson e Paulo Roberto; Chicão, Douglas e Vaguinho; Bandelack, Gaúcho e Cássio. Técnico: Julinho Barcellos.

Árbitro: Walter Gabriel Mitre. Expulsão: Orlando Fumaça. Renda: Cr$ 32.660,00. Público: 3.266 pagantes e 281 menores. Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, no domingo, dia 25 de agosto de 1985, pelo Paulistão, com Gaúcho no XV.

 

Ponte Preta 1 X 1 América - 14 de maio de 1995

Ficha técnica:

Ponte Preta

João Brigatti; Zelão, Pedro Luis, Toninho Carlos e Paulo César (Bimba); Julio Cesar, Carlos André e Macalé (Paraíba); Agnaldo Lopes (Everaldo), Gaúcho e João Paulo. Técnico: Geninho.

América

Neneca; Renato Cruz, Renato Carioca, Davi e Robinson; Negão (Roberto Alves), Edinan, Serginho Carioca e Edson Pezinho; Sandro (Léo) e Ricardo Oliveira (Papita). Técnico: Julio Cesar Leal.

Gols: João Paulo (falta) aos 23 minutos do 1º tempo e Robinson aos 28 do 2º tempo. Árbitro: Dionísio Roberto Domingos. Renda: R$ 22.760,00. Público: 3.241 pagantes. Local: estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, no domingo, dia 14 de maio de 1995, pelo Paulistão, na última vez que Gaúcho enfrentou o América.

 

Campeão brasileiro e ídolo no Flamengo

Em 1990, Gaúcho trocou o Palmeiras pelo Flamengo. Com seus gols de cabeça - seu ponto forte -, ajudou o rubro-negro a conquistar a Copa do Brasil de 1990, o Carioca de 1991 e o Brasileirão de 1992. Na decisão da competição nacional, por ter feito melhor campanha, o Botafogo-RJ jogava por dois empates. Porém, com gols de Júnior, Nélio e Gaúcho, o Mengão abriu 3 a 0 na 1ª partida. No dia seguinte, Gaúcho reuniu amigos para comemorar o triunfo.

Renato Gaúcho, estrela do Botafogo, compareceu e acabou afastado da equipe. O 2º jogo, no dia 19 de julho, terminou 2 a 2, com 122 mil pessoas no Maracanã. Uma grade da arquibancada se rompeu, matando três pessoas e ferindo centenas. Gaúcho disputou 198 partidas e fez 98 gols pelo Flamengo. Foi artilheiro dos Cariocas de 1990 e de 1991, da Libertadores de 1991 e da Supercopa de 1991. No total, acumulou 11 títulos na carreira. Em 2001, fundou o Cuiabá Esporte Clube. Ele morava em Cuiabá, onde criava gado e era dono de uma escola de futebol.

 

Flamengo 3 X 0 Botafogo - 12 de Julho de 1992

Ficha técnica:

Flamengo

Gilmar Rinaldi; Fabinho, Júnior Baiano, Wilson Gottardo e Piá; Uidemar, Júnior e Zinho; Nélio (Paulo Nunes), Gaúcho e Júlio César (Marcelinho Carioca). Técnico: Carlinhos.

Botafogo

Ricardo Cruz; Odemilson, Renê Playboy, Márcio Santos e Válber; Carlos Alberto Santos, Pingo e Carlos Alberto Dias. Renato Gaúcho, Valdeir e Pichetti. Técnico: Buffalo Gil.

Gols: Júnior aos 15, Nélio aos 34 e Gaúcho aos 38 minutos do primeiro tempo. Árbitro: José Roberto Wright. Renda: não obtida. Público: 102.547 pagantes. Local: Maracanã, no Rio de Janeiro, no domingo, dia 12 de Julho de 1992, no 1º jogo decisivo do Brasileirão, com um dos gols marcado por Gaúcho.

 

Foi para o gol e defendeu 2 pênaltis

Gaúcho ficou famoso no Palmeiras. Chegou ao clube no início de agosto de 1988, meio que desacreditado, mesmo depois de uma boa passagem pelo Santo André. Estreou na vitória de 2 a 1 sobre o Sãocarlense, em amistoso realizado em São Carlos no dia 18 de agosto. Três dias depois, em novo amistoso, marcou o seu primeiro gol pelo Alviverde no 2 a 2 diante do Operário, em Campo Grande-MS.

O ex-centroavante protagonizou uma história incrível na noite de quarta-feira, dia 17 de novembro de 1988, contra o Flamengo, pelo Brasileirão. Ele entrou no lugar de Sílvio e logo depois o lateral-esquerdo palmeirense Denys foi expulso. Mesmo assim, Mauro abriu o placar para o Alviverde. O técnico Ênio Andrade também havia colocado Amauri no posto do volante Lino.

Aos 40 do segundo tempo, numa dividida com o jovem atacante Bebeto, o goleiro Zetti quebrou a perna. Como o Palmeiras já havia feito as duas substituições permitidas na época, Gaúcho foi para o gol. Aos 47, o Fla</CW><CW-28>mengo empatou com Bebeto, de cabeça, após cruzamento de Zico.

Pelo regulamento, todo empate levava o jogo aos pênaltis e o ganhador somava um ponto extra. Foi aí que brilhou a estrela de Gaúcho, que defendeu as cobranças de Aldair e Zinho. Ele ainda converteu o seu pênalti e deu a vitória ao Verdão por 4 a 3. Pelo Palmeiras, Gaúcho atuou em 79 jogos (34 vitórias, 26 empates, 19 derrotas) e fez 31 gols.

Flamengo 1 X 1 Palmeiras - 17 de novembro de 1988

Ficha técnica:

Flamengo

Zé Carlos, Xande Marques (Renato), Aldair, Dario Pereyra e Leonardo; Delacir, Aíton e Zico; Sérgio Araújo, Bebeto e Zinho. Técnico: Telê Santana.

Palmeiras

Zetti, Zanata, Toninho, Heraldo e Denys; Lino (Amauri), Gerson Caçapa e Bandeira; Tato, Sílvio (Gaúcho) e Mauro. Técnico: Ênio Andrade.

Gols: Mauro aos 21 e Bebeto aos 47 minutos do segundo tempo. Pênaltis: 4 a 3 para o Palmeiras. Árbitro: Nei Andrade Nunes Maia (BA). Expulsão: Denys. Renda: não obtida. Público: 14.638 pagantes. Local: Maracanã, no Rio de Janeiro, na quarta-feira, dia 17 de novembro de 1988, pelo Brasileirão, quando Gaúcho defendeu dois pênaltis e garantiu o ponto extra ao time palmeirense.

 

 

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