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Diário da Região

14/12/2015 - 13h03min

Entrevista

Escritor da nossa região dá dicas aos jovens que desejam aventurar-se na literatura

Entrevista

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O escritor Assis Furtado, radicado em Araraquara, é graduado em Letras e cursa mestrado em Estudos Literários na Unesp. É responsável pelo Curso de Produção Literária na Casa da Cultura e integra o Conselho Municipal de Cultura de Araraquara. Publicou crônicas em jornais, poemas em revistas literárias e contos em antologias.

 

 

 

 

BLOG. Como você se descobriu escritor?

A.F. Minha mãe sempre lia muito; não só isso, ela lia e comentava suas leituras, os personagens, e especialmente a interpretação que ela fazia das histórias. Para além da leitura, ela gostava de contar para mim e para as minhas duas irmãs menores as histórias das aventuras e desventuras dos nossos antepassados. Meu avô, seu pai, por exemplo, contava para mim muitas histórias do tempo em que ele foi “pracinha”, lutou na Campanha da Itália, e isso tudo ele contava para a minha mãe e para as minhas tias, também. Minha avó paterna, por outro lado, muito religiosa, fazia o mesmo, só que com os textos bíblicos, ressaltando sempre que havia uma mensagem importante por detrás das Sagradas Escrituras, a qual devia ser compreendida. Quando meu avô morreu – eu tinha dez anos de idade – minha mãe começou a escrever as histórias da família num caderninho: meu esforço, menino, em imitá-la, creio que tenha sido o primeiro passo para essa descoberta. Já na escola, tive professores de Língua Portuguesa que me incentivaram bastante – e faço questão de mencionar aqui o Prof. Claudemir, que foi, além de tudo, o primeiro a me chamar de “Assis” e não de “Daniel” quando fiz a quinta série. Eu procurava, naquela época, conciliar uma história – fosse proposta pelos exercícios de redação ou mesmo “inventada” – com aquele princípio para o qual a minha avó tinha me chamado a atenção: de que há alguma coisa a mais em todo enredo – e, por que não?, em toda ação humana, também. Creio que os elogios que tive da parte de meus coleguinhas de escola e o incentivo que os professores me deram tenham sido um segundo passo para essa descoberta. O terceiro passo, este, então, conclusivo, foi quando comecei a participar de concursos literários – aliás, não só participar, mas também ser, ou não ser, premiado. Isso foi há uns quinze anos. De lá para cá, resolvi investir nesse caminho.

 

BLOG. Quais são os autores que marcaram sua vida?

A.F. Das leituras que marcaram minha vida devo destacar, a princípio, Jorge Amado e Gabriel García Márquez, que foram os primeiros autores lidos e comentados pela minha mãe, como mencionei anteriormente. Das minhas próprias leituras, destaco em especial Os pastores da noite e Tenda dos milagres, do primeiro, e Cem anos de solidão, do último, lembrando que esses dois autores foram marcantes por terem sido os primeiros com os quais tive contato. Naquele tempo teve Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre e Câmara Cascudo, que minha mãe lia e comentava, também. Depois, ainda nos mais marcantes, vieram João Guimarães Rosa, com Primeiras estórias e Sagarana; Graciliano Ramos, com Angústia; e João Simões Lopes Neto, com seus Contos gauchescos. Estes li por conta própria. Tive, muito cedo, contato com outros autores que, para mim, se tornaram muito importantes: Homero, que me levou a Hesíodo; Dante Alighieri, que me levou a Giovanni Boccaccio; e Charles Dickens, que me levou a Mark Twain. Meu pai me fornecia grandes leituras e recomendações, especialmente na área de ficção científica: Ray Bradbury, Aldous Huxley, George Orwell e H. G. Wells. Ele me deu de presente o Bhagavad Gita, que me levou ao Mahabharata, que me levou a Rumi. Li Cervantes na adolescência; assim como Euclides da Cunha, Rubem Braga, Manuel Antônio de Almeida e Mário de Andrade. Monteiro Lobato fui ler bem mais tarde, assim como Rubem Fonseca, Dalton Trevisan, Aníbal Machado e José J. Veiga – estes dois últimos, muito especiais para mim. Li Moacyr Scliar muito tardiamente, mas antes tarde do que nunca! As leituras que fiz dos temas da “cavalaria” – como o ciclo arturiano, A demanda do Graal, o Clarimundo e o Parsifal, entre outros – foram uma experiência muito forte. Abro parênteses para citar a leitura do Príncipe Valente: história em quadrinhos de que gosto muito. Esses “temas guerreiros”, aliados aos romances sertanejos que eu já conhecia pelo Câmara Cascudo, somaram-se à leitura duma excelente obra: o livro Mina R, de Roberto de Mello e Souza. Esta, assim como Guerra em surdina, de Boris Schnaiderman, me influenciou muito no tempo em que eu escrevia meus “contos de guerra”. Teve também Luís de Camões, Fernão Mendes Pinto e a História trágico-marítima nessa época. Na poesia, devo citar Jorge de Lima, Carlos Drummond de Andrade, Castro Alves, Sousândrade e Alberto Caeiro. Michel de Montaigne, Jean-Jacques Rousseau e Henry David Thoreau foram autores marcantes, também, assim como a leitura do Papalagui e de Hans Staden. Mais recentemente, quero citar a poetisa Bruna Beber e a romancista Carol Bensimon, cujas obras me incentivaram bastante a publicar meu próprio livro. E continuo lendo, também.

 

BLOG. Como você vivencia o processo criativo de uma obra literária?

A.F. Capturar ideias, ou motivos, para a composição duma obra literária – ação esta, relacionada diretamente com a inspiração – é sempre o primeiro momento. Gosto muito de caminhar pelas ruas, conversar com as pessoas, observar como tudo funciona na prática. Gosto também de visitar museus, tanto de Arte quanto históricos; assistir a espetáculos teatrais e de dança – estes últimos, sempre muito inspiradores; e de ouvir música. A Pinacoteca do Estado, em São Paulo, por exemplo, oferece a toda visita uma experiência forte. Caminhar pelo calçadão, tomar um cafezinho nalguma esquina, trocar uma palavra qualquer com desconhecidos, escutar as conversas das pessoas no ônibus e ler jornais são boas fontes de inspiração, também. Uma vez capturado o material, dedico um bom tempo ao estudo do tema. Consulto enciclopédias e dicionários. Volto a conversar com as pessoas para tentar uma outra visão sobre a mesma coisa. Pesquiso o que já foi escrito sobre aquilo no passado. Leio. Coleto vocabulário. Tomo nota. Releio o que eu mesmo já escrevi anteriormente, quando é o caso. Então faço um esboço dos personagens, dos eventos e da estrutura do que vai ser escrito: escrevo tudo – de preferência, duma só vez – de caneta azul. Reviso o que escrevi, faço alterações, busco palavras ou expressões: é nesse momento que avalio se o tema vale a pena ou não. Na maioria das vezes o trabalho fica engavetado, mesmo; aumentando a pilha de manuscritos. Quando sim, prossigo para um segundo rascunho, ainda em azul. Mostro aos amigos, peço opiniões sinceras. Considero. Faço uma última revisão e copio o texto final no caderno: agora em tinta preta. Passo a limpo no computador – acrescento uma ilustração, às vezes, por conta própria; ou uma epígrafe, hoje mais raramente. Eu queria mesmo é ter outra vez uma máquina de escrever – Remington ou Olivetti – para passar a limpo o texto final. Esse processo não vale exatamente para tudo o que escrevo, mas para a maior parte. Pode durar algumas horas, mas também pode demorar um punhado de anos. Estou com material “em aberto” de cinco, dez, anos atrás, esperando a vez. Agora, vivenciar tudo isso, geralmente para mim é muito sofrido: tanto pelo esforço dispensado, prejudicado pela proverbial falta de tempo, comum a todos nós, quanto pela empatia que sinto pelos meus próprios personagens. Fico com a sensação de que não posso fazer nada por eles, ainda que possa.

 

BLOG. Qual foi a motivação para a escolha do título da obra “Morro da Dezembrada”?

A.F. Ambientei a novela “Morro da Dezembrada” em minha cidade natal – Duque de Caxias/RJ. Os primos do protagonista soltando pipa são o Thiago e o Tarcísio, meus amigos de infância, que certamente se reconheceram durante a leitura. Chupar manga no pé e conviver com casos de violência do passado também foram coisas que vivi, eu mesmo, e que trouxe para aquela história. Achei por bem “disfarçar” o morro, citando um episódio da Guerra do Paraguai no qual o Luís Alves de Lima e Silva – o Duque de Caxias – teve participação decisiva: a “Dezembrada”. Eis o segredo do nome. Quanto ao próprio morro – elemento geográfico –, lembro ter visto num museu, não sei se em Sabará ou em Ouro Preto, Minas Gerais, uma imagem de devoção popular do Menino Jesus do Monte. Ali, o “monte” era uma alegoria do mundo, já que nele, sobre o qual Jesus Menino se levantava, estavam representadas as diversas atividades humanas: a lavadeira, o camponês, a fofoqueira na janela, o padre, a dona de casa, o boiadeiro etc. No conto “Menino com pássaro”, por exemplo, a mãe pergunta ao filho se o avô lhe mostrou como é o mundo. Essa mímese é outra coisa que eu quis trazer para a obra, de um modo geral: uma verdade que verifico na prática, caminhando pelas ruas, conversando com desconhecidos, escutando “causos” nos pontos de ônibus. Decidi pelo nome do livro quando todas as nove histórias já estavam prontas, quando percebi que todas elas tinham alguma coisa a ver com aquela ambientação; por isso, “Morro da Dezembrada e outras histórias”.

 

BLOG. Em seu livro, percebemos que as histórias são narradas sob o ponto de vista masculino. Foi um recurso proposital?

A.F. Não foi intencional. Apesar de a crítica literária valorizar muito a função e a pessoa do narrador, assim como o foco narrativo, não costumo levar esses conceitos tão a sério quando escrevo. Prefiro muito mais me concentrar nos acontecimentos, nas ações e nos resultados das escolhas dos personagens. Quanto ao ponto de vista, acho que cada história pede o seu: não saberia afirmar se há um meu preferido ou se não. Vou escrevendo. Em respeito ao fato específico de ser um ponto de vista masculino, confesso que nunca tinha parado para pensar nisso antes – pelo menos, não conscientemente. Creio que as leituras que fiz – de histórias de aventuras, de cavaleiros, de grandes paixões – me influenciaram bastante nesse aspecto. Não penso que temas tais sejam exclusividade masculina; no meu caso, as histórias que escrevi do ponto de vista de uma personagem feminina ou não ficaram do meu agrado – satisfatórias o suficiente para serem publicadas – ou simplesmente estão esperando a sua vez.

 

BLOG. Ao conversar com alguém, você já se sentiu em um monólogo (como ocorre no conto “Trânsito”)? Qual a importância de “saber ouvir” nos tempos atuais?

A.F. Tenho para mim que a conversa ideal seja uma ocasião em que os participantes, sejam dois ou mais, todos troquem palavras entre si, expondo seus assuntos, comentando e também ouvindo o que os demais têm a dizer. É claro que nem sempre isso acontece: há uns com maior desenvoltura, expressão ou carisma, que acabam se tornando o centro das atenções, e há outros mais tímidos, inseguros ou mesmo incapazes de acompanhar a conversa. Não tenho esclarecimento suficiente sobre mim mesmo – isso deixo para os meus amigos comentarem – para dizer a qual desses tipos de pessoa pertenço, mas procuro sempre mais ouvir do que falar nessas oportunidades. Sendo assim, não me recordo de ter proferido nenhum “monólogo” antes: se o faço, faço por escrito. No próprio título do conto “Trânsito” enxerguei não apenas um trânsito de pessoas ou de veículos, mas principalmente um trânsito de experiências: o protagonista, que relembra os eventos mais marcantes de sua vida e, ao mesmo tempo, revela seus sonhos, e a passageira, que escuta e, nas entrelinhas, indaga e põe lenha na fogueira. Do jeito que ficou, parece, mesmo, um monólogo: nem a voz dessa interlocutora, tampouco a do menino que vem buscar a bagagem dela, estão expressas “graficamente” – daí a impressão de um monólogo. Quanto ao “saber ouvir”, penso que há muito mais nessa expressão do que a mera referência ao sentido da audição. Creio que “saber ouvir” seja uma capacidade muito mais relacionada à empatia e ao respeito que temos para com o próximo, assim como o discernimento e a intuição. “Saber ouvir” não seria, portanto, uma habilidade que se restringiria ao “escutar”, mas que estaria, sim, associada a muitos níveis de percepção que, na minha opinião, precisam ser cultivados. Lembro aqui da cena dum filme de faroeste de que gosto muito – o Pequeno grande homem (EUA, 1970; direção de Arthur Penn). O protagonista retorna à aldeia cheyenne onde cresceu e encontra seu avô de criação, chefe da tribo, que ficou cego devido a um ferimento recebido em combate contra a cavalaria dos Estados Unidos. Ele se espanta: “vovô! o senhor está cego!” O ancião responde: “não estou cego, não: ainda posso enxergar muito bem; o sabre do inimigo cortou o túnel que leva a luz dos meus olhos até o meu coração, foi só isso.” Fala-se muito em “promover o diálogo” nos dias atuais – e isso, sem dúvida alguma, é muito importante. Mas esse diálogo precisa, por um lado, considerar e respeitar pontos de vista diferentes, muitas vezes conflitantes, e, por outro lado, ter um objetivo concreto e uma perspectiva de se tornar uma prática. De outro modo, ele vai se transformar num falatório inútil, numa perda de tempo e – pior de tudo – numa patente ocasião de desculpa para não se tomar atitude alguma: e afirmo isso com base na minha atuação no Conselho Municipal de Cultura de Araraquara! Acontece que vemos muitas vezes o discurso da promoção do diálogo sendo usado tanto para se conseguir esse “respaldo para não se fazer nada” quanto como um instrumento de segregação das pessoas de acordo com os seus próprios interesses particulares; ou seja: o que deveria ser uma ferramenta de concórdia e de promoção do bem comum se torna uma sementinha de discórdia. “Saber ouvir”, portanto, é também saber se colocar no lugar do outro. Mas isso não quer dizer que a gente deva ser passivo, estar omisso ou ficar calado diante da injustiça e da perversidade, não.

 

BLOG. Qual é o papel da Universidade em sua trajetória na literatura?

A.F. O Prof. Glauco Arbix comentou a primeiríssima prova que fiz para a disciplina Sociologia como sendo uma “alegoria”, não um texto acadêmico, recomendando enfaticamente que eu deixasse as Ciências Sociais e fosse cursar Letras. Tenho muito a lhe agradecer: abandonei a Universidade de São Paulo no terceiro ano de graduação. Fiz muitos amigos naquele tempo – entre eles André Yano, aqui de São José do Rio Preto. Prestei Música, não passei: minha segunda opção foi Letras, na Unesp de Araraquara. A lista de professores aos quais devo gratidão é extensa; para citar somente alguns, sou grato à Prof.ª Márcia Gobbi, que me arrastou mais a fundo da literatura medieval portuguesa; à Prof.ª Renata Soares Junqueira, que me orientou na época em que fui estagiário da biblioteca do Centro de Estudos Portugueses (grandes leituras!); à Prof.ª Maria Lúcia Outeiro Fernandes, que me apresentou aos prosadores portugueses recentes, como Alves Redol, por exemplo; à Prof.ª Maria Celeste Consolin Dezotti, que me ensinou a língua grega; ao Prof. José Dejalma Dezotti, que me ensinou o latim; ao Prof. Fernando Brandão dos Santos, que me mostrou Ésquilo, Eurípides e Sófocles; à Prof.ª Edvanda Bonavina da Rosa, que até hoje me ensina um bocado de coisas; aos professores Arnaldo Cortina e Antônio Suárez Abreu – e especialmente à Prof.ª Sylvia Telarolli –, que leram meus originais e fizeram apreciações importantíssimas; ao Prof. Antônio Donizeti Pires, meu atual orientador no mestrado, que sempre me lembra que a poesia é muito mais forte do que parece; e mais recentemente ao Prof. João Batista Toledo Prado, com suas visões sobre mitologia, à Prof.ª Natália Fadel Barcellos, investindo na literatura contemporânea, e ao Prof. Alcides Cardoso dos Santos, com a filosofia na literatura e vice-versa. Fiz muitos amigos, também; a lista é igualmente extensa, mas, por mínimo que tenha sido o contato, literariamente falando, sou grato aos poetas Alfredo Henrique Gomes e Bruno Malavolta; aos contistas André Rocha e Luigi Ricciardi; às apreciações sinceras das amigas Geise Pereira, Naiara Moreno, Marcela Gabriel, Allice Toledo Lima e Débora Duarte, que comentaram – e ainda comentam – meus textos. E tem muito mais gente: menciono aqui apenas algumas daquelas pessoas que a Universidade me trouxe.

 

BLOG. Quais conselhos você daria aos jovens escritores?

A.F. Escrevam. Leiam. Participem das coisas que acontecem ao seu redor. Escrevam sobre elas. Leiam mais. Comentem. Anotem os comentários. Mostrem aos amigos o que vocês escreveram. Saibam ouvir críticas negativas. Cultivem o desprendimento em relação ao que está escrito: o texto é de vocês, vocês podem mudá-lo. Leiam mais. Conversem com as pessoas. Tenham um cachorro ou um gato. Não recomendo um jabuti, uma iguana ou uma jiboia porque estes têm sangue frio. Vocês não têm sangue frio. Vocês têm a predisposição natural para escrever a Verdade. Todos os dias. Tenham disciplina. Tenham humildade. Leiam. Escrevam. Escrevam a Verdade.

 

BLOG. Você tem novos projetos de publicação?

A.F. Já concluí quatro novas histórias – uma delas, a propósito, escrita durante minha estadia em São José do Rio Preto em outubro passado – e assim que tiver nove quero publicá-las num novo livro. Tenho quatro temas a serem trabalhados, por isso só me falta mais um para poder pensar na nova obra. Tenho também alguns versos que costumo declamar nos saraus que frequento, mas não em quantidade suficiente para preencher as páginas dum livro. Quando o tiver, publico os poemas. Escrevi recentemente uma peça de teatro, que estou ensaiando com alguns amigos. Quando estiver tudo em cima, pretendo circular com ela, também. Às vezes sai uma crônica ou outra, mas quando envio aos meios de divulgação elas geralmente já estão obsoletas: ainda não consigo produzir um texto com a rapidez necessária – mas sigo tentando.

 

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