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A descultura de Rio Preto
segunda-feira, 21/09/15, às 10:31, por
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“Eita. Ontem roubaram no centro da cidade a bicicleta do Miguelavo. E debaixo das barbas dele. Vamos vender este quadro que ele fez sobre a 'descultura da cidade' para comprar outra. É muito interessante. In Box ok.”

Semana passada, o documentarista Fernando Marques publicou o texto acima no Facebook, acompanhado de duas imagens de uma obra do ilustre artista cearense radicado em Rio Preto Miguelavo.

Trata-se de uma tela em que Miguelavo pintou a morte a espreitar o prédio da Biblioteca, sede da pasta da Cultura, com os símbolos de diferentes manifestações artísticas despedaçados pelo chão da Praça Cívica, trabalho batizado de “Descultura de Rio Preto”.

Quem conhece esse artista plástico provocador sabe que é a bicicleta o meio de transporte que ele utiliza para locomover-se pelas ruas da cidade que tanto o inspira e que pulsa de infinitas formas em suas obras.

Pelos cálculos de Fernando Marques, a magrela em questão foi a sexta que levaram dele. Solidário com o amigo, o documentarista decidiu vender a tela de autoria de Miguelavo pregada em sua parede, para então lhe devolver o meio de transporte.

Até a sexta-feira, quando sentei para escrever esse texto, ainda não havia aparecido alguém interessado em comprar o trabalho.

Para se ter uma ideia da importância da obra do ilustre ciclista, Miguelavo é autor de dois relevos que embelezam a cripta da Catedral, de 1978, encomendados pelo padre Franco Tavazzi, morto no ano passado. O artista também criou, nos anos 2000, o super-herói rio-pretense Homem-andorinha, tema da escola de samba Império do Sol, e fez as ilustrações do documentário “A lenda do pássaro azul”, produzido pela Rio Preto em Foco Filmes para as comemorações dos 150 anos da cidade, que conta a história da fundação de Rio Preto com elementos sobrenaturais.

“Ele sempre inova, sempre faz algo surpreendente. Você pede pra ele pintar apenas uma parede, não consegue. Ele tem que inovar, provocar”, fala Marques, sobre a arte de Miguelavo.

Talvez a alternativa para devolver ao artista o seu meio de transporte seja rifar a “Descultura de Rio Preto”. No entanto, se algum leitor se interessar pelo trabalho: in box, ok?

 

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