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Diário da Região

13/11/2016 - 00h00min

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Mais que tecnologia, mobile é comportamento

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Guilherme Baffi Marcos Angelini esteve em Rio Preto na última sexta-feira, em evento promovido pelo Lide
Marcos Angelini esteve em Rio Preto na última sexta-feira, em evento promovido pelo Lide

Diante de uma plateia de empresários brasileiros, o argentino para quem os olhares estão voltados apenas finge se incomodar com o resultado do jogo de futebol da noite anterior, quando seu país perdeu de 3 a 0 para o Brasil. Ele até brinca com o próprio sotaque. "Não é o melhor sotaque para ter hoje no Brasil, mas não tem como". Claro que os números que ele tem para mostrar interessam muito mais aos seus espectadores que um resultado de jogo de futebol. E ele sabe disso.

Diretor-geral do Facebook no Brasil, Marcos Angelini esteve pela primeira vez em Rio Preto, na última sexta-feira, 11, para falar de transformação digital, em evento promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) Rio Preto. Engenheiro industrial formado pelo Instituto de Tecnologia de Buenos Aires (ITBA), com MBA pela Durham University Business School, do Reino Unido, Angelini começou a carreira na Unilever Argentina em 1996.

Foi executivo da empresa em países como Itália, Inglaterra, Estados Unidos, França e Turquia e chegou à vice-presidência de homecare da Unilever Brasil. Deixou a empresa para assumir o comando do Facebook no país em maio de 2016, depois que o então diretor-geral, Leonardo Tristão, deixou o posto para assumir a presidência do Airbnb, gigante digital dos serviços de hospedagem. Há seis meses na liderança do Facebook, Angelini é capaz de apontar que vivemos uma quarta revolução industrial: a revolução digital. "No curso da história, temos várias revoluções industriais, mas jamais a humanidade viu uma revolução acontecendo tão rapidamente", afirma.

 

Arte - Facebook Mobile - 13112016 clique na imagem para ampliar

MODELOS DISRUPTIVOS

Como sintomas dessa revolução, Angelini cita modelos de negócios disruptivos (fora do padrão tradicional), que surgiram e cresceram em plataformas digitais. O Uber, por exemplo, que hoje está entre as maiores empresas de transporte do mundo, mas não possui nenhum carro. Ou o Airbnb, que, dependendo da cidade, oferece de duas a cinco vezes mais quartos disponíveis para hospedagem que os hotéis, mesmo sem possuir quarto algum.

Ele também cita o Alibaba, site de compras chinês que é o maior e-commerce do mundo e, mesmo não tendo nenhuma loja física, já está à frente do WalMart, como maior varejo do mundo. "Os caras operam só na China e querem, em 2020, atingir o patamar de trilhão de dólares. Nem entra na cabeça o que é isso. Ninguém fala em um trilhão de dólares, só quando se fala em PIB de países", afirma.

MOBILE

Tanto crescimento de empresas graças às suas plataformas digitais é atribuído pelo diretor-geral do Facebook à expansão do mercado de dispositivos móveis (mobile). "A gente pensou por muito tempo no mobile como um aparelho, e, na verdade, o que o mobile faz é uma completa mudança no comportamento nas pessoas. As pessoas se comportam de forma diferente, mudam a forma como se relacionam com as outras, quando vão comprar alguma coisa, pesquisam antes pelo mobile", garante.

De acordo com números apresentados durante a palestra, atualmente há 7,9 bilhões de dispositivos móveis espalhados pelo mundo. Em 100 países, o número de dispositivos ultrapassa a quantidade de habitantes. O Brasil não decepciona. Existem hoje 257 milhões de aparelhos ativos no País, enquanto a população não chega a 200 milhões.

COMPORTAMENTO

Com tanta gente conectada, o Facebook passou a observar não só os números de pessoas que têm à mão um dispositivo mobile, mas também como se comporta cada uma dessas pessoas. Esses aparelhos, é claro, se incorporaram tanto à vida dos usuários que 40% deles vão dormir com o celular na mão e 34% pegam o aparelho assim que acordam. Outros 25% afirmam que consultam o smartphone durante a madrugada. Entre uma olhadinha e outra, um usuário comum checa seu dispositivo móvel de 100 a 150 vezes por dia.

Angelini diz que, no início, a família de aplicativos do Facebook, que inclui o Messenger, o WhatsApp e o Instagram, tinha como objetivo "conectar pessoas e compartilhar experiências". Mas o crescimento foi tão grande que a empresa logo descobriu que esses aplicativos também poderiam ser usados para conectar marcas a pessoas. "As pessoas procuram marcas que são relevantes para elas. Da mesma forma, as marcas procuram pessoas que sejam relevantes para elas", diz o diretor-geral da empresa durante a palestra.

Para conectar os usuários dessas redes sociais às marcas de forma eficiente, o Facebook traça um perfil único de cada indivíduo. A plataforma é capaz de conhecer os gostos e preferências de cada usuário, para conectá-lo ao tipo de conteúdo que mais se adequa ao seu perfil. "Sabemos certamente quem é cada pessoa que tem um perfil no Facebook. Sabemos seus dados demográficos, informados quando o perfil é criado, mas também seus interesses, do que você gosta, deixa de gostar, o que você olha, a velocidade que olha para determinado post, tudo é entendido pela plataforma. Imagine a quantidade de dados e a quantidade de inteligência que estamos criando", explica Angelini.

NEGÓCIOS

Esse modelo de segmentação de público usado pelo Facebook atrai as empresas, não importa o tamanho. Segundo Angelini, no Brasil hoje são 4 milhões de negócios que utilizam a plataforma para alavancar suas vendas. "Desde as maiores, como Unilever, Fiat, até o varejo pequenininho, uma lojinha de chocolate", afirma.

E ele acrescenta: "E por que as pessoas que têm um negócio enxergam a oportunidade e entram (no mundo digital)? Porque você tem mais da metade da população conectada à ferramenta mobile e isso tem um poder de segmentação que jamais vimos antes".

EM ALTA

Nas redes sociais, a melhor forma de ser visto hoje é por meio de vídeos. O diretor-geral do Facebook diz que, atualmente, 40% do consumo de vídeos vêm de dispositivos móveis e a empresa está trabalhando para oxigenar a plataforma e desenvolver experiências cada vez mais imersivas no feed de notícias da rede social.

Angelini cita os modelos de vídeo presentes no Facebook hoje, desde os mais comuns, que tomam parte da tela, passando pelo canvas, que é quando é possível utilizar toda a tela do celular; live, que são as transmissões ao vivo; slideshow de fotos; e vídeos em 360º, o primeiro passo para a realidade virtual. "Vídeo é uma maneira de contar histórias, se engajar, chegar muito mais próximo do seu espectador", afirma.

O QUE VEM POR AÍ

A grande aposta do Facebook para os próximos anos é a realidade virtual, tecnologia que oferece ao usuário experiências digitais imersivas. O grupo, inclusive, já incorporou a Oculus, que produz óculos justamente com esse propósito. "O Facebook acredita que a nova grande plataforma de comunicação do futuro é a realidade virtual, é a que vem depois do mobile", garante o diretor-geral da empresa.

Além disso, o CEO da rede social, Mark Zuckerberg, tem planos ainda mais ousados. Ele já lançou um avião, o Aquila, movido a energia solar e que leva internet a regiões afastadas do planeta. "O Zuckerberg mesmo diz: 'Se me perguntassem há quatro anos se eu contrataria engenheiros da Nasa para desenvolver aviões, eu responderia que nunca. Hoje, temos o Áquila voando'", diz Angelini.

Isso, segundo ele, faz parte da missão da empresa. Em um mundo onde 4 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à internet, a ideia do Facebook é conectar todas essas pessoas. "Cada um de nós que trabalhamos com o Facebook, em qualquer parte do mundo, trabalhamos para levar evolução, e, dessa maneira, conseguir fazer o mundo cada vez mais aberto e conectado", conclui o diretor-geral da empresa.

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