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Diário da Região

10/09/2017 - 00h00min

CUIDADO COM BOATOS

Como identificar as mentiras espalhadas pelas redes sociais

CUIDADO COM BOATOS

Reprodução Atacadão pegou fogo em Rondonópolis, mas boato circulou como se fosse em Rio Preto
Atacadão pegou fogo em Rondonópolis, mas boato circulou como se fosse em Rio Preto

O que há em comum entre a demolição do prédio da Biblioteca Municipal de Rio Preto e um incêndio no Atacadão? E entre uma onça atropelada na BR-153 e câmeras instaladas pela cidade para multar motoristas sem cinto de segurança ou falando ao celular? Todas essas histórias são boatos que circularam pelas redes sociais e aplicativos de mensagens de rio-pretenses nos últimos meses, provocando reações dentro e fora da internet.

É possível que você tenha recebido alguma dessas mensagens e, na ânsia de avisar seus amigos e familiares sobre algo que está acontecendo, tenha até repassado uma informação falsa. Mas é justamente quando parece inevitável compartilhar uma mensagem que é necessário pensar duas (ou mais) vezes antes de apertar o botão que irá espalhar a falsa notícia pela internet.

O analista de sistemas Gilmar Henrique Lopes, que há 15 anos se dedica a desmentir boatos no site E-farsas.com, acredita que a maior parte das informações falsas que circulam pela internet tenha origem em brincadeiras que acabam tomando proporções gigantescas. “Mas também tem muita gente ganhando dinheiro com isso, porque gera bastante visualizações, muitos cliques. Quanto mais chamativa for a mensagem, mais público vai atrair”, afirma.

Gilmar lançou o site num 1º de abril - Dia da Mentira -, data emblemática escolhida a dedo para desmentir os boatos que, lá em 2002, ainda circulavam por e-mail. “As mensagens costumavam dizer coisas como: repasse esse e-mail para o maior número de pessoas que essa criança será curada do câncer, vai receber 5 centavos para cada e-mail repassado”, lembra.

 

Arte - Boatos 01 - 10092017 clique na imagem para ampliar

Hoje as coisas são bem diferentes. Com um clique, o internauta pode espalhar o boato para todos seus milhares de contatos. A informação falsa toma proporções ainda maiores quando compartilhada em páginas nas redes sociais, que alcançam milhões de seguidores. Mas aquela máxima defendida por Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, de que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” tende a não se concretizar só porque um boato reuniu milhares de curtidas e compartilhamentos. A mentira continuará sendo mentira.

Por isso, antes de ter certeza da veracidade de uma informação, é necessário segurar o impulso de compartilhar. A própria internet pode ser uma aliada na hora de buscar a verdade. Como os boatos costumam ser cíclicos, eles já podem ter sido desmentidos por sites como o de Gilmar. Uma informação muito grave ou alarmante também pode ser facilmente encontrada em sites oficiais ou jornalísticos se for real. “A ideia é usar a própria internet como ferramenta para desmistificar ou confirmar as histórias”, afirma o analista de sistemas. Além da web, Gilmar afirma que, às vezes, também recorre a livros ou outras fontes de pesquisa.

Você pode ser responsabilizado

Não importa se a mentira é contada de boca em boca ou pela internet. Mentira é mentira e, se alguém se sentir ofendido, quem espalhou o boato pode ser responsabilizado. Adriana Cansian, advogada especialista em direito digital, afirma que, nos casos em que for comprovado judicialmente dano material ou moral sofrido, aquele que criou ou repassou o conteúdo será responsabilizado “nos limites da legislação civil e penal”.

Ela ainda destaca que as pessoas (físicas e jurídicas) que se sentirem lesadas por informações falsas publicadas na internet podem entrar com ação judicial aos provedores de aplicação para a identificação dos responsáveis pelo boato, injúria, calúnia ou difamação que tenha sofrido. “Há, inclusive, inúmeras decisões nos tribunais brasileiros sobre o tema respaldando o direito do ofendido por meio de indenização”, explica.

 

Arte - Boatos 02 - 10092017 clique na imagem para ampliar

Segundo a advogada, tentar responsabilizar a própria rede social não é uma saída. Isso porque, de acordo com o Marco Civil da Internet, o provedor ou plataforma só será responsabilizado pelo conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial e dentro de seus limites técnicos, ainda mantiver o conteúdo apontado como infringente. “O usuário é o responsável por todo o conteúdo que cria e compartilha na rede”, afirma Adriana.

A advogada salienta ainda que não se deve utilizar a internet como um lugar sem lei: “A mesma conduta lícita, idônea e responsável de um cidadão em seu dia a dia deve ser exercitada na internet, sob pena de responder civil e criminalmente por danos morais e materiais todos aqueles que se julgarem livres para disseminar o ódio, o prejuízo e o desrespeito entre as pessoas.”

 

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